Os pontos de inflexão
Chico Villela
Há alentadas análises e vigorosos indícios que desvendam fatos futuros, com efeitos de longo prazo, a partir dos próximos meses de abril e maio, como relevantes pontos de inflexão no equacionamento das forças que hoje atuam no cenário internacional. Dois pólos dos principais que aglutinam esses fatos são a chamada ‘crise sistêmica global’ e a ampliação do teatro da guerra no Oriente Médio. Na verdade, dois pólos, mas do mesmo ímã.
Crise sistêmica global É voz corrente que o ‘equilíbrio’ das forças econômicas no mundo atual apóia-se sobre bases de areia. Para se apreciar o que se conhece como “sistema do dólar”, é interessante voltar ao início da década de 1970, quando ainda vigorava o padrão ouro do Acordo de Bretton Woods – FMI. Os Estados entesouravam ouro para lastrear suas emissões de moeda e mantê-las em patamares razoáveis perante outras moedas fortes. Os Estados Unidos, saídos combalidos da derrota no Vietnã e incapazes de manter o sistema, por não terem mais ouro suficiente para entregar, abandonaram-no e entregaram-se ao conforto do sistema do dólar. O ex-presidente Nixon respondeu pela medida. A partir daí, os EUA passaram a emitir sem lastro, o que levou Charles de Gaulle a chamar a moeda de “papel pintado”.
O dólar estadunidense passou a ser a moeda de referência nas transações de pagamentos e bolsas, especialmente para a compra de petróleo, e os demais Estados passaram a entesourar dólares e papéis do Tesouro dos EUA. Em troca, os EUA mantinham sua posição de polícia do mundo e de potência que afrontava a União Soviética, o grande inimigo. Além disso, saídos da Segunda Guerra com 50% do PIB mundial na mão, sem concorrentes à altura e cheios de dólares apoiados em ouro, puderam dispor de recursos bastantes para reerguer uma meia-Europa alinhada com seus interesses estratégicos e mesmo um subserviente Japão desarmado. O dólar tornou-se uma moeda política.
O professor austríaco F. William Engdahl, autor de “A Century of War: Anglo-American Oil Politics and the New World Order”, expõe, em conferência de setembro de 2003 publicada no site www.resistir.info: “Hoje em dia, a maioria dos bancos centrais estrangeiros tem títulos do Tesouro dos EUA ou ativos similares deste país, como parte das suas ‘reservas monetárias’. Estima-se que possuam entre 1 trilhão e 1,5 trilhão de dólares em dívida do governo dos EUA. É precisamente aqui que se encontra a perversidade deste sistema. Com efeito, a economia dos EUA está viciada no empréstimo estrangeiro, tal como um viciado em drogas. Na realidade só com o financiamento do consumo é possível poder gozar um nível de vida muito mais elevado do que poderia ter a partir das suas próprias poupanças. Os EUA vivem à custa do dinheiro que lhes é emprestado pelo resto do mundo, mas sempre através do sistema do dólar”.
Engdahl dá um exemplo simples: a empresa alemã BMW fabrica carros de luxo e vende no mercado dos EUA. A empresa troca os dólares do pagamento dos carros por euros ou marcos, para operar na Europa. Os Bancos Centrais, alemão e/ou da União Européia, de posse dos dólares, compram títulos da dívida e do Tesouro dos EUA e devolvem assim os dólares ao país. Ou seja, entregam a riqueza produzida (os carros) aos Estados Unidos, que, dessa forma, usam a poupança de dezenas de países para manter o elevado nível do seu consumo. China, Japão, Canadá, México e Alemanha concentram cerca de 60% da impagável imensa dívida em papéis e títulos dos EUA. Só o déficit de comércio dos EUA em 2005 foi de US$ 726 bilhões.
Mas a crise vai além, com as dívidas internas privada e pública. A sua ascensão é meteórica: 1985: 7 trilhões; 1995: 16 trilhões; 2004: 34 trilhões. Após o fim da bolha do mercado de ações em 2001, a dívida interna foi impulsionada para que a economia não entrasse em recessão. Entre 2001 e 2003 o FED (banco central) baixou as taxas anuais de juros 13 vezes seguidas, até chegar ao limiar de 1%, o menor em 50 anos. Isso num cenário em que 75% do PIB dos EUA dependem do consumo, e em que a maior parte do valor desse consumo concentra-se na compra de moradia. A esse respeito Engdhal afirmava na citada conferência em setembro de 2003: “Com um desemprego em alta e uma economia real que não está em crescimento, chegará um momento em que a realidade se manifeste de uma forma violenta, quando o mercado hipotecário atingir o seu limite. Chegados a este ponto, o perigo está em os consumidores terem de deixar de comprar, e a economia nessa altura não será capaz de criar novos postos de trabalho [entre 2001 e 2006, 3 milhões de postos de trabalho foram fechados nos EUA], nem promover uma recuperação real. Os postos de trabalho terão fugido para a China. Devemos estar já nesse ponto, ou então muito próximo dele”.
