http://www.novae.inf.br/site/images/top1.jpg


http://www.novae.inf.br/site/images/menu.jpg
O padre, o bandido e a mídia
| Share

Fernando Soares Campos

[ O texto a seguir é fruto da confusão mental de um escritor hesitante entre escrever realismo fantástico ou mero jornalismo-ficção.]

Um dos raros momentos de conforto daqueles adolescentes ocorria aos domingos, quando o padre Júlio prestava assistência religiosa àqueles jovens numa unidade da Febem. Grande parte dos adolescentes ali acautelados por decisão judicial não recebia visita de parentes, mesmo porque muitos deles já haviam perdido o contato com seus familiares há muito tempo. As visitas e atividades religiosas promovidas pelo padre Júlio e seus auxiliares da Pastoral do Menor eram, para muitos internos, os únicos contatos que tinham com pessoas do outro lado dos muros da instituição que, supostamente, se destinava à ressocialização de adolescentes envolvidos em atos infracionais, função que divergia da realidade vivida pelos internos. 

O padre Júlio costumava proferir palestras sob temas diversos, invariavelmente tratando do uso e tráfico de drogas, roubo, assassinato, promiscuidade sexual e outros atos que a Igreja atribui a condição de pecador a quem os praticar, além de implicar infração à lei. Havia também o momento da confissão religiosa, quando alguns adolescentes se dispunham a falar dos seus desvios de comportamento ao sacerdote, a fim de receber aconselhamentos e se livrar do castigo maior: o fogo eterno na caldeira de um inferno talvez mais tenebroso que aquele em que se encontravam internados.

Durante a celebração da Santa Missa, os confessados recebiam a hóstia sagrada, que podia ser considerada bem mais palatável que a quentinha servida pela instituição.

A. M. B., que até então gozava do direito ao anonimato, era um daqueles rapazes que, depois de encerrada as atividades dominicais da Pastoral do Menor, se acercavam do padre Júlio para lhe pedir conselhos ou pequenos favores. Numa dessas ocasiões, o jovem infrator conversou longamente com o padre, e este nem percebeu que, naquele dia, outros adolescentes não o procuraram. Não sabia o padre que A. M. B. havia usado sua condição de xerife e reservara aquele domingo somente para si. Daquela vez os demais internos estavam proibidos de se aproximar enquanto A. M. B. estivesse conversando com o vigário.

O adolescente confessava os seus pecados menores e ouvia os aconselhamentos do padre.

— Padre, eu me arrependo de ter roubado para comprar drogas.

— Entendo, filho, sei que as pessoas cometem certas faltas a fim de atender aos seus vícios. As drogas escravizam, mas você precisa se esforçar para se livrar de tão implacável inimigo.

— Eu tou me esforçando, meu... é... padre... Tou me esforçando, padre!

No domingo seguinte, A. M. B. era o primeiro da fila no confessionário improvisado. Quando o padre Júlio sentou-se para ouvir as confissões, o adolescente falou num tom que revelava profundo pesar. Dizendo-se arrependido, contou que certa ocasião havia roubado uma imagem de uma igreja. Mais uma vez o padre Júlio explicou que os dependentes de drogas caem em tentação.

— O inimigo oculto induz as pessoas a cometer delitos para sustentar seus vícios, filho — justificava o padre.

Poucos dias antes de ganhar a liberdade, A. M. B. declarou ao pároco:

— Padre, quando eu sair daqui, quero ajudar o senhor no trabalho com as pessoas que moram nas ruas.

O padre Júlio encheu-se de esperança, pois tinha diante de si mais uma possível alma resgatada do submundo da universidade do crime. O gesto daquele jovem representava mais uma vitória nas batalhas da eterna luta do Bem contra o Mal.

Poucos meses depois, Anderson (ex-A. M. B.), agora maior de idade, podia ser visto, eventualmente, em companhia do padre Júlio. Curiosamente, manteve o costume de se confessar, como fazia nos tempos de Febem.

Certa noite, quando os fiéis saiam da igreja, depois da última missa, Anderson apareceu no templo católico. Parecia nervoso, queria se confessar. O padre o acompanhou até o confessionário, entrou e sentou-se; enquanto Anderson se ajoelhou no genuflexório ao lado.

— Padre, os home querem me pegar de novo, padre! E, se eu rodar dessa vez, vou pra de maior! Me ajude, padre!

