Grande imprensa cometeu suicídio nestas eleições, diz Nassif
2006-10-27 10:48:56

[]
"Aquela diversidade que os jornais ainda tinham e perderam, o pessoal foi buscar na internet. E uma coisa a gente aprende com os blogs: se houver 20 blogs falando ’’A’’, basta um blog falando ’’B’’ de forma consistente, que ele inverte e desmascara. Há a interação entre os blogs e seus leitores."

Confira: Blog do Nassif:

Por André Cintra e Priscila Lobregatte, do Vermelho

Ao adotar um pensamento único, elitista e anti-Lula, a mídia entrou numa rota suicida. Esse estilo, ’’inédito em termos de grande imprensa’’, criou ’’um clima muito pesado de patrulhamento, ataques, macarthismo’’. O diagnóstico é de Luis Nassif, jornalista há mais de três décadas e ex-membro do conselho editorial da Folha de S.Paulo.

Nassif se tornou uma das vozes mais avessas aos descalabros que tomaram conta do jornalismo. Em sua opinião, a mídia sequer se esforçou para entender um fenômeno como o Bolsa Família - e sai dessa eleição desiludida com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na entrevista que concedeu ao Vermelho - e que abre a série ’’Mídia x Mídia’’, o jornalista mineiro atacou o presidenciável tucano Geraldo Alckmin. ’’A gestão dele em São Paulo, do ponto de vista administrativo, foi absolutamente medíocre e nunca foi avaliada’’. De acordo com Nassif, ’’Alckmin não tem discernimento’’ e sofre de ’’incompetência gerencial’’.

As declarações de Nassif foram tomadas nesta quarta-feira (25/10), num escritório da Avenida Paulista, em São Paulo, onde o jornalista coordena a Agência Dinheiro Vivo. Confira os principais trechos dessa entrevista exclusiva.

Por que essa onda anti-Lula e anti-PT ficou cada vez mais forte na grande mídia?
No começo do ano passado, alguns colunistas - não oriundos da imprensa propriamente dita -, intelectuais e pessoas do showbiz, basicamente o (Arnaldo) Jabor e o Jô (Soares), começaram uma crítica mais pesada ao Lula e ao PT. Essa crítica, num determinado momento, resvalou para uma posição de intolerância e teve eco na classe média.

Quando teve eco, aconteceu algo que, para mim, é o mais inacreditável que eu já vi em mais de 30 anos de jornalismo: a Veja entra na parada e começa a usar aquele estilo escabroso. É inédito em termos de grande imprensa - e é um suicídio editorial. Agora, aquele estilo acabou batendo aqui, em São Paulo, em alguns círculos do Rio de Janeiro, induzindo a mídia a apostar na queda do Lula. Quando não conseguiu derrubar Lula, a mídia enlouqueceu. E então todos os jornais caminhavam na mesma direção. Isso não existe. Todo mundo endoidou.
 

C&MM Interativa Administra a NovaE na Internet
Conteúdo para Web, redes sociais, projetos para profissionais liberais, projetos editoriais para empresas, organizações e sociedades.
www.cmminterativa.com.br


Criou-se um clima muito pesado de patrulhamento, ataques, macarthismo. Os colunistas, de uma maneira quase unânime, entraram nesse clima - até por constrangimento. Aquela posição relativamente diversificada que existia nos jornais, através de seus colunistas, acabou. Os colunistas foram inibidos. Há jornalistas aí, com 40 anos de carreira, que escreveram 365 artigos, um por dia, sobre o mesmo assunto, todo dia pedindo a cabeça do Lula.

Não dá. Criou-se uma guerra santa que é incompatível com o papel da mídia. Isso era para os jornais dos anos 50. Partiu-se para um festival de ficção, de arrogância, de agressividade e falta de civilidade que é veneno puro na veia na imagem dos jornais e das revistas que entraram nessa.

E, mesmo assim, o Lula não caiu...
Porque, no começo dos anos 90, tivemos um fenômeno: começou a surgir a ’’banda B’’ da opinião pública. As classes D e E começaram a ter voz. É a história dos descamisados - e Collor percebeu muito bem isso. Começa a haver nessas classes um novo campo. À medida que o país vai evoluindo, aquela mediação feita pelos coronéis tende a se diluir. Este foi um primeiro ponto. Quando Lula lança o Bolsa Família - que é um programa muito bem-feito e que tem, sim, contrapartida -, ele pega esse fenômeno, que ganha corpo. O Fernando Henrique, que é sociólogo e tal, por conta de sua postura imperial, não percebeu esse novo cidadão emergente.

Outro ponto é que, na medida em que se criou essa unanimidade na mídia, você descartou públicos: o público engajado, que tem seu pensamento - a favor do Lula e do governo -, e que de repente percebeu que não havia nenhum veículo que fosse justo; e o segundo é um público menor, mas muito influente, que é o público dos formadores de opinião bem informados. Com aquela simplificação com que veio a cobertura, estes setores acabaram se desiludindo com a imprensa. Tudo isso surge num momento em que a internet já tinha massa crítica aí, com os blogs e tudo, para fazer contraponto. E entre os blogs tem de tudo.