Os primeiros pontos de inflexão Para o grupo de análise LEAP/E2020, que edita a respeitada publicação confidencial por assinatura “Global Europe Anticipation Bulletin – GEAB”, o dia já chegou. Para sua edição nº 12, de 15 de fevereiro deste ano, um comunicado público de duas páginas apresenta uma lista de alguns pontos da crise que se avizinha, e coloca em destaque a questão do naufrágio do mercado imobiliário dos EUA. Vale a pena reproduzir a lista:
1- aceleração do ritmo e da importância das falências de sociedades financeiras nos Estados Unidos: de uma por semana hoje a uma por dia em abril 2- alta espetacular dos arrestos imobiliários: 10 milhões de cidadãos perderão a moradia 3- queda acelerada dos preços dos imóveis nos EUA: -25% 4- entrada em recessão da economia dos EUA em abril de 2007 5- baixa precipitada das taxas da Reserva Federal (FED) dos EUA 6- importância crescente dos conflitos comerciais China - EUA 7- venda chinesa de dólares estadunidenses / retorno do comércio efetuado em yen 8- queda brutal do dólar estadunidense em relação ao euro, ao yuan e ao yen (hoje 1 euro já vale 1,3 dólar) 9- queda da libra esterlina inglesa
O sistema do dólar, para o grupo de análise, começa a enfrentar uma de suas maiores ameaças: seu maior credor, a China, despejará dólares e títulos no mercado e fará desabar um pilar do ‘equilíbrio de areia’ do sistema. O Irã converteu seu comércio de petróleo para euros, como Saddam havia feito antes da invasão, e fechou recente contrato em euros de 230 milhões para entregar quatro petroleiros à Venezuela, que também amplia as denominações em euros das suas vendas de petróleo. O problema é que o desabamento do dólar afetará todas as economias do planeta, anexadas a ele, e contribuirá para a redução do poder de absorção do grande comprador, os EUA. A recessão estadunidense implicará recessão maior ou menor para dezenas de economias.
Quanto ao mercado imobiliário, o comunicado público apresenta números e dados sólidos. O panorama já vem se deteriorando: em 2006, houve mais de 1,2 milhão de arrestos (retomada das moradias pelos credores financeiros após três meses de atraso nos pagamentos), que afetaram entre 4 e 5 milhões de pessoas. Nos estados de Colorado, Ohio, Califórnia e Texas, as retomadas atingem 1 em cada 40 moradias; a média para o país é de 1 para cada 92. Em 2007 esse número deve duplicar: em janeiro, o número de retomadas cresceu 19%. A maior parte dos empréstimos terá de ser refinanciada com juros altos para patamares que milhões não conseguirão pagar. Abril marcará então o reinício de maciças retomadas.
A inflexão dos mísseis Mas esses pontos de inflexão, afinal, mais ou menos agudos, sempre foram presentes na história econômica e política do capitalismo, do mesmo modo que as guerras. O que há de explosivo hoje é que o principal protagonista do lado fraco da economia mundial, os EUA, é ao mesmo tempo o mais armado e destrutivo da história humana. Medidos em paridade do poder de compra (PPC), a soma dos PIB de China e Índia já supera o PIB dos EUA, e o PIB do Grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) supera o PIB da União Européia. A força dos emergentes, no entanto, não encontra paralelo no poder político, que decorre, ainda, do poderio militar. Mas para o Hulk-Bush isso pouco interessa, ele tem a força.
São múltiplas as análises e as dezenas de acompanhamentos de movimentações militares que deixam em claro a conclusão de que em breve a dupla EUA-Israel atacará maciçamente o Irã, com ênfase em ‘destruição das instalações de processamento nuclear, de petróleo e industriais de vulto’. Inquietantes notícias dão conta de uma ordem recente do Pentágono para a locação de armas nucleares táticas no cenário da futura guerra, medida até então vedada.