— Meu filho, se você está dizendo que a polícia está lhe procurando, a fim de lhe prender, isso quer dizer que você cometeu um crime muito grave.

— Não, padre, num foi coisa tão grave assim. Eu só matei o cara que tirou onda com a minha cara num bar lá da favela.

— E você acha isso uma falta leve, meu filho?!

— Bom, se for comparar com outras paradas que eu já fiz, isso até que é manero...

— Mas o que você já fez de tão grave?!

— Padre, o senhor sabe que tudo que eu contar aqui, o senhor num pode contar pra ninguém. Nem pro Papa, né?

— Sim, meu filho, eu sou um sacerdote católico e, nesta condição, meu dever é guardar segredo sobre as confissões dos fiéis, cabendo a mim apenas a missão de rogar a Deus que os perdoe e ilumine seus caminhos.

— Então eu vou contar. O senhor se lembra daquele casal de velhos que foi assassinado aqui perto? Aqueles que o ladrão matou cum mais de vinte facada?

— Sim, me lembro sim, nunca os esquecerei. Dona Aline e o senhor Mateus freqüentavam a nossa igreja e participavam ativamente das nossas atividades filantrópicas.

— Pois fui eu que matei eles...

— Filho!, por que você cometeu crime tão hediondo?!

— Ora, padre, eles até que vinham colaborando. De vez em quando soltavam uma merreca, mas acabaram ameaçando de dar parte na polícia, num queriam mais pagar o “pedágio”. O senhor sabe, né?

O padre Júlio ficou abalado com a confissão de Anderson, porém se esforçava para não deixar transparecer sua perturbação em vista de tão pavoroso relato.

— Não, filho, não sei de que pedágio você está falando...

— Padre, hoje em dia todo mundo precisa pagar “pedágio” e “taxa de segurança”. Principalmente um casal de velhos, que já num tem nem força pra segurar um pau de fogo, imagine se apertasse o gatilho!

— Você continua cobrando “pedágio” e “taxa de segurança” de outros fiéis aqui da nossa igreja?

— Só de uns três, padre, só de uns três! Mas esses num tão chiando muito não, sabe? Eles até que num reclamam muito. Eles sabe o que aconteceu com os velho teimoso.

— Que mais você anda aprontando aqui na paróquia?

— Aqui, nada. Juro, por Deus, aqui é só isso.

— Você quer dizer que, em outras áreas, tem transgredido a lei divina e a dos homens?

— Já que o senhor perguntou, vou contar mais uma. Lembra-se daquela menininha de três anos de idade que apareceu morta e istrupada no córrego lá da favela?

O padre Júlio fez o sinal da cruz e perguntou como se não quisesse ouvir a resposta:

— Foi... você quem fez aquilo, meu filho?!

— É, padre, essa é a única coisa que eu fiz e me arrependo de verdade. Mas, olha, só pra conformar o pessoal lá da favela, eu provei que quem fez aquilo foi o boiola do Cacá, neto da dona Aurora. O viado vivia paparicando a menina. E todo mundo acreditou que foi ele quem istrupou a criança. Quando eu matei o safado, o pessoal da boca e uns morador até me fizeram uma presença, ganhei umas pedra de crack e uns baseado.

O padre Júlio respirou fundo e tentou mentalizar uma poderosa jaculatória, pois já acreditava que o seu confessor estaria, naquele momento, dominado por uma entidade maligna e, provavelmente, dopado por uma mistura de drogas diversas.

— Filho, por que você não me procurou antes de cometer essas loucuras?

— Eu num procurei das outra vez, mas tou procurando agora.

— Mas você está me procurando depois de ter cometido o crime. Está me pedindo ajuda para livrá-lo de ser preso pelo assassinato de um homem.

— É e não é somente por isso...

— Como assim? Não estou entendendo...

— Padre, eu preciso de dinheiro pra pagar um adevogado. Antes de vim aqui, eu procurei a velha Eugênia.

— Você se refere a Dona Eugênia, esposa do falecido Almeida?

— Ela mesmo, padre. Ela é uma das três que paga pedágio e segurança. A velha, o senhor sabe, é viúva rica, ganha pra lá de dez salário de pensão do marido. Num é viciada, num gasta cum quase nada, tem casa própria...

— Mas, e daí, filho?, isso foi uma conquista dela e do marido, que trabalharam a vida inteira para gozar desses direitos!

— Mas eu queria que o senhor aconselhasse ela a pagar.

