A Unidade Universal nos agasalha e nos consola
Por Inny Buch
Como pessoas leigas no campo das grandes questões filosóficas e da compreensão dos conceitos relativos à ciência tradicional e à moderna, nós nos deparamos com o grande enfoque da atualidade, que vê o Universo como “Uma rede interligada de relações”, conforme diz Fritjof Capra, no livro O Ponto de Mutação.
Vem-nos também à lembrança Hermes Trismegistus, explicando o TODO como “uma Mente Vivente Infinita e Universal, em que vivemos, nos movemos e temos a nossa existência” (Hermes, Os Grandes Iniciados de Édouard Schuré, pág. 70).
Olhamos tudo que nos cerca: pessoas, coisas e situações; e nos perguntamos: Onde está a unidade nessas diferenças enormes? Nessa diversidade múltipla? Nessas situações em que nada parece estar conectado?
Ao refletir um pouco mais, vamos perceber uma conexão! Existe um fio condutor sutil, não visível, mas presente. Nada nasceu complexo. Na evolução lenta do nosso Planeta, podemos constatar, por exemplo, que o reino mineral surgiu antes do vegetal, e este, antes do animal e só depois, muito tempo depois, surgiu o homem. Cada reino anterior dá suporte ao seguinte, que sem esse não existiria. Há um crescendo em complexidade! Assim, uma planta é mais complexa do que um cometa, já que sua capacidade interna de se alimentar, crescer, reproduzir-se, supera a capacidade do cometa.
Ah! Esta capacidade interna!
Mesmo dentro da matéria dita “bruta” pulsa um princípio, que poderemos chamar de inteligente, pois é ele que dá à matéria essa capacidade de aprimoramento.
Esse princípio se apresenta sempre num crescendo, reino após reino, obedecendo a uma lei evolutiva, que vai nos mostrar o eixo de conexão de todos os seres e coisas. É ela (essa capacidade interna, ou princípio inteligente) que vai se aprimorando, ficando mais e mais consciente, até chegar ao seu grau máximo: manifestar um poder criativo, uma capacidade de abstração e de responsabilidade. Chegamos ao ser humano.
Estamos diante de um enorme processo dinâmico. Cada passo adiante dependendo das aquisições de seu precedente. Quando no homem chamamos de Espírito, o que nos reinos anteriores chamamos de Princípio Inteligente, verificamos que na medida da conscientização deste princípio a matéria de sua expressão ficou mais complexa. O homem, realmente, é a expressão máxima, pois que tem a capacidade de criar, de autoconhecer-se, de saber que sabe, de se responsabilizar por seus próprios atos, pois obra com livre-arbítrio.
Não pretendo aqui sugerir que o homem descenda diretamente do animal, pois ainda nos faltam elos importantes; mas dizer que todas as aquisições feitas nos reinos precedentes ao homem, agora se encontram nele. Com certeza, estudos em andamento nos dirão um dia como tudo isto se deu.
E então, percebemos que apesar da transformação lenta, mas constante, do movimento ininterrupto, a integridade é mantida, a unidade é preservada. E, intuitivamente, sabemos que deve haver algo que mantém a harmonia desse conjunto, harmonia que perpassa desde o infinitamente pequeno até o infinitamente grande.
Chamamos de Onipotência, Onisciência e Onipresença a essa força da qual quase nada sabemos, mas que sentimos como uma respiração de vida que mantém, suporta e intimamente liga todos e tudo o que existe. Também a denominamos Deus, Grande Arquiteto, Alá, Pai, e mais uns tantos outros nomes; mas penso que deveríamos dar a essa força um nome único, capaz de agasalhar todos esses conceitos: AMOR.
Que o propósito deste ano – e de cada momento – possa ser nossa conscientização dessa Unidade Universal. Que possamos sentir que somos criações do Amor Divino, cada um em particular – nós como Humanidade, e o mundo material como forma de expressão mais simples desse Poder Infinito.
Não nos achamos perdidos ou isolados no espaço, mas fomos pensados e amados desde o princípio, e tudo o que recolhemos da vida é o que nos cabe por justiça, para nosso próprio crescimento e evolução espiritual.
Quem, então, poderá retirar a paz do nosso coração e a gratidão por termos acesso a essa magia que se chama viver?