Aquela diversidade que os jornais ainda tinham e perderam, o pessoal foi buscar na internet. E uma coisa a gente aprende com os blogs: se houver 20 blogs falando ’’A’’, basta um blog falando ’’B’’ de forma consistente, que ele inverte e desmascara. Há a interação entre os blogs e seus leitores. Os blogs emergiram como uma alternativa. E isso culminou com a matéria do Raimundo Pereira na CartaCapital. Em outros momentos, a Carta teria feito a matéria e ninguém falaria nada. Agora a matéria teve um alarido infernal, de tudo quanto é blog discutindo. E o tema não morreu.

A ponto de a Globo ter de se explicar...
É, tentou, tentou, mas não conseguiu responder. (Ali Kamel) é um rapaz inteligente, mas há coisas que, se você não consegue explicar, é melhor não tentar. Se você precisa de mais de uma lauda para explicar, não tente. Ele tentou e ficou chato, porque estava claro que era uma armação do delegado visando a Globo.

E aí se entra em outro aspecto: qual o interesse jornalístico de uma foto? Uma foto de dinheiro é igual a uma foto de dinheiro. Não há informação nisso. Essa foto ainda foi maquiada para dar maior fotogenia. O único interesse era como ela ia repercutir nas eleições, como no caso da Roseana Sarney. A gente sabia que esse dinheiro existia há semanas. O fato de aparecer a foto não tem significado nenhum.

Mas os jornais e TVs queriam dar a imagem para saber o efeito eleitoral da foto. Se o único interesse sobre a foto era esse, é evidente que a parte mais relevante do ponto de vista da notícia era saber como vazou a foto. E não deram isso. Manipularam e protegeram o delegado (Edmilson Bruno Pereira). Isso é um episódio marcante. Um golpe como esse, não temos paralelo em nossa história.

A mídia, cumprindo esse papel, é suicida. Ela não tem como ganhar. Se ela derruba o Lula, ela fica com a pecha de golpista para o resto da vida. Todo problema que surgisse seria imputado à mídia. Ou seja, se ela ganha, ela perde. Se não derruba o Lula - que foi o que aconteceu -, ela mostra que perdeu o poder que ela tinha.

Existe nisso um preconceito de classe?
Houve um claro preconceito de classe. No momento da internacionalização da economia brasileira, o Fernando Henrique passa a se cercar de uma corte que é minoritária em São Paulo, mas que tem muita ressonância. É um pessoal que se julga internacionalista, mas é da ’’geração Daslu’’ - de um esnobismo altamente provinciano visto por um estrangeiro, mas que aqui dentro pegou muitos setores, inclusive da imprensa. Esse deslumbramento cresceu de uma forma muito ampla nesse período, em cima de um conjunto de colunistas muito próximos ao Fernando Henrique.
O grande pecado do Fernando Henrique, lá atrás, foi quando ele começou a desqualificar as críticas e começou a tratar tudo que não era internacional como caipira e provinciano. Ou seja, criaram-se ali as bases para essa visão entre modernos e anacrônicos. O fator Veja foi fundamental para trazer esse componente. A Veja já vinha num crescendo de grosserias e ataques pessoais, mas, no ano passado, explodiu.

E veio até aquela capa absurda de que o PT emburrece o país...
Quando se entra nesse preconceito monumental, a crítica fica desqualificada. Aquele papel da mídia, de ser mediadora, deixa de existir. E o Lula fez uma coisa de gênio político. Quando começaram os escândalos, ele mandou apurar tudo. Na medida em que o pessoal acusado foi tirado do barco, passou a sensação de que era possível reconstruir o governo Lula sem os barras-pesadas que passaram por seu governo.

Então você tem o Bolsa Família mudando a realidade brasileira, com a incorporação das massas excluídas. O Lula não é salvo pela política do Palocci ou do Banco Central, mas pelo Bolsa Família. E não apenas pelos que são beneficiados - mas também por aqueles que estão de fora e percebem que esse programa vai mudar a história do Brasil. Os jornais não se deram conta disso.

Quando ficou claro que o Lula não ia cair, começaram a falar: ’’Ah, mas o eleitor do Lula é nordestino, é analfabeto’’. E quem fica com eles (os jornais)? Uma classe média muito paulistana, preconceituosa e anacrônica - porque quem é minimamente sofisticado não entra nesse jogo.

Você pega essa prepotência da Veja - esse negócio de ’’eu sou imbatível’’. Veja aquele rapaz, o diretor, que entrou um dia e disse: ’’Hoje derrubamos o presidente!’’.

Quem?
O Eurípedes (Alcântara), né? Acho que foi quando saiu aquela matéria do Palocci. Ele (Eurípedes) é que é o grande responsável por toda essa mudança que teve - essa adjetivação, esse clima todo.