— Eu não posso fazer isso, meu filho!

— Então, o senhor mesmo pode me ajudar.

O padre Júlio ficou em silêncio por um instante, precisava encontrar a melhor saída para aquela aterrorizante situação, precisava conter os macabros impulsos daquela endemoniada criatura. Devido aos seus votos sacerdotais, não podia simplesmente procurar as autoridades policiais e entregar o seu confessor.

— Está bem, vou fazer todo o possível para ajudá-lo, mas preciso que me prometa que não fará mal algum a qualquer outra pessoa. Inclusive deixará a Dona Eugênia em paz

— Bom, se o senhor me ajudar, eu num vou precisar dela nem de ninguém.

Depois de ter a garantia de que teria o apoio do padre para se livrar do último crime que cometera, Anderson se foi, deixando o padre Júlio entre a cruz e a espada. Naquela noite o pároco precisou recorrer a certo calmante a fim de conciliar o sono.

Com a ajuda financeira do padre Júlio, Anderson contou com a defesa de um bom advogado e se livrou da cadeia. Porém acostumou-se a extorquir o sacerdote. Certamente ele não poderia alegar que o padre se tornara seu “cúmplice”, pois o padre Júlio podia evocar sua condição de confessor religioso, portanto impedido de revelar os segredos do confessionário.

Alguns anos depois, cansado das ameaças do bandido, padre Júlio procurou as autoridades policiais e denunciou a quadrilha de Anderson pela prática de extorsão. O caso tornou-se público, e a mídia jornalística fez a farra:


“Ex-interno diz que fazia sexo por dinheiro com padre”

“Polícia vai pedir quebra de sigilo de padre Júlio”

“Igreja blinda padre e se protege”

“Sob denúncias, padre Júlio decide parar de celebrar missas em público”

“Padre Júlio passa de vítima a réu”

“Para entidades, acusação contra padre Júlio abala luta por direitos”

“Caso padre Júlio deve ir para a cúpula da polícia”

“Polícia investiga denúncia de corrupção de menor contra padre Júlio”


        

                                

Fortaleça a imprensa independente do Brasil e a Livre Expressão ao disseminar este artigo para sua rede de relacionamento. Imprima ou envie por e-mail.

Trincheira da Livre Expressão:

     

Receba no seu e-mail boletim com novos links para novos artigos
 Cadastre-se agora

Mas o que é a Novae?
Novae: uma história de amor ao copyleft                                



Manifeste-se!

Nome:
E-mail:
Dê sua opinião:
Código:
Digite o código:


*frederico*
fredunifei@ig.com.br
Inserido em: 2009-05-16 20:49:46

É com muita tristeza que eu vejo esse texto pois não há nada como ser cruxificado pela mídia sem ter o pleno poder de se defender, hoje vendo como se comporta a mídia, principalmente a rede globo de televisão, onde o que perdura é o interesse dela em ter favorecimento do governo em propagandas e inflluenciar a opinião pública, não há como ter a certeza do que foi denunciado pela tv.
Só acho que estamos vivendo um período de trevas, talves estamos chegando ao período do armagedon, não há dúvidas disso, porém vamos aguardar e que só os que poderão ser salvos estarão no reino dos céus.