Inny Buch é filósofa e pesquisadora.
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*Carlos Mauro Cabral* cmaurocabral@gmail.com Inserido em: 2009-08-17 08:13:40
A presença de Deus
Em primeiro lugar devo esclarecer a minha compreenção da existência de Deus e sua real onipresença em todos os fatos da vida, até “quando a pequena folha que cai de cada árvore”.
Mas vamos por parte. Inicialmente apresento a minha concepção da criação do Universo, pois aí se encontra a primeira manifetação de Deus. Para isto recorro ao Velho Testamento, que no capítulo Genesis informa: "Deus disse: que a luz seja: e a luz foi.”
Esta resposta é definitiva: Deus criou o Universo por sua vontade. A referência à luz foi apenas um exemplo da força e da instantaneidade desta Vontade. Na verdade, pelo meu entendimento, a Inteligência Suprema deve ter dito: “Que a energia produza os átomos e suas propriedades!” E os átomos e suas propriedades foram feitos com a energia universal.
Mas se antes disto existia apenas o “nada”, a energia que produziu os átomos também só pode ter emergido de Deus. Esta a conclusão do porque “Tudo é tudo”, ou melhor, “Deus é tudo”!
Na verdade os átomos e suas propriedades são uma conseqüência da Lei da Gravitação Universal e da Lei da Evolução – as Leis Imutáveis. As únicas Leis criadas por Deus e que foram suficientes para a formação dos mundos! Não é maravilhosamente surpreendente?
Com a criação dos átomos e suas propriedades, ocorreu a condensação da matéria disseminada, motivada pela aplicação geral da Gravitação Universal, o que gerou a grande explosão, ou big bang:
Cosmologia – Enciclopédia Encarta
Em 1917 o astrônomo holandês Willen de Sitter desenvolveu um modelo não estático do Universo. Em 1922 esse modelo foi adotado pelo matemático russo Alexander Friedmann e em 1927, pelo sacerdote belga Georges Lemaitre, que introduziu a idéia do núcleo primordial. Lemaitre afirmava que as galáxias são fragmentos proporcionados pela explosão desse núcleo, dando como resultado a expansão do Universo. Esse foi o começo da teoria da Grande Explosão (Big Bang) para explicar a origem do Universo, modificada em 1948, pelo físico George Gamow. Gamow disse que o Universo se criou numa gigantesca explosão e que os diversos elementos que hoje se observam foram produzidos durante os primeiros minutos depois da explosão dessa subatômica, transformando-os nos elementos químicos. Por causa de sua elevadíssima densidade, a matéria existente nos primeiros momentos do Universo expandiu-se rapidamente.
Ao expandir-se, o hélio e o hidrogênio esfriaram e se condensaram em estrelas e galáxias.
Esta teoria vem comprovar a Vontade de Deus para a criação do Universo, pois, caso contrário, como poderia acontecer a grande explosão, sem a matéria prima para ser explodida?
Devo confessar que a idéia de que o Universo continua a se expandir sempre me parecia questionável. Foi-me definitivamente comprovada no dia 06/08/2007, na capa do UOL, quando acessava a Internet e li a seguinte notícia:
“Telescópio espacial "Spitzer" detecta gigantesca colisão cósmica”
Washington, 6 ago (EFE). - O observatório espacial "Spitzer" da NASA captou uma das maiores colisões cósmicas na história da astronomia, informou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) dos Estados Unidos.
Trata-se de quatro galáxias que se chocaram espalhando no cosmos bilhões de estrelas, disse o laboratório da NASA em comunicado.
Em última instância essas quatro galáxias ficarão reduzidas a uma só que terá uma massa superior 10 vezes à da Via Láctea onde está o sistema solar da Terra.
A fusão de quatro galáxias foi descoberta acidentalmente pelo telescópio espacial quando realizava uma prospecção de um conjunto galáctico chamado CL 0958 4702 situado a quase cinco bilhões de anos luz da Terra.
Nestas quatro galáxias, quantos planetas deveriam existir? Ou melhor: quantos mundos existiriam, antes da colisão? E quantos planetas novos surgiram?
Deve ser notado que este fenômeno ocorreu há cinco bilhões de anos, quando a Terra estava sendo formada.