A sensação de poder se dá pelo seguinte: você tem canais de TV, jornais, revistas - todos falando a mesma coisa. Só que, quando abre a cortina, tem um monte de gente espiando atrás da cortina. É um olhando pro outro, é um negócio auto-referenciado. Poucas vozes ousaram investir contra esse clima.

Os jornais apostaram na beligerância entre PSDB e PT?
Essa guerra acabou. Os jornais, com amadorismo, achavam que esse clima duraria até a queda do Lula. No dia seguinte às eleições, saem de cena Fernando Henrique, (Jorge) Bornhausen, (Tasso) Jereissati e os jornais e revistas que entraram nessa - eles só prosperam em tempos de guerra. As forças para pacificação são mais fortes do que as forças da guerra.

Fernando Henrique é outro que se queimou. Poderia ser um pacificador... Itamar e Sarney deram declarações, como ex-presidentes, com responsabilidade perante o país. E de repente vem o Fernando Henrique e solta a franga de uma maneira que deixa de ser referência.

Por que as irregularidades do governo Alckmin ficaram completamente fora da pauta da grande mídia, ao menos até as eleições?
A gestão dele em São Paulo, do ponto de vista administrativo, foi absolutamente medíocre e nunca foi avaliada. Então você pega a Secretaria de Educação. Numa entrevista, perguntei para ele: ’’Governador, qual a sua proposta para as universidades federais?’’. Ele respondeu: ’’Vamos criar indicadores de acompanhamento’’. E por que não criou nas universidades estaduais? ’’Ah, porque isso poderia conflitar com o conceito de autonomia universitária’’.

Olha o Rodoanel: quatro anos para resolver uma questão ambiental. Isso não existe. Mas, como precisava criar um anti-Lula, jogam o Alckmin como bom gestor - coisa que ele não era. Tem outras virtudes, mas não essa. E aí precisa vir o Lembo e dizer que o estado está vendendo estatal para pagar contas. Imagina se isso fosse com o governo Lula? Aí começa a ficar explícita a perseguição da mídia.

Você acha que Alckmin não tem condições de governar o Brasil?
Não. O Alckmin não tem discernimento. O Serra e o Aécio pegam gente eficiente, se cercam de bons quadros. E o que o Alckmin faz aqui? Na esfera federal, essa falta de discernimento do Alckmin seria complicada - e estamos falando do que ele já fez no estado, não num país. Não tenho informações sobre desonestidade da parte dele. Agora, no que diz respeito à incompetência gerencial, sim.

Luis Nassif + Livros

Menino do São Benedito: e Outras Crônicas, O
LUIS NASSIF
Senac
Adquira agora
Jornalismo dos Anos 90, O  
LUIS NASSIF
Futura
Adquira agora

               







*Roberto Hobold*
Inserido em: 2006-12-09 01:44:20

Convenhamos, a imprensa diz o que lhe convém.
Se algum órgão quer ser conservador, anti-alguém, que deixe isso claro, e que não fique se auto-intitulando defensor da verdade e das liberdades.

Vimos os podres que ocorreram durante o governo Lula, mas não me lembro de ter visto na tv, jornais ou revistas, os podres de FHC. Naquele tempo, tudo era belo, como o próprio FHC. São dois pesos e duas medidas. Há preconceito sim, por Lula não ser um "intelectual".

Minha opinião não está calcada no que diz a grande imprensa, e isso me faz sentir mais livre. E quem tem pensamento conservador, achará tudo isso que eu disse, uma grande bobagem. Assim é a diversidade, que não vemos na imprensa em geral.

Opinar, emitir, mas não omitir, como alguns gostam de fazer.
Liberdade de imprensa, mas não liberdade para a imprensa dizer o que lhe convém.

Ah, acredito menos na imprensa do que nos políticos. Trágico, não?


*Jessé Alves de Menezes*
Inserido em: 2006-11-12 04:09:08

Caro Luís Nassif
Quem poderia ter provas contra a honestidade de um governo que mantém uma maioria na assembléia( sabe lá como!) e vira um rolo compressor contra todas as propostas de CPIs - 69! para impedir que o seu governo seja devassado, como foi o governo do Presidente Lula, que para ter governabilidade teve que cooptar históricos adversários?
O PSDB tem os quadros intectuais, que sabem perfeitamente como se dá a governabilidade em praticamente todos os governos que não conseguem a maioria, desde Janio Quadros, para não citar os antecessores. Mas o grande problema desse partido é que, na atualidade, tem ojeriza aos movimentos sociais, pois sua inserção nesses movimentos é praticamente nula.
A vitória do Lula e o crescimento do PT tem muito a ver com o avanço desses movimentos, que aprendem cotidianamente com muitos erros até chegar aos atuais acertos. Não há dúvida que a consciência da massa dos excluídos se expande, e não há como retroceder! Sem movimento não há aprendizagem.
Sou solidário à sua postura e também da revista Carta Capital. Não é à toa que deixei de assinar a Folha de São Paulo, que ainda tem o Janio de Freitas, não sei por quanto tempo.
Um grande abraço
Jessé.