*Adelinha*
adeliafranco@hotmail.com
Inserido em: 2008-07-03 21:51:01

Sr. Fernando Soares,

Como jornalista, me sinto envergonhada de fazer parte desta classe diante de textos sensacionalistas nas matérias que foram veiculadas sobre o Padre Júlio. Ele é um dos poucos homens que se preocupam verdadeiramente com os mais necessitados. Ele é uma minoria diante de tantas pessoas que só pensam em si mesmo. Mas os jornalistas sensacionalistas não tem interesse algum em publicar matérias sobre o Padre Julio, Padre Roberto Lettieri, Padre Gilson Sobreiro ou Padre Antonello que vivem apenas para ajudar a população de rua, idosos, crianças, presos e prostitutas, 24 h por dia. As boas obras, a parte mais "rica" da vida, ninguém cita nos jornais ou na TV. É por isso que a pior parte do Brasil é "exportada" de graça para os países de primeiro mundo, graças aos jornalistas que só pensam em ter suas matérias publicadas, comentadas e muitos jornais vendidos. A partir do dia em que o Brasil começar a trabalhar em cima dos pontos positivos dos brasileiros, a nossa imagem lá fora vai começar a melhorar. Infelizmente, a classe que se classifica como o quarto poder não colabora nem um pouco pq só pensa em si mesmo. Graças a Deus eu sou a minoria desta classe de jornalistas que acredita em Deus e que sai às ruas para ajudar esses padres tentando aliviar a dor dessas pessoas, pq para nós Deus existe, mas infelizmente o Diabo tb existe e carrega com ele a maior parte dos jornalistas ateus e sensacionalistas que só pensam em si mesmo e não movem um dedo se quer para ajudar o próximo. E não falo isso para vc, pois não sei se é jornalista tb. Digo como um desabafo por causa do tamanho espaço utilizado na mídia para denegrir um homem de bem como o padre Júlio. Mas os bons sempre são perseguidos...é só olhar para trás e verá que todos os homens que realmente lutaram para o bem da humanidade sofreram ataques e perseguições. Mas apesar de tudo eu ainda acredito na humanidade e num mundo mais digno e justo, que será trazido pela minoria que arregaça as mangas para tentar melhorar a vida de muitas pessoas. Infelizmente, a mídia possui o poder de melhorar este trabalho de conscientização, mas ela muito pouco colabora pq para ela a pobreza será sempre responsabilidade do governo e nunca dos cidadãos. É, realmente não somos responsáveis, mas somos seres racionais, dotados de emoções e não conseguimos permanecer frios diante de seres que nada possuem. Mas qdo alguém tenta colaborar, sempre vem um para tentar derrubar uma boa ação, pq para a mídia o mal sempre "vende" mais do que o bem.


*Fernando Soares Campos*
fernando.56.campos@gmail.com
Inserido em: 2007-12-06 11:36:44

Caro Paulinho Bomfim, o indivíduo que "quase mata um menor que lhe ofereceu um produto eletrônico em troca de liberdade" não tem nada de honesto. Um sujeito desses deveria estar longe de uma instituição que deveria servir para ressocialização dos internos. A meu ver, com uma atitude dessas, o sujeito quis apenas dizer que nunca faria uma barganha tão barata; provavelmente ele aproveitou a ocasião para que se espalhasse exatamente o que você nos conta hoje, ou seja, a impressão de que ele seria "incorruptível".

Corrompido o infeliz já estava, pois não passava de um animal a serviço da opressão, um viciado em espancar, como muitos se tornaram quando foram admitidos como funcionários dessas instituições. Alguns desses espancadores costumam apanhar da mulher e dos filhos, outros não passam de indivíduos frustrados por terem sido reprovados em concursos para polícia (na época em que você assinala ter ocorrido o fato, o tal funcionário era apenas mais um dos muitos contratados sem concurso, indicados por políticos).

Também já testemunhei casos idênticos. Em alguns deles, o funcionário conversou naturalmente com o interno, fazendo-o ver que o objetivo da restrição de liberdade que lhe impuseram tinha o objetivo de proteger a ele mesmo, o adolescente; em outros, ocorreu exatamente o que o sr. Sidney fez com o adolescente da Febem. Claro que, para bater em um adolescente acautelado, o sujeito deveria estar ou drogado ou ser ele mesmo uma droga.

Um indivíduo preso (seja um animal de qualquer espécie) é um indivíduo em permanente estado de busca pela liberdade. A qualquer custo.

.





*Paulinho Bomfim*
paulinhobomfimliteratura@yahoo.com.br
Inserido em: 2007-12-06 03:25:39

Já fui interno da febem por duas vezes, e na época me parece que nem padre havia lá. Foi em 1986(87) Lembro-me de ter visto o senhor Sidney, um dos responsáveis pela ala, quase matar um menor que lhe ofereceu um produto eletronico em troca da liberdade (fuga).


*RENÊ ROLDAN*
reneroldan@ig.combr
Inserido em: 2007-11-15 16:49:20

Desde o primeiro momento em que ouvi a chamada para a notícia sempre tive um pé atras. Não com o objetivo de blindar padre Julio, pois sei que enquanto humano tudo é possivel. O que pressenti foi que todo o seu trabalho é que deveria ser atingido. O antigo secretário de segurança do Estado de São Paulo, fiel escudeiro do "fura-fila político" José Serra passou boa parte de sua desastrosa gestão tentando justificar-se com estatísticas arquitetadas sobre a diminuição da criminalidade e da "modelar" Febem. O trabalho do padre Júlio não é midiático, não dá Ibope, porque o público alvo é miserável, o excluído, o resto de uma sociedade que nivela por cima e que se mobiliza para forçar a "limpeza" de terrenos ocupados com barracos afim de não prejudicar o visual do condomínio fechado, nem tampouco desvalorizar o empreendimento imobiliário de alto padrão.


