Não chore por nós William Bonner
2006-10-17 10:04:30

José Lucas Alves Filho

As lágrimas de William Bonner na ocasião da morte de Roberto Marinho são momentos apoteóticos de uma farsa que teve início 40 anos antes e que prejudicou o desenvolvimento cultural de um país. O poderio da Rede Globo, como veremos adiante, não se trata aqui somente dos recursos tecnológicos e materiais indispensáveis para o suporte técnico do Capitalismo Autoritário, mas da função adquirida pelos mesmos na estratégia montada para a condução desse Capitalismo, em suas bases ideológicas e econômicas que exercerão o poder de fato na nova Sociedade Capitalista.

Uma citação do diretor – presidente da TV Globo, em 1966, respondendo à Comissão Parlamentar de Inquérito (já se fazia isto, naquela época) que investigou as ligações entre a Globo e o grupo Time-Life (ligações espúrias, conforme veremos) é muito elucidativa para se entender a importância do sistema de comunicações no novo cenário nacional: “As empresas jornalísticas sofreram, mais talvez do que quaisquer outras, certas injunções, como depressões políticas, acontecimentos militares. Os prognósticos que estamos fazendo na TV Globo dependem muito da normalidade... da tranqüilidade da vida brasileira. Esses planos podem ser profundamente alterados, se houver um imprevisto qualquer ou advir uma situação que não esteja dentro dos esquemas traçados, como se vê nas operações de guerra.”

Esta era uma citação que fazia ver o papel que a rede Globo planejava, junto com o grupo Time-Life no futuro imediato do Brasil. O acusador, por outro lado, coincidentemente representante da rede de televisão já existente e líder das comunicações na época (os Diários Associados, proprietários da Rede Tupi), esclarecia à mesma CPI: “E esta é uma guerra – não é uma guerra quente, mas um episódio da guerra fria. Entretanto, se perdermos neste episódio, o Brasil deixará de ser um país independente para virar uma colônia, um protetorado. É muito mais fácil, muito mais cômodo e muito mais barato, não exige derramamento de sangue, controlar a opinião pública através dos seus órgãos de divulgação, do que construir bases militares ou financiar tropas de ocupação”.

Feitas estas considerações, passemos a analisar a montagem do sistema de comunicações durante o período da ditadura militar, que é um ponto importante para compreender a função desse sistema como parte do Capitalismo Autoritário.

A legislação que orienta as concessões de rádio e televisão foi estabelecida logo após o Golpe Militar de 1o. de abril de 1964 e conservou-se inalterável até a Constituição de 1988, que apenas confirmou as normas já existentes e somente agora pretende ser alterada, para pior, é claro, dando permissão às empresas estrangeiras participarem do capital da radiodifusão brasileira.

Ela atribui ao presidente da República poder absoluto sobre as concessões, que não dependem em nenhum momento de pareceres técnicos, considerando-se, desta forma, apenas os prêmios políticos que o presidente utiliza como barganha para conquistar os votos dos deputados e senadores no Parlamento.

No apagar das luzes da ditadura, já no governo Figueiredo, foram feitas 700 concessões de rádio e televisão, que representou na época mais de um terço do total das emissoras inauguradas desde o surgimento da radiodifusão no país. (FSP, 14 mar. 1985).

O serviço de radiodifusão no Brasil é mantido sob estrito padrão privado comercial, sem a preocupação da transmissão e defesa da cultura nacional, exceção feita à Rede Universitária -TV Cultura que sobrevive com parcas verbas e de qualidade técnica inferior frente às concorrentes comerciais.

As concessões são feitas sem o cuidado de análise mercadológica e, distribuídas como brindes, dentro da mentalidade cartorial do governo federal. Elas são freqüentemente superpostas e tem sua abrangência geográfica aumentada arbitrariamente.

Dois são os tipos de concessão: a controlada pelas grandes redes de rádio e televisão e as presenteadas aos apaniguados do Poder. Servem, assim, para contemplar diretamente o poder econômico e o poder político, sem visar em nenhum momento o interesse público. A rede Globo sozinha detém 40% do mercado publicitário das emissoras de televisão, dominando, desta forma, o mercado em sua totalidade, e em completa abrangência do território nacional.

Na história da rede Globo existe o obscuro acordo com o grupo Time-Life, norte-americano, que financiou, equipou, planejou, treinou o pessoal e deu assistência técnica durante mais de dez anos, até sua autonomia técnica e comercial; este acordo, como vimos a pouco, foi motivo, inclusive de uma CPI para investigar as suas conseqüências monopolizadoras do mercado do país, logo no início da ditadura militar, quando esta ainda se preocupava em dar alguma função aos deputados e senadores, e mesmo que, como todas, terminasse em pizza.

Conforme o livro “História Secreta da Rede Globo” (p.71), o autor afirma que “Controlando as entidades representativas das emissoras de radiodifusão, o sistema Globo faz predominar seus interesses e neutraliza as manifestações das pequenas e médias empresas que são sufocadas pela concorrência dos oligopólios”. E, em seguida: “Com a Nova República, a Globo teve seu poder fortalecido”.

Visto está que, após a ditadura, o sistema de comunicações brasileiro, capitaneado pela rede Globo, manteve-se intacto e até fortalecido, dentro dos padrões ideológicos definidos pelo grupo Time-Life na década de sessenta, em plena guerra fria. E, pela importância e destaque que a Globo continua ocupando na mídia nacional, é evidente que este processo continuou a se fortalecer durante os últimos quinze anos.

Que a implantação da rede Globo no Brasil foi ilegal e fato criminoso é assunto já discutido e conhecido por uma grande parte da população pensante do país, mas entender que este fato faz parte de um contexto econômico e político-social configurado na “globalização” das comunicações e que é o grande orientador ideológico do Capitalismo Autoritário, isto é que é preciso analisar e definir claramente.