*Marlene Andreetto*
Inserido em: 2006-11-11 14:05:23

Parabéns pela clareza! Colocou de uma forma sistematizada o quadro pré-elitoral e o provincianismo da "elite" paulistana!!


*Ricardo Medeiros*
Inserido em: 2006-11-02 21:59:33

Parabens pelas palavras da reportagem ! A mídia paulista e carioca está furiosa por nao ter conseguido manipular o povão.(Reparem que o Galvao Bueno nao narra jogos no mineirao, pois a torcida o xinga e a Globo tem que cortar o audio ) O povo baiano elegeu um governador, mas além disso tirou do poder uma familia (apadrinhada pela GLOBO)que abusa do direito de pecar ( SOBERBA ). Veja no Maranhão, tambem houve mudanças no governo, que era o mesmo a décadas. O povo esta se informando e a TV sozinha já nao manipula como no passado. Como mineiro, vejo com satisfaçao as mudanças, para melhor, da consciencia dos brasileiros. Viva a democracia e as mais variadas fontes de informaçao que ainda vao revolucionar o pais. Se alguem duvidar, veja o video que é apresentado no link a seguir: http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038

Grande abraço aos homens honestos e de boa vontade do meu país.


*Zé Pequeno*
Inserido em: 2006-11-02 14:15:18

Nassif, meu, vc é o cara! Além de manjar tudo de economia, entende de política, é ético, é mineiro e brasileiro de coração, e manda um chorinho muito massa!
Parabéns


*Heber do Valle*
Inserido em: 2006-11-01 20:31:21

Um jornalista com ideias de economista.
Pois bem , 4 anos talvez como jornalista do Palacio do Planalto ou talvez como Ministro da Fazenda?
Qual seria a sua revindicacào, caro Nassif, concordatário que sou de algumas de suas ideias ?
Faz bem sonhar , mas nào desse jeito.


*Manoel Dias*
Inserido em: 2006-11-01 15:12:29

Não concordo com tudo que foi escrito pelo Nassif, mas verdade seja dita a grande mídia se vendeu por muito pouco nessas eleições (lê-se rede globo e revista veja).Se esqueceram que não vivemos mais em uma repúbliqueta de bananas.
Como disse A. Lincon "Não se pode enganar o povo todo por todo o tempo."


*ALTAVIR FISCHER*
Inserido em: 2006-11-01 15:09:59

Finalmente alguem expressou uma verdade na midia. Tenho conversado muito com amigos sobre estes pontos de vista. Parabens
parabens
parabens



*Marcelo Alvarez*
Inserido em: 2006-11-01 11:45:48

Esse foi o pior texto que já li! PARABÉNS A TODOS VCS QUE REELEGERAM UM LADRÃO!

E QUEM ESTA SENDO PARCIAL É VC SR NASSIF, ESTÁ EXPLICADO POQUE UM JORNAL SERIO O DEMITIU!!

DAQUI HA 1 ANO VEREMOS, PARABÉNS A BAIXARIA E CORRUPÇÃO!!


*Cláudio Antonio do Valle Vigas*
Inserido em: 2006-11-01 00:26:17

Ora, ora... você, Nassif, vá enganar o diabo!

Esta conversa, é pra boi dormir... Não existe (nunca existiu ou existirá) esta imparcialidade/neutralidade da mídia (do dono) ou dos seus empregados. A Veja, e tantos outros, só está se manisfestando ou defendendo o que acredita... A questão é política-ideológica; agora, pessoas como você tenta, dissimular e/ou idealizar, ou ainda conceber uma imprensa, como ente supra-tudo, imaculado e capaz de autodepurar-se (como tenta o OI, Dines & CIA: fazer uma faxina... tolos!?) ser gestar com a sua voz (papel e tinta) a saúde duma "sociedade democrática". Somos uma sociedade de classes e, você sabe bem disso ... o modus operandi da Veja, pode parecer revoltante e repugnante até "ilícito", para muitos dos seus pares. No entanto, ela está simplesmente tomando partido (o seu partido!) e resolveu então - diante das circunstancias - escancarar. O que há de tão espantoso nisso?

Para clarear: Não defendo a Veja, nem ao menos, qualquer espécime da mídia burguesa...

Mas, o processo, parece que irá naturalmente acirrar-se. Pois, dúvido muito que num projeto duma sociedade verdadeiramente democrática e justa, possa coexistir harmonicamente ou tolerantemente, entes de natureza antagônicas, mesmo considerando estes entes, como frações de uma mesma banda; diga-se de passagem: direita-liberal!

Os incautos navegantes do ciberespaço (liberais, pequenos-burgueses ou não! uma minoria, graças a Deus!... diante do espaço 3D - real e miserável) "acreditam" na "coragem-canhota-de-última-hora" de jornalistas (articulistas, blogueiros calhordas... a soldo de alguem) como você; ao cuspir no prato e na fonte que o conformou. Quem mudou? ou o que mudou?

