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Estamos no futuro! Talvez não percebamos, mas todas as ilusões da ficção científica estão ao nosso alcance: celular com gps, automação, engenharia genética, viagem estelar, física quântica. O homem domina os princípios das tecnologias que eram mera especulação de nossos ancestrais.
A inovação mais presente no cotidiano é a Internet. As barreiras da distância foram rompidas. Não há mais que se falar em partes do mundo, hoje a Terra é uma só.
A rede já anarquizou a poderosa indústria fonográfica. Cada ouvinte tornou-se DJ do próprio gosto, sem render-se mais à vontade das rádios ou dos selos distribuidores. Os artistas puderam fugir da tirania das gravadoras.
A literatura, contudo, ainda está presa à vontade das editoras.
A pouca evolução das técnicas gráficas é, certamente, fator decisivo para o domínio da arte nas mãos de grupos restritos. Há, porém, solução. Ela está exatamente na livre produção internáutica.
Os escritores iniciantes e principalmente os alternativos notaram que podiam encontrar leitores e admiradores fora do eixo impressão/distribuição. O avivamento da poesia nos blogs é prova desta vertente. A solução para o desapreço de editores mercenários e limitados.
O interesse econômico sempre será parâmetro para a escolha dos textos. Entretanto, esta decisão jamais abrangerá todas as possibilidades. O filtro dos editores é parcial, mas o da internet não, até por que na rede a leitura é gratuita. Não é preciso valorizar aquilo que se adquiriu. A qualidade dos textos também influencia, sendo feita por teóricos mestres em literatura. Ora, estes são exatamente os que desprestigiam a produção descompromissada e diferenciada, relegando-a ao anonimato.
Neste ínterim surgiu o Bar do Escritor.
O BDE começou como uma comunidade do Orkut (o sítio de relacionamento) em que os membros criticavam os próprios textos objetivando melhorar a escrita. Logo se mostrou apaixonante àqueles capazes de aprender com as opiniões alheias. Implementamos um blog comunitário e um zine eletrônico. Fazemos as coisas segundo a nossa vontade, lutando para não cair nas mesmas armadilhas dos grupos literários tradicionais que costumam elogiar seus pares para não serem criticados.
No bar somos livres para opinar. Não nos importamos com teóricos de Letras que classificam os escritores de acordo com seus critérios desinteressantes. Gostamos dos textos porque gostamos, simplesmente, não porque são best-sellers ou foram escolhidos para a prova do vestibular de alguma faculdade. Somos barnasianos e não acadêmicos. Não somos autores para senhoras religiosos, nem para adolescentes imberbes que apreciam magia, nem para doutores de teses confusas e impenetráveis. Somos contemporâneos, apreciamos os escritores de outras gerações, mas acreditamos também que fazemos coisas atemporais. Não nos prendemos ao culto do passado. Escrevemos aquilo que é contraproducente e impublicável nos impressos vendidos em livrarias de shoppings de dondocas.
Porém (sempre há um porém) queremos invadir sua praia! Não nos encolheremos atrás de decisões negativas das empresas do livro. Lutamos para sermos reconhecidos como escritores, poetas, ensaístas e cronistas. Queremos, até, ganhar o pão do dia-a-dia com nossas linhas tortas mas sinceras. Em lugar de um escritor que vende milhares de livros agora é o momento de aparecer dezenas de escrevinhadores que vendem centenas. A possibilidade de encontrá-los é maior, da mesma forma que o lucro será o mesmo. Qual a dificuldade em mudar o paradigma?
Sim, estamos no futuro. Acreditamos na literatura como argamassa na construção de uma sociedade plural e livre. Queremos escrever, ler e divulgar nossos pensamentos sem censuras ou mutilações mercadológicas. Queremos livros baratos e não produções gráficas maravilhosas com conteúdo chato. Sabemos que um palavrão bem colocado vale mais quem um parágrafo de palavras inteligentes. Sonhamos com a profusão de textos em palmtops enquanto esperamos o ônibus. Queremos o que é interessante para todos e não apenas para quem é capaz de pagar caro.
Somos um bando de sonhadores que tripudiam as normas preconceituosas estabelecidas. Sabemos, contudo, que as coisas mudam. Estamos no olho do furacão de uma revolução cultural, prontos para dar as caras. E logo.
Confira: Somos o Bar do Escritor
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Novae: uma história de amor ao copyleft

*Leonardo Tessitore* leotessi@hotmail.com Inserido em: 2007-08-23 23:18:43
"Somos barnasianos e não acadêmicos. Não somos autores para senhoras religiosos..." (senhoras religiosas, concertem isso) hoho
Barnasianos o cacete!rs Barnasianos somos nós, inventores e percussores desta filosofia. Beberemos dela até o fim, sem nunca roubar os amigos de bar.
Abraços
*Isaías Gomes de Lima* isaiasgomes58@yahoo.com.br Inserido em: 2007-08-20 09:49:23
Viva Giovani Iemini! Tod@s do Bar do Escritor!!!
Assino o Manifesto. Também seguro de que "Estamos no olho do furacão de uma revolução cultural, prontos para dar as caras. E logo."
Então, Vamos!
Abraços,
Isaías
*humberto * humberto.filho2004@ig.com.br Inserido em: 2007-08-14 14:02:55
Viver e sonhar os artistas sonhão e os loucos não tem medo de sonhar e são justamente os que conseguem por na real seus sonhos, portanto creio que o bar é um local de loucos iluminados.
*Kmila* kmila_spec@hotmail.com Inserido em: 2007-08-09 11:30:20
"Não nos importamos com teóricos de Letras que classificam os escritores de acordo com seus critérios desinteressantes." Como uma das téricas de Letras, não gostei... Mas como uma amante e defensora da Literatura livre das amaras editorias e burocráticas, AMEI seu texto!
*mão branca* maobranca@gmail.com Inserido em: 2007-08-07 20:20:00
uau! adorei! esse giovani é fera... hehehe.
valeu, fernando. um incentivo como este nos faz continuar acreditando no sonho.
*Paulinho bomfim* paulinhobomfimliteratura@yahoo.com.br Inserido em: 2007-08-07 20:16:10
É com imenso prazer que leio e releio tal manifesto.
O Bar do Escritor é o único bar em que não fui criticado por não beber bebida alcoólica.Rsrsrs
*Me Morte* aninhalopes0000@gmail.com Inserido em: 2007-08-07 19:41:54
Eu to orgulhosa de todos do Bar e principalmente do Giovani, meu amigo e parceiro. Obrigada Fernando, valeu a força, do fundo do coração. Beijos
E vamos nós!
*Larissa Marques* larissapin@hotmail.com Inserido em: 2007-08-07 18:23:56
Adorei a matéria com Giovani Iemini do Bar do Escritor (BDE), adoro participar daquele fórum comunitário. Estamos prontos para as mudanças, que elas venham.
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