Quanto à data, já que as preparações militares foram dadas por “prontas” em fevereiro, há uma informação curiosa: foi pautada por Tony Blair. O enredo é: a) O único aliado de peso de Bush na sandice criminosa do Oriente Médio é Blair; b) Blair vai renunciar no fim de março, conforme já antecipou; c) enquanto isso, Blair mandou repatriar uma parte do contingente inglês que ocupa o sul do Iraque, em demonstração de boa vontade e de atendimento à oposição da população que não mais o aprova. d) Blair intenta manter algum capital político para continuar. Nesse cenário, atacar o Irã sem Blair salva a sua face, a única com que Bush pode contar de fato na Europa, após os curtos reinados de fascistas como o espanhol Aznar e o mafioso Berlusconi. Algumas perguntas se põem na mesa. Como será iniciado o ataque? É possível reverter a decisão? Quem ou quais forças poderiam fazê-lo?
Como será iniciado o ataque? Primeiro, vem sendo precedido de campanha maciça anti-Irã na mídia. Para o jornalista independente John Pilger, que há mais de trinta anos trabalha na região, envolve-se o Irã em ‘produção de condições para fabricação de artefatos nucleares’, ‘apoio a insurgentes no Iraque, junto com a Síria’, planos de ‘destruir Israel’. Quanto à bomba, a CIA informa que o Irã não será capaz de chegar às finais de sua fabricação antes de 2017. O ‘envolvimento’ do Irã com a resistência iraquiana soa como as ‘armas de destruição em massa’ de Saddam, que só existiam como argumento para justificar a ocupação criminosa do país. O Irã opõe-se à Al Qaeda, condenou o atentado às torres e apoiou a invasão do Afeganistão. O Irã vem permitindo inspeções em suas instalações nucleares, ao contrário dos Estados Unidos e de Israel, que nem sequer assinaram o Tratado de Não-Proliferação, que o Irã endossa. O Irã não ocupa território alheio, ao contrário de Israel, que responde pela mais antiga ocupação ilegal da história recente. Quanto à famosa frase do presidente Ahmadinejad de que ‘Israel deve ser varrida do mapa’, o que ele disse foi: “O regime que ocupa Jerusalém deve desaparecer das páginas do tempo”.
Um fato revelador deu-se há pouco em audiências públicas na Comissão de Relações Externas do Senado dos EUA, segundo relato de Barry Grey, do World Socialist Web Site (WSWS). O depoimento do velho criminoso de guerra Henry Kissinger, favorável à guerra, ecoou em páginas inteiras de jornais e todas as emissoras de TV. O de Zbigniew Brzezinki, ex-conselheiro de segurança nacional de Jimmy Carter e contrário à guerra, mal constou em notinhas de jornais e não apareceu em TVs. Com certeza esse comportamento da grande mídia tem a ver com a afirmação de Brzezinki de que ‘a administração Bush podia fabricar um pretexto para justificar um ataque ao Irã’. Como ‘cenário plausível’, Brzezinki afirmou: “a incapacidade de o Iraque atingir os objetivos propostos, seguida por acusações de que esse fracasso é da responsabilidade do Irã, e depois por qualquer provocação no Iraque ou qualquer ato terrorista nos EUA atribuído ao Irã [destaque de Grey], culminando numa ação militar americana ’defensiva’ contra o Irã”. Brzezinski sugeriu que a Casa Branca seria capaz de fabricar ou permitir um ataque terrorista dentro dos EUA para inventar um motivo para a guerra. Em face da obscura e falsa história oficial do ataque às torres, essa sugestão da parte de um analista dessa estatura é de colocar cabelos em pé.
É possível reverter a decisão? Difícil. (Mesmo porque, para o escritor Gore Vidal, o governo seja apenas a “junta governativa do petróleo e gás”.) Para os neocons e falcões civis e militares de Bush e seus planos de retardar/impedir pela força a derrocada do sistema do dólar, com o redesenho do mapa das fronteiras do Oriente Médio e o domínio do seu petróleo, a invasão e destruição do Irã é um passo já previsto desde 2003. Esse ‘novo mapa’, aliás, já circula nos meios da inteligência armada (ver ao final)
Quem ou quais forças poderiam fazê-lo? A guerra do Vietnã, de custo elevado em vidas humanas (50 mil soldados e milhões de vietnamitas mortos) e armas, teve seu fim abreviado pela oposição maciça da população. Mas os tempos eram outros, fim da agitada década de 1960. As guerras agora são “aéreas e cirúrgicas”: apesar do custo mais alto que a do Vietnã, até agora morreram na guerra atual do Iraque uns 3,2 mil soldados (já morreram entre 650 mil e 2 milhões do “lado do inimigo”, mas isso a mídia não noticia). A população é hoje desinformada e bastante apática; afinal, Bush foi eleito em 2004 com vantagem expressiva de votos (na primeira vez, em 2000, perdeu, mas ganhou no tapetão da Suprema Corte por 5 x 4).