Longa Vida!


*Fabio Lucas*
Inserido em: 2006-10-31 11:22:54

Muito engraçado esse sr. Nassif. Quer dizer que as fotos do dinheiro são apenas fotos de dinheiro e não têm valor jornalístico algum? Então por que será que o Márcio Thomaz Bastos deu ordem para que fosse descumprida uma norma da PF que determina justamente que os objetos de apreensão sejam mostrados à imprensa?Que imparcialidade é a sua, sr Nassif, que acha normal o governo interferir na PF para que as consequências da tentativa de golpe eleitoral armada pelo PT não sejam expostas ao público mas que ao mesmo tempo se horroriza com a imprensa que contraria tais ordens? Aliás, uma coisa temos que admitir. Os PT e seus simpatizantes foram competentíssimos. Armaram o golpe, o golpe deu errado e ainda assim eles conseguiram atribuir o golpismo à mídia e à oposição.


*Fernando Cesário*
Inserido em: 2006-10-31 08:49:03

Estou impressionado com a coragem e a competência do Nassif, que já conhecia da televisão. Impressionado é dizer pouco. Confesso, estou boquiaberto (no bom sentido, é claro) com o que ele disse nessa entrevista. Minha admiração é tanta que gostaria de dizer isso, pessoalmente, a ele. Ô Nassif, obrigado por clarear ainda mais a minha visão.


*Vinicius Claro*
Inserido em: 2006-10-31 07:01:26

São poucos os jornalistas que estão realmente pensando nesta impresna brasileira. Se eu já admirava o Nassif desde a tv Cultura, agora que disse os podres da mídia, ainda mais o cultuo. É necessário expurgar estes jornalistas e canais expúrios do cenário nacional. Eu já tinha entendido que a mídia estava trilhando um caminho que não dá mais certo, e este L.N. confirmou a minha teoria.
Obrigado a todos, e a Nassif. Vinicius Claro.


*wagner m martins - B. Horizonte - MG*
Inserido em: 2006-10-30 19:54:33

Dizer o que? O retrato de uma realidade está aqui. Não é preciso mais que uma pagina, está ai, senão não valeria a pena repercutir essa entrevista. Bemque se diz que não se pode generalizar em nada. Nacif é a resposta pra isso.


*Waldemir Correa*
Inserido em: 2006-10-30 16:06:35

Penso... este glorioso momento político, (pelo resultado das urnas) e de mídia (pela bela entrevista) ser para nos cariocas o momento de revertermos a precipitada e também desastrosa atitude de condecoração medalha Pedro Ernesto,que aconteceu na semana passada. Será um retrocesso não respondermos a tamanha insanidade. Inadmissível permitirmos condecorações a atos de violência, vamos condecorar “aquela senhora que mora na comunidade e com carinho e cumplicidade social tem conseguido retirar armas das mãos de crianças e/ou jovens, que pelo desejo ao consumo vem cada vez mais precoce cometendo delitos. Desejo estes muitas das vezes, potencializado por parte desta mídia que massifica o consumo como status.
Valeu! companheiro Luís Nassif


*Fernando Soares Campos*
Inserido em: 2006-10-30 15:00:53

Luís Nassif, sem dúvida, não faz parte da GBPI (GRANDE banda podre da IMPRENSA). Luís Nassif é um desses profissionais de imprensa que têm autoridade para criticar qualquer governo, como ele faz, quando necessário, com o próprio governo Lula. Críticas de pessoas como Luís Nassif contribuem para o engrandecimento do nosso povo e dignifica os profissionais de sua área. Espero que todos a quem ele critica nesta entrevista entendam o que seria fazer oposição, entendam que fazer oposição não significa conspirar com armas mesquinhas. ]

Foi Luís Nassif quem disse:

"Nesses anos todos, freqüentei muitos ambientes, o da música, o dos empresários, o da academia, os ambientes políticos, os econômicos. Mas não me arrependi nem um pouco quando, aos 13 anos, enfrentei meu pai e anunciei: 'Quero ser jornalista'. Nasci jornalista. Vou morrer jornalista. E lutar até o último dia pelos valores que elevaram nossa profissão à condição de bem público, até mesmo em brigas inúteis pelos valores que dona Tereza me ensinou desde cedo, quando se tornou a primeira pessoa a me sonhar jornalista".

Obrigado, Luís Nassif


*lucia*
Inserido em: 2006-10-30 14:54:23

vc é demais. que comentarios podem ser feitos a tão perfeita analise do comportamento de nossa midia e jornalista.
nenhuma.
vc foi a raiz ao cerne da questão
sempre com a lucidez e inteligencia que lhe são caracteristicos.

por isso

vc é demais.

beijos


*SONIA SUESCUN*
Inserido em: 2006-10-30 12:02:07

Adorei, finalmente encontrei alguem com visão real do momento no país. Alguem imparcial. Parabéns. Precisamos de muitos com sua visão p q a imprensa possa ser considerada honesta e imparcial. Continue assim.