Assim, de forma conclusiva, creio que presença de Deus está nestas Leis Imutáveis, que, na verdade são as leis que, agora chamamos simplesmente por Leis da Natureza. Todas as folhas das árvores caem em decorrência destas leis, criadas por Deus e que representa a sua onipresença.
Um fenômeno matemático vem reforçar esta teoria: o número “phi”, ou seja, o número que representa a proporção áurea. Estudê-mo-lo.
Divisão Áurea - Número Phi. (Resumo de matéria publicada na Internet)
Em 1200 AC Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é a mais famosa seqüência matemática, a Série de Fibonacci foi contando como eles se aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou numa seqüência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores:
1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89...
1+1=2; 2+1=3; 3+2=5; 5+3=8; 8+5=13; 13+8=21; 21+13=34 e assim por diante.
Aí entra a 1ª "coincidência"; proporção de crescimento média da série é... 1,618. Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo mas a média é 1,618, exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos.
Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova idéia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.
-A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos em uma colméia é de 1,618;
-A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
-A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
-A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618;
-E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também.
Por isso, o número Phi ficou conhecido como PROPORÇÃO AUREA
... Michelangelo e principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas da Vinci foi ainda mais longe; ele, como cientista, pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a PROPORÇÃO AUREA do que o corpo humano.
Por exemplo: - Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.
- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618.
- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;
- Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela. PROPORÇÃO AUREA
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o Homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.
Quando Pitágoras descobriu que as proporções no pentagrama eram a proporção áurea, tornou este símbolo estrelado como a representação da Irmandade Pitagórica. Este era um dos motivos que levava Pitágoras a dizer que "tudo é número", ou seja, que a natureza segue padrões matemáticos
Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções, razão porque é também denominada PEOPORÇÃO DIVINA por comprovar, em termos definitivos, a presença de uma LEI no processo de desenvolvimento e evolução do Universo, incluindo a reprodução dos seres vivos
Observação – Caso seja possível, a continuação deste artigo refere-se à criação dos seres vivos.
Carlos Mauro Cabral
*Carlos Mauro Cabral* cmaurocabral@gmail.com Inserido em: 2009-08-16 15:52:51
Este artigo me é impressionante! Apresenta considerações que servem de embasamento às minhas próprias conclusões sobre a participação de Deus na criação do Universo e na Evolução de todos os seus componentes.
Creio que Deus só precisou de duas decisões para que fosse gerado o Todo que existe, que existiu e que existirá: a Lei da Gravitação Universal e a Lei da Evolução – as Leis Imutáveis, como me atrevo a nomeá-las.
Cito estas minhas conclusões para esclarecer que tenho procurado pesquisar o assunto e é com o exercício desta preocupação que dou meus mais sinceros parabéns pelo artigo em foco.
Quanto ás resultantes das pesquisas citadas, penso em submetê-las ao julgamento dos senhores, desde que assim considerem oportuno.
Atenciosamente.
Carlos Mauro Cabral
*Paulo Waldir Gomes* pauwalgom@hotmail.com Inserido em: 2008-02-12 21:22:23
"A Unidade Universal nos agasalha e nos consola"
"unidade universal" com iniciais maiúsculas, evidencia claramente o teísmo arraigado, seria mais honesto escrever logo deus, "Deus" com inicial maiúscula, como grafam todos os tementes a eles (são muitos, mundo e eras afora, mas basicamente iguais) os senhores dos exércitos, irascíveis e vingativos.
Provavelmente "unidade universal" aí, camufle e tente sublimar o velho conceito criacionista do deus dos judeus.
Que por tabela serve também aos cristãos e muçulmanos, o mantenedor da supremacia sobre os concorrentes pelo fio da espada implacável e insaciável de sangue, com muito "amor"...
Aquele mesmo que adorava sentir lá no céu, a suave fragrância dos bichinhos que mandava torrar em seu louvor aqui em baixo, com muito "amor"...
Até mesmo pessoas aculturadas não conseguem desvencilhar-se, desentranhar do cérebro o que foi ali incrustado na infância.