O Congresso poderia barrar Bush? Difícil. Afinal, os democratas são iguais aos republicanos em política externa. O máximo que a nova maioria democrata conseguiu até agora foi uma recomendação de condenação à continuidade da guerra, mas sem efeito suspensivo. A mais cabal demonstração do pensamento democrata manifestou-se entre 21 e 24 de janeiro deste ano na conferência anual do Centro Interdisciplinar de Herzlyia, em Israel. O Centro conta com dois institutos, ambos dirigidos por ex-chefes do Mossad, e desde 2000 realiza uma conferência anual em que se formula o pensamento dominante da estratégia de defesa e ataque do país, e da qual participam inclusive representantes dos grandes fabricantes de armamentos.
O “pacifista” John Edward, que disputa com a inodora Hillary Clinton a indicação para a candidatura democrata, fez-se presente em conferência via satélite para pregar atitudes firmes contra o Irã. Thierry Meyssan, escritor, jornalista e presidente do Réseau Voltaire, em www.voltairenet.org, cita as palavras do guru bushista Richard Perle, presente em pessoa: “Quando o Irã possuir armas nucleares, não será fácil dissuadi-lo ou contê-lo. Não é fácil ameaçar de matar uma vasta população civil em jeito de contra-ataque, e além disso, é tarde demais. Quando é que o Irã terá a bomba? Não podem estar à espera de provas para tomarem uma decisão". Que fazer? "Atacar com precisão atingindo criticamente as instalações nucleares, com eficácia e rapidez. Os bombardeiros B-2 e os mísseis de cruzeiro podem-no fazer. Israel deve fazê-lo, se é evidente que existe uma ameaça existencial. Israel deve fazê-lo e o presidente [Bush] virá juntar-se a ele".
O especialista em história e política da Ásia Oriental Chalmers Johnson, autor do recente “Nêmesis: Os últimos dias da república americana”, aponta algumas características dos EUA de hoje que impedem a reversão da política externa e interna assassina e repressiva da gangue de Bush. Antes, traça um panorama do poderio dos EUA: 737 bases em 130 países com mais de 500 mil militares, espiões de variado calibre, agentes com poder de vida e morte.
Na raiz das razões do ódio que o mundo inteiro devota aos estadunidenses, Johnson situa, não só o que os EUA têm feito às claras, mas “operações ilegais efetuadas no estrangeiro que foram mantidas secretas para o público [...] derrubada clandestina de governos, treino de exércitos estrangeiros em técnicas de terrorismo estatal, fraude de eleições em outros países, interferência na viabilidade econômica de países que ameaçavam os interesses das corporações dos EUA, assim como a tortura e o assassinato seletivo de estrangeiros”. Como permanecem secretas durante tempos, o público é incapaz de avaliar acontecimentos de retaliação como o ataque às torres, e tende a apoiar medidas violentas e mesmo de redução do seu grau de liberdade, como a Patriot Act, que deu à vida política nos EUA a mesma face da URSS stalinista: uso indiscriminado de tortura, prisão sem aviso a familiares e advogados, detenção por tempo indeterminado sem divulgação nem acusação, remoção de presos para prisões em qualquer parte do mundo, controle de correspondência, internet e leitura (bibliotecas são obrigadas a informar sobre consultas e retiradas de livros). Há mais.
Johnson chama atenção para o fato de que Bush & gangue detêm hoje poderes excepcionais que nenhum outro grupo teve, e que violam a Constituição do país e as leis internacionais, como sua “doutrina” unilateral de “guerras preventivas” contra qualquer escolhido por qualquer motivo, sólido ou inventado. E também que o Congresso abdicou das suas prerrogativas, tornando-se um apêndice que nem sequer tem poder para bloquear verbas para uma guerra sobre a qual não opinou. Para Johnson, “A combinação de grande quantidade de forças militares permanentes, de guerras quase contínuas, de uma sempre crescente dependência econômica do complexo industrial-militar e do fabrico de armamento, e de despesas militares ruinosas, assim como de um orçamento de ‘defesa’ vasto e engordado, para não falar da criação de um completo segundo Departamento de Defesa (conhecido por Department of Homeland Security), tem destruído a nossa estrutura republicana de governo, em favor de uma presidência imperial”. “Um país pode ser democrático ou imperialista, mas não pode ser ambas as coisas.”
