A capa da Folha que anunciou a Petrobrax
2006-10-17 11:11:11

Um dos momentos mais tristes do governo tucano pefelista de FHC foi sua tentativa de iniciar um processo de privataria contra o maior patrimônio público brasileiro: a Petrobrás.

A sociedade civil se levantou impedindo mais este crime lesa-pátria. O jornalista Janio de Freitas, em janeiro de 2001, denunciava. "A necessidade comercial de mudança do nome Petrobras para PetroBrax em nada serviria às atividades da Braspetro e aos produtos BR. Mas, os fantásticos R$ 100 milhões constituiriam um negócio com muitas serventias. Como os
R$ 2,7 milhões que, em acesso de modéstia, a ‘consultoria de comunicação’ diz ter gasto na operação frustrada."

Ainda, Janio: "O acionista majoritário e controlador da Petrobras é o Estado, logo, o uso dos recursos financeiros da estatal interessa ao patrimônio público e ao Tesouro Nacional. Parlamentares, Tribunal de Contas da União e, se acionado, o Ministério Público são encarregados de verificar o que o governo e seus prepostos fazem com o dinheiro público em poder da Petrobras e de estatais em geral."

Quantas CPIs ocorreram para investigar o fato: nenhuma!

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FOLHA DE SÃO PAULO - ESTATAIS

Nova marca comercial melhoraria participação internacional; custos para refazer logotipo chegam a US$ 50 mi

Petrobras muda de nome para PetroBrax

Nelson Perez/Valor
O presidente da Petrobras, Philippe Reischtul, em frente ao novo logotipo da empresa



CHICO SANTOS E
ISABEL CLEMENTE
DA SUCURSAL DO RIO

 

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A estatal Petrobras, maior empresa do país e terceira maior da América Latina, está mudando seu nome comercial (marca) para PetroBrax. Segundo o presidente da companhia, Henri Philippe Reichstul, o objetivo é unificar a marca e facilitar o seu processo de internacionalização.

Reichstul disse que a mudança, estudada durante oito meses e já aprovada pelo conselho de administração, ganhou na semana passada o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso. Embora o nome da empresa continue sendo Petrobras, ele não entrará mais na logomarca.

O novo nome foi escolhido pela agência paulista de design Und SC Ltda, contratada sem licitação. Segundo Reichstul, desde que deixou de ser monopolista, a estatal obteve flexibilidade legal para esse tipo de contratação.

Segundo Alexandre Machado, consultor da presidência da Petrobras, a estatal está pagando R$ 700 mil à Und por um contrato de um ano, iniciado em abril.

Machado disse ainda que a mudança da logomarca em todas as instalações da empresa deverá custar US$ 50 milhões à Petrobras, num processo previsto para durar seis meses.

Reichstul disse que não haverá uma campanha publicitária específica para divulgar o novo nome, mas que a novidade "aparecerá no contexto" das propagandas. Ele disse que os investimentos incluem a revitalização dos postos BR, que agora exibirão o nome PetroBrax BR. No exterior, a sigla BR não será usada ao lado da nova marca.

A decisão de mudar a marca foi tomada após a aprovação do plano estratégico da Petrobras (1999-2005). Um dos argumentos favoráveis foi que o sufixo "bras" estaria, internamente, associado à idéia de ineficiência estatal.

"Perdemos o monopólio em 1997, mas o nome (da empresa) continuava associado a ele", disse Reichstul.

Outro argumento, também relacionado com o mercado interno, foi o de que a marca Petrobras tornou-se, nos últimos anos, praticamente virtual, escondida pelas iniciais BR que integram o atual logotipo.

A marca BR aparece, associada ao nome Petrobras ou não, nas diversas unidades da companhia e isso estaria diluindo o nome da empresa.

Além disso, a marca BR, adotada por toda a empresa em 1993, estaria excessivamente baseada no braço de distribuição de combustíveis, enquanto o novo foco seria tecnologia.

O nome do óleo lubrificante Lubrax, do qual foi tirado o sufixo da nova marca, seria a forma mais correta de associar a empresa ao seu novo foco. Brax, segundo Reichstul, chegou a ser cogitado também como marca, "mas sem muita força".

O novo logotipo tem também um símbolo branco, parecido com uma chama ou uma folha, dentro de um quadrado verde, amarelo e azul. O símbolo representaria o compromisso da empresa de desenvolver fontes de energia limpas, como a solar, a eólica, o gás, o hidrogênio e outras. Reichstul disse que a empresa gostaria de chegar a 2010 reduzindo a participação do petróleo entre os itens que produz dos atuais 95% para 60%.

No front externo, um dos argumentos para a mudança da marca é o de tirar a associação excessiva que o nome Petrobras tem com o Brasil. Segundo Norberto Chamma, diretor da Und, que apresentou a nova marca ontem para jornalistas, a desvinculação é importante para que a empresa não seja obrigada a arcar com os ônus dessa ligação.

Um dos ônus, para o caso de expansão na América Latina, seria o de passar a idéia de um imperialismo brasileiro invadindo os países vizinhos.

Até uma suposta dificuldade fonética dos falantes do inglês e do espanhol com a palavra Petrobras foi incluída entre os argumentos favoráveis à mudança. A logomarca da estatal já foi mudada antes, em 1978 e 1993, mas sempre se manteve nela o nome original.

                       








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*miriam oliveira*
Inserido em: 2010-10-28 17:33:42

Me pergunto: Como ainda existe gente que vota na direita e eh a favor de privatizacoes? Parece-me que eles nao entendem nada.Nem assim eles sabem que coisa e se envergonhar!
Nao compreendo tamanha cegueira, isto digo por que minha propria familia e direitista e, sempre fui o contrario



*Estéfano dos Santos*
Inserido em: 2006-10-22 20:26:13

olhaí!