Apesar das evidências, têm necessidade do ser superior que as liguem "por fios invisíveis", lhes tenha dado à existência e, com poder de mantê-la para sempre, desde que proficuamente bajulado, ou senão, torrá-las eternamente sem perdão, com muito "amor"...
Ficam incapacitadas de perceber o óbvio fim, não se conformam com a única realidade simples e visível da transformação em excrementos: de minhoquinhas, ou peixes, abutres, feras, cinzas num incêndio, ou com grana, num incinerador.
Para assim, calma e simplesmente reintegrarem-se átomo por átomo ao universo, como tudo que nele se contém.
Provavelmente a autora durante a confecção do texto, tenha sentido o estômago roncar, o mesmo onde mais tarde pode ter ido parar um pedaço de vaca ou suíno, abatidos para sua continuidade, com muito "amor"...
*maneco* se-novaera@gmail.com Inserido em: 2008-01-15 17:57:13
O troféu "Richard Dawkins" já tem dono; leva de brinde o direito de falar sozinho, sem ter com quem debater.
*Giuliano* ggaspa@gmail.com Inserido em: 2008-01-15 14:08:30
Nota zero em ciência. O autor mostra desconhecimento de conceitos básicos.
Por exemplo: A aleatoriedade, filtrada por seleção natural é capaz, sozinha, de criar complexidade.
Também vemos uma clara intenção de proselitismo religioso, o que não um mal por si. Mas quando misturada com ciência cria um monstro.
Veja o fragmento:
"Chamamos de Onipotência, Onisciência e Onipresença a essa força da qual quase nada sabemos"
Ora, então sabemos! Como sabemos? Não se sabe. Logo, não sabemos pois não é testável. É filosofia amena.
"mas que sentimos como uma respiração de vida que mantém, suporta e intimamente liga todos e tudo o que existe."
Isto é o que se quer acreditar.
"Também a denominamos Deus, Grande Arquiteto, Alá, Pai, e mais uns tantos outros nomes;"
Todos eles extremamente antagônicos entre si. E se o autor souber disso, é desonestidade intelectual tal afirmação. Como se pode juntar mitologias tão diferentes, de deuses vingativos e de definição variante ao longo da história? Eu respondo: conveniência existencial.
"mas penso que deveríamos dar a essa força um nome único, capaz de agasalhar todos esses conceitos: AMOR."
O amor é uma adaptação evolutiva presente em muitos animais, com o resultado de otimizar a propagação destes. Uma mãe com amor ao filho com certeza cuidará melhor dele. Este terá maiores chances de sobrevivência e a próxima geração tenderá a ser mais "amorosa". Toda esta mística em cima do amor é poesia pobre.
*maneco* editor@mfn.com.br Inserido em: 2008-01-14 15:32:38
Oi jonas...
Confusas suas colocações. Pelo que entendi, tudo é reflexão, desde esteja de acordo com aquilo que você acredite...é isto?
Neco
*Jonas* jon_acg@hotmail.com Inserido em: 2008-01-14 14:22:42
Vejo a NovaE como um ponto onde encontrar amostras de um modo de pensar raro hoje em dia. Amostras de pensamento crĩtico. Amostras de reflexão e inteligência.
O que acabei de ler vai contra isso. Mostra um tipo de pensamento que infelizmente está se espalhando, um viral.
Um tipo diferente de dogmatismo religioso, que usa pitadas de cientificismo com um tempero de teologia.
Veja bem, as crenças são várias e todas são igualmente aceitáveis. Mas entendo que sendo a NovaE um lugar de reflexão, não deveria se dar ao luxo de pũblicá-las.
Até porque crenças são idéias, pensamentos. Estes surgem e se dispersam tão facilmente que muitas vezes nos levam até a incoerência no raciocínio.
NovaE, não se deixe levar por estas nuvens. A realidade é só uma, e para compreendê-la são desnecessários fios invisíveis.
*Cláudia* claudinha.pero@gmail.com Inserido em: 2008-01-13 19:04:06
Parabéns pelo texto, é sempre importante falar e voltar a lembrar o que move isso tudo que chamamos mundo ou vida...
*Teo Ponciano* tp@ig.com.br Inserido em: 2008-01-11 16:48:05
Foi muito bom ler este texto. Me fez um enorme bem. Muito obrigado!
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