Qualquer que seja o desenvolvimento dessas tendências, o que emerge, tanto da visão de Johnson, quanto da profusão de análises que focam o império, é que os EUA “vão continuar a manter um governo constitucional de fachada, até serem surpreendidos pela falência financeira”. Afinal, considerada a sua realidade econômica atual, a imagem mais adequada aos EUA é de um país pobre, que detém apenas 2% do petróleo que gasta, que age como um lorde que vive numa mansão mas não tem como pagar sequer um centavo da dívida com os bondosos e altruístas contribuintes que mantêm sua situação da falsa riqueza .
Conforme a análise do GEAB, a China resolveu reduzir sua parcela de contribuição. País nenhum ficará à espera da lenta corrosão do sistema do dólar para começar a desfazer-se dos micos estadunidenses. Se o mapa da força continua na mão dos maiores fabricantes e usuários de armas de destruição em massa da história, o mapa político-econômico vem sendo redesenhado, e nesse mapa os EUA aparecem menores que muitos países desenvolvidos ou mesmo emergentes. Com certeza, muito menores do que pensam que são. Sua vantagem inconteste reside na sua capacidade de pesquisas de ponta e de liderança nas inovações. Mas uma severa crise econômico-financeira com certeza irá, lamentavelmente, afetar essa capacidade.
O nome do livro de Johnson, “Nêmesis”, evoca a deusa grega da vingança, a que castiga a soberba e a arrogância. Ela pode até demorar, mas sempre chega.
Este mapa se encontra em www.globalresearch.ca - Plans for Redrawing the Middle East: The Project for a “New Middle East”, de Mahdi Darius Nazemroaya. Clicar no menu em US War Agenda.

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*Fernando Radaelli* feradaelli@hotmail.com Inserido em: 2009-09-18 04:28:28
Sinceramente, fato raro a qualidade dos artigos de Chico Villela, escritos com crítica e sinceridade. Percebe-se o compromisso com a informação e a verdade (em nenhum momento este leitor sentiu alguma tendência no desenrolar do texto). Gostaria de fazer um pedido. Em minha visão, de cidadão comum, vejo, ser a internet o único meio atual e realmente livre de manifestação de opinião e ideias, haja vista que os jornais brasileiros deveriam ser exportados para Cuba para fins sanitários. No entanto, há uma nova ameaça contra a liberdade e a internet especificamente: o projeto de controle da internet do Senador de West Virginia, Jay Rockfeller. Peço um artigo sobre o tema e penso que talvez devessemos antecipar um documento a favor da liberdade da internet, antes que seja tarde...
Obrigado
Fernando Radaelli
*Rodrigo Menezes* rsamenezes@uol.com.br Inserido em: 2007-03-15 17:02:53
Rodrigo,
aí está uma excelente análise geopolítica e econômica sobre a atual situação dos EUA no mundo. E que já começa a ser confirmada pelas recentes notícias sobre a crise imobiliária e financeira que afeta o império. Vale a pena conferir.
Um abraço,
Nivaldo
*Juba* antestardedo@uol.com.br Inserido em: 2007-03-07 13:36:55
ISSO TUDO JA ERA ESPERADO. APENAS DESTACO QUE O LULA NADA TEM HAVER COM ISSO, CONFORME ALGUNS PSDBISTAS E PFLISTAS QUE SEMPRE SE COLOCARAO DE QUATRO PARA OS AMERICANOS. A CHINA TAMBEM TEM QUE SER OBSERVADA ATENTAMENTE, POIS ESSE NEGOCIO DE DESACELERAR O CRESCIMENTO N/ PASSA DE MANOBRA PARA MANIPULAR O COTACAO DAS COMODITES. E AI ESTA O PERIGO PARA O BRASIL.
*Hugo Cordeiro* hugocordeiro@walla.com Inserido em: 2007-03-06 13:21:28
Excelente análise! Gostaria de parabenizar Chico Villela por este texto tao simples, mas tao complexo.
A mais nova da Polícia Federal é querer passar com a comitiva da Cinderela Bush sem que a mesma veja as manifestações que ocorrerao nas avenidas!
Mas não têm problema, a situação há de mudar!!!
Abraço a todos do site....
*Ailton T. Vale* ailton.vale@gamil.com Inserido em: 2007-03-06 12:33:05
A manipulação do governo americano no cenário internacional criando situações falsas para justificar suas peripécias é um sapo que a população mundial tem engolido. Hoje as guerras são por petróleo, amanhã poderá ser por álcool ou por água. Devemos colocar nossas "barbas de molho" e nos preparar. Para quê? Talvez para engolir um enorme sapão. Excelente a materia do Chico com uma abordagem objetiva e esclarecedora. Parabéns.
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