*carlos costa*
Inserido em: 2006-10-19 14:44:56

Toda a operação, felizmente frustrada, demonstra o deslumbramento do governo da época com o neoliberalismo.
Triste lembrança da subserviencia nacional aos interesses do capital internacional.
VALTER POMAR
Campanha de vacinação contra a raiva

A pesquisa Datafolha, divulgada no dia 17 de outubro, mostrou Lula com vinte pontos de vantagem sobre Alckmin entre os votos válidos. Carlos Montenegro, do Ibope, que divulga pesquisa dia 20 de outubro, disse que só um fato "muito espetacular" poderá arrancar a faixa de presidente da República do peito de Lula.

Moral da história: nos próximos dias, a direita vai tentar criar algum "fato" e vai divulgá-lo de maneira "muito espetacular". Um bom exemplo do que está sendo armado é descrito num correio eletrônico apócrifo, que vem sendo distribuído pela Internet por apoiadores da candidatura Alckmin. Este correio eletrônico, intitulado "Vem chumbo grosso na edição 1979", afirma entre outras coisas o seguinte:


"Após tomarem conhecimento do conteúdo da revista que está em banca, e temendo o conteúdo da edição nº1979, a corja entrou em pânico. Ocorre que Veja já tem a edição fatal nº 1979, absolutamente pronta, com todo o percurso dos dólares dos Estados Unidos para cá. Junto com as investigações do dossiê Vendoin, surgiram vários outros documentos a respeito de toda a bandalheira que tomouconta do governo. É edição para tornar desnecessárias as eleições no segundo turno."
A frase final é fantástica, pois revela a concepção de democracia que vigora na direita brasileira: "é edição para tornar desnecessárias as eleições no segundo turno". Ou seja: tem gente neste país que acha que uma eleição presidencial pode ser decidida pelos donos dos grandes meios de comunicação, mancomunados com políticos de direita e as empresas que financiam suas campanhas.

Frente a estes gabinetes, o voto do povo seria "desnecessário". Outro exemplo do que está sendo armado é a declaração dada por Geraldo Alckmin, em atividade promovida pela OAB de Brasília, segundo a qual, se Lula for reeleito, o governo "acaba antes de começar". A tradução mais perfeita deste comentário está num texto do direitoso Reinaldo Azevedo, ex-editor da ex-revista tucana Primeira Leitura.

Tal texto, intitulado "As leis ou as urnas?", afirma o seguinte:


"(...) estou apostando que boa parte do banditismo que diz respeito ao dossiê vem à luz antes do que se imagina.

E, então, é possível que o país eleja um presidente com a cabeça na guilhotina. Até porque, convenha-se, se Lula se reelege com 60% dos votos válidos, vai entender que as urnas estão perdoando o seu governo de todas as lambanças. (...) Não se estará elegendo um presidente, mas uma crise. (...)

Lula nos conduziu a um aparente paradoxo: ou triunfam as urnas ou as leis. E por que ele é apenas aparente? Porque as leis e as urnas só estão em oposição quando há gente disposta a usar as urnas para assaltar as leis."
Vamos repetir: "ou triunfam as urnas ou as leis". Portanto, um pedaço da direita já decidiu que, caso perca a eleição, não vai aceitar a legitimidade e a legalidade do resultado. A armação está clara. Contra ela, recomendamos a vacinação.

Primeiro, nos vacinar contra a euforia das pesquisas. Eleição não se ganha de véspera.

Segundo, contra as mentiras dos meios de comunicação. Vem mentira por aí.

Terceiro, contra a raiva da direita brasileira. No Brasil, a direita que ladra também morde.

É claro que alguns mordem a própria língua. É o caso de FHC, que revelou: "Não sou contra a privatização da Petrobras". Para depois inventar que faltou uma vírgula na sua frase, que deveria ser assim: "Não, sou contra a privatização da Petrobras"!!!

Outros mordem de verdade. Como se viu no Leblon. Seja como for, a eleição não está ganha, a direita vai jogar ainda mais pesado nos próximos dias e uma parte dela contesta desde já o resultado das urnas. Frente a isso, devidamente vacinados, o essencial é a mobilização total, todos os dias e todas as horas, daqui até o fechamento da última urna. E depois, até a apuração. E depois, até a posse. E assim por diante.

Vacinação e mobilização, os males do Brasil derrotarão.

Valter Pomar é Secretário de Relações Internacionais do PT

Comment (1)
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*tita*
Inserido em: 2006-10-18 23:32:37

ee agora José?



*Bolívar Santos*
Inserido em: 2006-10-18 18:06:10

Houve também uma tentativa de vender o Banco do Brasil: eles tentaram mudar o nome para Banco Brasil, mudar a marca, etc. A sociedade também se mobilizou e não permitiu o que seria a venda de mais um patrimônio dos brasileiros.


*alberto quelhas*
Inserido em: 2006-10-17 19:34:49

Tomará nunca mais voltem ao poder, porem se voltarem e fizerem essas tentativas, voltarei a ser guerrilheiro


*Flavio Jhor*
Inserido em: 2006-10-17 17:39:21

Sou apartidário e tenho notado em Novae digamos, forte tendência em fuzilar e escarnear tudo que não é PT. Algo
parecido com o interesse em não serem revelados os nomes
dos petistas envolvidos no esquema do dossiê.Muito estranho
nesses tempos de segundo turno.Confiabilidade e caráter já
são valores estranhos ao comportamento da Novae. De agora
para frente podem -se tornar insustentaveis.Lamento.