*Márcia Regina Andrade*
Inserido em: 2006-10-30 09:12:42

Se quiser, pode enviar para nossos amigos do Itesp, rsrs!


*Ricardo Mignone*
Inserido em: 2006-10-30 00:38:10

Salve Nassif!!! Entrevistei você em maio último em Maceió, durante o Conamat (Congresso Nacional dos Magistrados do Trabalho), entidade da qual era assessor de imprensa. Gostaria de parabenizá-lo pelo maravilhoso texto que retrata perfeitamente o papel vergonhoso, preconceituoso e elitista ao qual se prestou parte da grande imprensa. Por conta disso, cheguei a ter vergonha de ser jornalista. No entanto, eis que leio seu texto, bem como os do Luiz Carlos Azenha, os do Paulo Henrique Amorim e outros poucos colegas corretos, isentos e que não seguiram essa campanha tresloucada contra o Lula, e reflito: ainda existe esperança para o Brasil!!! Creio que uma das consequências desse processo será a perda de credibilidade dos veículos que participaram da tentativa de golpe midiático.

Com a reeleição de Lula hoje, eu, acho que você também e o povo brasileiro estamos de alma lavada e, de certo modo, vingados.

Meus sinceros parabéns e um forte abraço!


*Thiago Centeno*
Inserido em: 2006-10-29 13:34:55

Salve Nassif !
É saudável e corajoso a denúncia de uma mídia podre, que por podre, coloca argumentos a reboque de preferências.Tenho minhas preferências (que diga-se de passagem não é o foco deste debate), mas procuro informações para refazer, refutar e até abandoná-las; mas com a mídia que esta aí não dá!
Saúde e vida longa ao articulista!


*José Carlos*
Inserido em: 2006-10-28 22:59:39

Parabéns Nassif pelo artigo mais completo e elucidativo que já li nestes tempos de crise.
É claro que se for lido por tucanos como Roberto Giannetti e outros, as interpretações serão as mais limitadas e inverossímeis, pois pouco enxergam e admitem erros.
A verdade é que acusaram o golpe e assumiram as carapuças contidas nos tópicos da reportagem.


*ITABAJARA*
Inserido em: 2006-10-28 22:45:33

Simplesmente, MARAVILHA !!!!


*Sebastiao Eluf*
Inserido em: 2006-10-28 20:34:34

Quando o Collor caiu me falaram que foi porque
ele nao tinha apoio politico e nem da midia,
nao acreditei, pensava que era por causa
do povo, agora acredito. Senhor ! Salvai nos
dos jornalistas e dos politicos !


*Clodoaldo Matteus*
Inserido em: 2006-10-28 20:28:25

O Luiz Nassif morreu e puseram este clone no
lugar dele. Claro que foi gentee do PT que fez
isso. Agora fico esperando e elogiar o Ciro Gomes...


*aLEXANDRE mARCONDE*
Inserido em: 2006-10-28 20:17:56

Muito bom artigo, embora tardio em seu alcance,no sentido de auxiliar ou mudar a opinião pública.

Delma Dias Gomes


*Sergio*
Inserido em: 2006-10-28 19:37:12

Já não lia nada do Nassif, e pelo jeito vou continuar não lendo. Será que ele acha que após todas as denúncias e fatos que beiram o terrorismo de Estado, não tem problema nenhum? Pode-se continuar roubando, aparelhando o Estdo com amigos, ajudando o PT a se estruturar e formar uma grande rede de informação à custa do Estado?
Gostaria de saber o que ele acha disso. Normal?

Não é possivel construir uma sociedade baseada nos valores que o atual governo passa para o povo: não tem problema roubar, mentir, enganar, ocultar, impunidade. Se você for amigo do presidente não vai ter problema nenhum.



*Maria das Graças Leite Dantas*
Inserido em: 2006-10-28 18:02:37

Oportuna, inteligente, coerente e principalmente verdadeira a visão política do jornalista Luiz Nassif, no que se refere às armações da rede Globo e cia...
Além de justo, o Sr. Nassif, deixa bastante claro na entrvista, que também tem compromisso com a cidadania, com a justiça social e sobretudo, com a consciência de quem luta por um país mehlor e com oportunidade para todos.É assim também que o presidente Lula pensa e faz.
Não adianta o preconceito, a mentira ou qualquer outro tipo de manifestação mesquinha que possa ocorrer, pois é o povo que quer escolher e o povo já sabe o que quer, portanto, só nos resta torcer por um país de qualidade de vida para todos.
Muita paz e até a próxima


*JONATAS ARNAUT DA CRUZ*
Inserido em: 2006-10-28 15:50:59

Caro Habib Nassif, essas suas considerações serve como alento. Nossa impressa precisa ser mais cristal e responsável com a verdade.