*bad smile*
jamescorpo@gmail.com
Inserido em: 2007-11-12 11:45:47

Tanta pessoa ganânciosa no mundo que se quer pensa nos pivetes que tão na rua aí,que fatalmente irão para a vida do crime pela falta de oportunidades,ou que já foram para a vida do crime e acabaram de vez com uma chance nessa sociedade injusta,mas aí quando tem alguém que pensa em ajudar quem perdeu totalmente o foco de sua vida,acontece isso...
eu sei muito bem como as pessoas pobres,porém honestas tem que conviver sendo taxadas de desonestas,marginais e coisas assim...
mas a elite não está nem aí,não vê que tem gente honesta tambem nas regiões pobres,aí o governo manda as pessoas prum buraco e ás vezes a única saída de uma pessoa oprimida pela sociedade é acreditar em Deus e acreditar que um dia os injustos terão o que merecem....
É rídiculo o que a mídia faz com a cabeça das pessoas,vejo as pessoas cada vez menos percepitivas com a realidade....
Fico pensando quando podemos viver em um mundo sem mentiras,onde não seja preciso pisar na cabeça de ninguem pra poder viver,onde não haja mais extorsão,um mundo realmente "justo" e não esse mundo irreal á nosso olhos...



*Frei Alamiro*
freialamiro@franciscanos.org.br
Inserido em: 2007-11-10 08:28:21

Conheço pessoalmente pe. Júlio Lancelloti. Participei com ele de várias atividades relacionadas à defesa da vida de pobres e excluidos/as do centro da cidade de São Paulo. Percebia nitidamente que o Espírito que o movia era o amor a Deus e seus irmãos/as. Parabenizo Fernando Soares Campos pelo que escreveu.
Em tempos passados vivíamos sob o regime de uma Ditadura Militar que matava e criava heróis. Hoje impera a Ditadura Midiática que destrói vidas e obras contruidas com tanto amor e esforço, mas não mata a pessoa. Ela assiste indefesa sua própria destruição.
É o caso de pe. Júlio e tantos outros cidadãos/ãs que cairam nas mãos desta corja criminosa.
"Do homem perverso e mentiroso, livrai-nos Senhor!"
Fernando, vou divulgar entre os meus amigos e conehcidos o que você escreveu.
Frei Alamiro.


*Joao Miramar P.G.*
cumacanga@yahoo.es
Inserido em: 2007-11-09 23:49:35

Em nome do quê se pode afagar a cabeça de um pervertido, pedófilo contumaz?
É a velha prática de demonizar o inimigo e santificar o aliado. Júlio Lancelotti como boa parte dos padres católicos carrega na formação a aberração do ódio contra o feminino. "Que queres tu mulher?" (Jo 2,4) disse Jesus ao expulsar sua mãe da sua presença.
E ainda por cima a cúpula da Igreja protege esses bandidos.
A história contata acima por um pretenso jornalista é outra aberração, já que nega os fatos mais banais envolvidos nesta sórdida história, que acabará impune.


*José Mílton*
joemi67@hotmail.com
Inserido em: 2007-11-09 15:17:24

Sempre enxerguei no Pe. Lancelloti um homem verdadeiramente dígno. E como todos os dígnos, sujeito, a ânsia louca por vender notícia dessa imprensa terceiromundanista. Triste do país, cuja imprensa tenha que precisar daqueles 15 minutos.


*Fernando Soares Campos*
fernando.56.campos@gmail.com
Inserido em: 2007-11-09 11:02:32

Caros leitores e amigos, eu nunca me relacionei pessoalmente com o padre Júlio, o que escrevi é fruto de minhas suspeitas e imaginação. Porém acabei de ler um depoimento de quem conhece o padre Júlio de perto e, entre o seu testemunho sobre integridade moral do padre Júlio, ele nos diz:

“No entanto, Pe. Julio não quis revelar que a mulher de Anderson estava envolvida com atividades ilicitas, certamente com acertos com homens do poder da segurança pública. Nem mesmo os crimes que Anderson ainda cometia, até pelo sigilo que deve manter como sacerdote;”.

Acredito que isso justifica os meus pressentimentos e a verve que assomou à minha alma, me fazendo escrever a peça aqui publicada.

.



*Monalisa Tavares Volpini*
mona_paes@hotmail.com
Inserido em: 2007-11-09 10:51:38

Caro Fernando, mais uma vez vc supera nossas espectativas!
Esse caso, Pe Júlio, é um dos tantos exemplos da "exposição" ao mundo de nossas vidas.
Hoje, "fazer o bem sem ver a quem", tornou-se um tanto complicado àqueles q se dispuseram a isso. É claramente óbvio q o Pe Júlio foi totalmente envolvido por uma circunstância em q não haveria saída pelos seus votos sacerdotais: "o segredo do confessionário". Por outro lado, por sua "ingenuidade"e crédito ao ser humano, o qual um dia Deus criou à sua imagem e semelhança, esperando pelo arrependimento e conversão do Anderson, cai nessa arapuca triste e de muitas páginas e ibope p a grande mídia q caça seus propósitos mas não os fundamenta naquilo q é real.
Infelizmente, vivemos hj essa realidade da "pedofilia", a qual merece toda a nossa atenção sim, mas, daí a ser julgado por um bandido q mata, estupra, dita regras de vida e morte, valha-me Deus por isso!!! É o fim dos tempos mesmo!!
Quanto ao Pe Júlio, eu só tenho a lamentar por tudo o q ele foi exposto, por tudo o q ele viveu esses últimos tempos.
Quanto à mídia, fica aqui o meu grande pesar!!
Dêem a sua notícia sim, mas sejam corretos, honrem o q buscam p q possam ter credibilidade c as milhares de pessoas q os ouvem!!
Para mim, em particular, o q falta às pessoas hj é Deus.
A vida daquele q dá lugar a Deus é bem regrada e disciplinada, não tem confusão, não tem discórdia nem mentiras. E, por sermos tão expostos assim ao mundo, necessitamos da proteção Divina.
Um forte abraço p vc, amigo Fernando!!


*Vicentina Rodrigues Rolim da Silva*
vicentina.rolim@gmail.com
Inserido em: 2007-11-09 08:11:23

É um texto inteligente,mostra o caso que ventila na mídia no momento e nos faz refletir muito.É uma situação complicada,mesmo porque o padre trabalha com um público que desconhece certos valores,príncipios e qualquer desafeto que aconteça é "um prato cheio" para uma patranha.Acredito que toda verdade vem a tona ,se o pe. for acusado vai arcar com as consquencias. Se essa moda pega....muitos inocentes podem sofrer muito.


*Maria José de Lima Esplicio (Zeca)*
zacaesplicio@yahoo.com.br
Inserido em: 2007-11-08 16:15:35

A grande questão é que o padre já foi julgado e crucificado antes mesmo de apurados os fatos. A imprensa pega pesado, principalmente a Record, por motivos óbvios.
A justiça fica pressionada. Não se espera mais que ela levante dados para depois julgar.
No Brasil, a justiça é a mídia.


*CONCEPCIONPO*
CONCEPCIONBELA@HOTMAIL.COM
Inserido em: 2007-11-08 03:27:36

MUITO SABIA SUA MATERIA,EM RELACAO A P.JULIO EXPOSTO EM PRACA PUBLICA SEM DIREITO DE DEFESA,QUE PAIS E ESTE.........


*ivanice*
iglobo@uol.com.br
Inserido em: 2007-11-07 16:28:09

oi!!! gostei muito do seu artigo sobre Pe. Júlio enquanto a mídia massacra sem dar menor chance de defesa. Acusa antes mesmo de saber se é culpado ou inocente.Precisamos nos unir usando aos canais alternativos para mostrar nossa indignação. Pois é público e notório o trabalho social que o Pe. Júlio faz e não com acusações de um bandido que se vai dar credibilidade.Acho que a sociedade brasileira vai mostrar mais um grau de amadurecimento frente o massacre da mídia contra um cidadão digno como é o Pe. Júlio.


*RAFAEL SANTOS CHEREM*
rafcherem@hotmail.com
Inserido em: 2007-11-07 13:13:34

Pelo noticiado na imprensa o dinheiro foi uma quantinha considerável, de onde veio?E porque? E o Bispo não sabia do que ocorria?Será que Padre Júlio não confia na Igreja?