*Gilberto Molenda*
Inserido em: 2006-10-28 15:37:10

Não! mil vez não!
A mídia recebe e muito pela propanda e vive dela,
acho que em benefício de quem detem o poder, no caso
o lula. As denuncias que apareceram, inicialmente
foram de Roberto Jeferson, onde a mídia custou
a divulgar, até na casação de Zé Dirceu teve que o STJ
julgar, pois houve o desempate.
Tudo que apreceu, denuncias vieram em dozes homeopáticas, a propaganda foi tanta em favor
do governista, que confundiu o eleitor.
Ex: Docies contra Tucanos!
Quando: Dinheiro aprendido de origem ainda duvidosa,
tem por objetivo incriminar políticos.
Eu estou assistindo e julgando, como pessoa comum!
Acho que sem duvida a mídia defendeu o Pt o tempo todo,
Ex: Globo não convidou todos os presidenciaveis, isso tirou
votos de alguns que não conhecemos , por não terem espaços.
Olhe os sites, ataques ao PSDB, blog do ZÉ
Ex: Agora Tucanos jogam a tolha, o que é isso???
Isso é iludir o povo pois não votamos ainda.
Outro ex: 2004 o PP reclamava que havia manipulação
dos institutos de pesquisa.ver
http://www.jogoaberto.com/IBOPE.htm
Hoje mais do que nunca está claro que a mídia
quer o PT pois vive de propaganda.
Lamento muito, mas se não fosse os institutos e a mídia
o Lula perdia ainda no primeiro turno!



*Geraldo*
Inserido em: 2006-10-28 15:04:26

ACM criticou duramente a Record pela dispensa de Boris Casoy. Qual a razão do silêncio do coronel com a dispensa de Luis Nassif pela Folha de São Paulo?

Parabéns, Nassif! Você tem cabedal, coragem e independência editorial bastantes para ser o melhor blogueiro político do Brasil.

Bobbio defendia a democratização dos meios de comunicação (da produção à distribuição) como condição mesma de existência da democracia. Foi só Lula citar essa expressão que as dinastias da informação pública se movimentaram.

Será que Norberto Bobbio vai entrar para a "lista negra" da isentíssima Veja? Ou precisarão do contorcionismo intelectual de um Roberto Pompeu de Toledo para dizer que Bobbio não quis dizer o que disse? Ou, quem sabe?, do novo truão "adquirido" pelo panfletão dos Civita, egresso de um sítio político que deixou de existir justamente quando cessaram as verbas da Nossa Caixa em São Paulo?

Parabéns, Nassif! É hora de colocar todos os podres da mídia mais corrupta do mundo para fora. E dar início ao processo de destruição criativa daquilo que está a contaminar a higidez da democracia brasileira.


*Roberto Giannetti da Fonseca*
Inserido em: 2006-10-28 12:03:14

Caro Nassif, Conhecemo-nos há muitos anos, desde a criação da Agencia Dinheiro Vivo, a qual lhe ajudei a fundar lá pelos idos de 1987. Segui sua carreira sempre com admiração pelo seu estilo combativo e pela sua sensibilidade não só com o mundo politico e econômico, mas também pela afinidade com o setor cultural. Fico hoje extremamente decepcionado de ler esta sua entrevista e perceber quantos equivocos de julgamento e avaliação V. está fazendo em relação a situação politica do país. Quando por exemplo V. fala da qualidade da equipe do Alckmin, pelo amor de Deus !!! Se existe alguma coisa que o Alckmin sabe escolher bem é a sua equipe, gente profissional, íntegra, dedicada. Vamos lá citar alguns nomes entre tantos, para não ficarmos presos a uma retórica vazia : Yoshiaki Nakano, Arnaldo Madeira, Eduardo Guardia, Luiz Tacca, Duarte Nogueira, Maria Helena Guimarães de Castro, Andrea Calabi, Claudia Costin, todos estes passaram por Secretarias Estaduais do Governo Geraldo Alckmin. Quanto ao Lula, o que dizer de José Dirceu, Waldomiro Diniz, Palocci, Luiz Gushkein, Ricardo Berzoini, Jose Genoino, Delúbio Soares, Jorge Lorenzetti, e outros membros da quadrilha dos 40 que o Procurador da República apontou formalmente em seu corajoso relatório !! Quanto a eficiencia gerencial, sua análise é absolutamente preconceituosa e parcial. Desafio-lhe a apresentar números da gestão tucana de 1995 a 2006 e vamos comparar com outros governantes estaduais ou mesmo com o Governo Federal sob a gestão PT. V. não sabe sobre o que está falando. Acusa o governo Alckmin de forma injusta e desleal, por puro preconceito. Tanto pelo aspecto ético quanto pelo aspecto da eficiencia administrativa, não há termos de comparação, e pelo aspecto social, V. tem de compreender a diferença de assistencialismo social, que é o que o Lula transformou o Bolsa Familia, com o conceito de promoção social, que é o que o FHC e o Paulo Renato fizeram ao criar o Bolsa-Escola. Pobre Brasil que se rende ao populismo barato de um Presidente arrogante e ignorante e se deixa iludir (anestesiar) por discursos mentirosos sem nenhuma vergonha ou culpa pelos seus desmandos. Afinal êle mesmo diz que nunca sabe de nada. Talvez esta seja sua única afirmação verdadeira. Pena que V. deixou-se iludir por gente tão mediocre. Um abraço, Roberto Giannetti da Fonseca


*leonardo*
Inserido em: 2006-10-28 08:35:34

Excelente entrevista! É reconfortante e animador ver uma análise inteligente dos nossos meios de comunicação.