*soldado de Deus*
vscofano@yahoo.com.br
Inserido em: 2007-11-07 12:30:03

E isso muito bom o esclarecimento Padre Julio e inocente e ponto final.....


*MARCOS ADRIANO DA SILVA*
marcosrcc@bol.com.br
Inserido em: 2007-11-06 22:53:22

Primeiramente parabenizo a Revista Novaes devido a sua ética moral, ao respeito às opiniões de seus eleitores, fazendo assim com que possamos nos expressar sem sermos antes filtrados tornando impossível o acesso de opinião do público. É no respeito que se mostra o caráter da liberdade de expressão.
Amigo Fernando s Campos parabéns pelo texto,nesse momento tão difícil em que nosso querido Padre está passando junto com milhares de fiéis,Deus coloca vc para ser um anjo no meio dessa grande treva orquestrada por poderosos e lideres religiosos...A sua coragem nos incentiva mais ainda na caminhada que Deus te ilumine sempre e que você possa ser cada vez mais a nossa voz de indignação e repúdio diante de tantas mentiras e perseguiçoes contra a Igreja de Jesus Cristo!!!
PAZ E BEM !!!


*Beatriz Belle*
bellebrasilpt@gmail.com
Inserido em: 2007-11-06 18:30:10

Primeiramente parabenizo a Revista Novaes devido a sua ética moral, ao respeito às opiniões de seus eleitores, fazendo assim com que possamos nos expressar sem sermos antes filtrados tornando impossível o acesso de opinião do público. É no respeito que se mostra o caráter da liberdade de expressão.

Padre Julio Lancelotti, o maior protetor de pessoas de rua, sem ter as mínimas condições de vida, como é triste e deprimente ver alguém com tal porte, com tamanho amor aos mais humildes e desamparados e mesmo com todas as provas de um sacerdote cumprindo com todo o seu amor o verdadeiro papel de irmão, no abraço, o de proteção a cima de tudo, cuidando do corpo, da alma e ensinando os perigos existentes neste mundo, e de um momento pra outro vem a calúnia para a crucificação deste grande sacerdócio – pai dos oprimidos.
Qual é a intenção da burguesia, de imprensas neoliberais, nazistas e golpistas incriminar alguém como o Padre Julio Lancelotti?
O que na verdade eles temem?
Qual a ameaça que o Pe Julio Lancelotti representa a sociedade, livrá-los das drogas, do mundo da criminalidade, dos traficantes e do vírus do HIV, por dar o que comer, beber, vestir e mostrar a diferença do certo e do errado?
Ao meu modo de ver é puramente medo de que o trabalho do Pe Julio faça a diferença e a aproximação a um simples fato – Igualdade Social com mentes abertas ao seu aprendizado.

Prezado Fernando S. Campos vejo em você um homem que não teme e nem foge a luta, a fúria e a rejeição que sente ao ato pecaminoso que estão fazendo com o Pe Julio Lancelotti e isso nos faz sentir que não estamos a sós, que você é um de nós, sua força e determinação mostra que podemos retirar o Pe Julio de onde o crucificaram.
Parabéns por ser um cidadão de bem que não teme e nem foge a luta, contamos com você na imprensa e onde você for atuar contra tamanha crueldade.

Abraços
Beatriz Belle



*Xenon*
xenonmentalista2@yahoo.com.br
Inserido em: 2007-11-05 20:17:46

Alô amigão!
Enviei o seu excelente "O padre, o bandido e a mídia" aos associados do meu Grupo Yahoo MENTALISMONET. Mais uma vez parabéns pela sua coragem e competência.
Xenon - o Mentalista www.mentalismo.net

 Publicado em: 2007-11-04 por fernando, última modificação em: 2007-11-05 por fernando

 

 

     

NovaE.inf.br é uma revista pluralista na divulgação de idéias e conceitos a respeito de Internet, nova economia, cibercultura, política, cultura, literatura, mídia, comportamento, filosofia e cidadania. Portanto, as opiniões emitidas em colunas e em artigos assinados não correspondem, necessariamente, à opinião dos editores.
Conteúdo autorizadoSaiba mais sobre o projeto.

Desenvolvido com tecnologia PHP-Nuke, liberado sob licença GNU/GPL.

Desenvolvimento de sites em Santa Catarina: CMM Interativa.

Para visualizar melhor a NovaE utilize a configuração de tela 1024 x 768