*Thiago Gomes Knopp*
Inserido em: 2006-10-27 23:51:48

O Luis Nassif esteve no último programa "Observatório da Imprensa" e levantou questões bem interessantes sobre essa situação atual da mídia, como esse frenesi pela cabeça do Lula.

Só acho uma pena que ele não levanta a questão sobre o que causou esse frenesi de fato: a constatação nua e crua de que esse governo é imensamente corrupto e mau caráter.

Espero morar num país no qual nenhuma benécia populista blinde qualquer pessoa acusada de QUALQUER crime.

Se o resto da mídia é anti-Lula descaradamente parece que o Nassif resolveu ser pró-Lula incondicionalmente, tentando ser "a outra vertente que foge da unanimidade burra".

Só que eu não me lembro de ninguém sair em defesa do Collor quando o país inteiro caiu na sua cabeça. Parece que naquele momento fazer parte do bloco "unânime" não seria por si somente burrice. Todos ficaram muito satisfeitos
quando se foi o bando de Collors, Zélias, Magris e figuras afins.



*Heloisa Leandro*
Inserido em: 2006-10-27 18:58:49

Obrigada, Luis Nassif!
Suas palavras nos lavam a alma de tanto fel destilado pela mídia. Deixei de assinar Veja por motivos óbvios e em seu lugar coloquei Carta Capital, uma iluminada escolha para entender o que realmente acontece nos meandros do poder no Brasil.
Devo dizer que me encontro entre o público descartado a que você se refere, aquele público não nordestino, não analfabeto, que não precisa de Bolsa Família, aquele público "ignorante" que a mídia diz que vai reeleger Lula no domingo.
Obrigada, Nassif, vou divulgar para os meus amigos.



*Artur ribeiro*
Inserido em: 2006-10-27 18:05:03

Parabéns Nova pela reprodução da entrevista oportuna de NASSIF.
Nada mais gratificante do que divulgar uma voz entre milhares de outras contrárias quando, fria a analiticamente, mostra como a grande mídia caminhou, com sofreguidão, com armas e bagagens para cair de cara na mais imunda pocilga que possa existir para ali chafurdar como bem sabem os suínos.
É de se esperar que, a partir de agora, com esse desastre este tipo de jornalismo se cure dessa forma vergonhosa e malvada de informar.
Como diz o Nassif, com palavras mais apropriadas, jornalistas e colunistas com mais de 30 anos de cancha, além dos sinistros blogueiros como Mainardi e Reinaldo Azevedo e muitos medíocres e raivosos “jaborzinhos”, de repente, passaram a agredir, perseguir, caluniar e martelar na mesma tecla preconceituosa e distorcida. Tinha de saturar e perder a credibilidade; e deu no que deu...
Ninguém acredita mais na grande imprensa concentrada nas mãos de uns poucos privilegiados. Quando surge uma voz como a do Nassif e do Paulo Henrique Amorim colocando os pontos nos “is” a gente pensa logo: “puxa! Vai perder o emprego!!!”. Parabéns. Vou divulgar entre os meus amigos.



*Alberto Augusto*
Inserido em: 2006-10-27 15:52:35

Gostei da opinião. Embora, ainda não acredite emnenhum dos dois candidatos, creio que a imprensa brasileira precisa tomar outros rumos, ser mais isenta e menos capitalista..o primeiro passo seria começar a distribuir melhor as concessões de rádio e tv. é um absurdo os sarneis, acms, colors da vida, entre outros terem rede de tv, jornal e rádio para dominar a politica em seus estados..Sobre a revista Veja. toda semana ela dá um aula de como ludibriar a leitores com materinhas ridiculas..tendenciosas..e que não cumprem o verdadeiro papel social do jornalismo .. uma lástima...


*Gerusa Mara Teixeira*
Inserido em: 2006-10-27 15:52:02

Enviei essa entrevista para todos que conheço, que acreditam no sucesso do Alckimin para Presidente deste país.Sinceramente espero que ao lê-la, eles mudem de opinião e que no próximo domingo Lula consiga sobreviver a tudo isso.


*Márcia da Cruz Nóboa Leme*
Inserido em: 2006-10-27 14:48:47

É reconfortante ainda encontrar na imprensa brasileira comentários lúcidos e isentos como este. A imprensa precisa sofrer uma intensa reforma, mas acredito que nem tudo está perdido.