Com isso estaremos dando argumentos para que os setores que ainda resistem aos avanços do Capitalismo Autoritário possam ser “sacudidos” em seus brios éticos e de compromisso com a nação, e passem a defender o direito das maiorias de impor seus interesses nos sistemas de comunicação de massa.

Dominação sem armas

Os jornais, censurados, dirigiram as notícias segundo os interesses da ditadura, que coincidiam com os Estados Unidos. Foi a era do “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. A subserviência aos americanos passou a ser completa, e assim continua até os dias atuais.

Mas a grande vedete das comunicações já era a televisão. Inaugurada em 1950, teve um caminho ascendente muito lento, que durou toda a década de cinqüenta. Só na década de sessenta é que começou a espalhar suas antenas e repetidoras por todo o país, tornando-se o maior veículo de comunicação e transmissão ideológica a partir de então.

O grupo Time-Life, da direita conservadora norte-americana tentou associar-se ao “Estado de São Paulo” mas os seus proprietários, ou não entenderam bem o significado da proposta, o alcance histórico que ela teria na formação da consciência nacional nas décadas seguintes, ou eram pretensiosos demais para dividirem o poder da mídia que detinham, mesmo que fosse com os norte-americanos.

O fato é que o grupo Time-Life acabou associando-se com o jornal O Globo, do Rio de Janeiro, reconhecido como a cabeça da reação, do conservadorismo e do entreguismo no Brasil. O contrato assinado entre Roberto Marinho e o grupo Time-Life o foi em 1962, mas a primeira emissora só começou a funcionar em 1965, depois do Golpe Militar. Até então já haviam sido assinados vários acordos de cooperação entre ambos os sócios, chegando os dólares americanos em profusão, para a importante missão.

Tão importante que, em outubro de 1964, na “Conferência sobre o Desenvolvimento Latino-americano”, promovida pelo Hudson Institute foram expostos com clareza, pelo comparsa de Roberto Marinho no projeto da rede Globo, Weston C. Pullen Jr., Presidente do Time-Life Broadcasting Inc., os desígnios norte-americanos com as associações na mídia televisiva que se processavam entre os Estados Unidos e os países da América Latina, que aqui reproduzimos, e que está citada na obra acima mencionada “História Secreta da Rede Globo – Ed. Tchê! Porto Alegre (p. 125/126)”:

“Passando em revista sua experiência em TV na Europa, Oriente Médio e América Latina, o Sr. Pullen afirmou que ele está operando na Venezuela, no Brasil, na Argentina e possivelmente entrará em nova operação na Colômbia. (...) A NBC, a CBS e a ABC, estão todas ativas nessas áreas e todas têm, como o Time, uma fórmula comercial que tende a incluir as seguintes características:

O grupo norte-americano necessariamente tem posição minoritária, em termos de oportunidade de investimentos, devido às leis dos respectivos países sobre telecomunicações.

Em todos os casos é indispensável ter sócios locais, o que é importante; e eles têm provado ser dignos de confiança.  A programação das estações é uma tarefa conjunta norte e latino-americana.

A política adotada mostra que a TV educativa diurna é importante para o êxito comercial e poderosamente eficaz e popular, quando tentada. O Sr. Pullen considera que o governo norte-americano pode e deve interessar-se por esse tipo de expansão por parte de grupos norte-americanos como um meio de atingir o povo. E apesar dos problemas que surgem, a TV se tornará para todo latino-americano, tal qual como para todo norte-americano (sic) em futuro bem próximo.”

A estratégia, portanto, estava muito clara: tratava-se de apoderar-se dos meios de comunicação mais importantes dos países-chaves da América Latina – Brasil, Argentina, Venezuela e Colômbia, da mesma maneira como o mesmo Sr. Pullen vinha fazendo na Europa e no Oriente Médio, e a intenção, óbvia, era a de influir decisivamente na formação da consciência das gerações que formariam o novo mundo do terceiro milênio, que os Estados Unidos desejavam, estivessem sob seu controle.

E, para garantir a completa estruturação do sistema de dominação ideológica através da mídia televisiva, o senhor Pullen ficou governando a Globo durante treze anos: desde o contrato inicial, em 1962, até o final do contrato de “assistência técnica”, em 1975.

Aqui é preciso verificar que o conceito básico da formação da consciência, que seria o objeto da programação, do conteúdo dessa programação, apresentado através das novelas e programas de auditório, procurava, além de alienar o povo brasileiro, quebrar também a sua auto-estima como Nação, única forma de se dominar sem precisar armas, nem bases militares que servissem à ocupação pelos norte-americanos.

As medidas eram mais simples: da mesma forma como o americano é auto-endeusado, através da metáfora do super-homem, ou seja, a capacidade que qualquer indivíduo isolado nascido nos Estados Unidos tem de resolver qualquer tipo de problema, situação ou risco, o que é mostrado sistematicamente na filmografia americana, principalmente, mas nas demais produções que se fabricam naquele país, com o intuito de elevar a auto-estima desse povo, e leva-lo a considerar-se superior aos demais, a estratégia da Time-Life e do governo norte-americano em relação ao povo brasileiro era justamente a oposta: mostrar as mazelas do povo, as dificuldades sem solução, a incapacidade, a corrupção e o conformismo como base do espírito brasileiro, utilizando-se para isto, principalmente, das novelas da televisão e dos programas “bandeira dois” nas rádios locais.

Nas novelas são mostrados o tempo todo as fraquezas dos personagens, a complacência e a traição permanente e geral. A vulgaridade das classes médias urbanas, nos bairros pobres cariocas, em contraste com a exuberância e extravagância das classes médias da Zona Sul. A caricatura do povo nordestino, apresentado como sub-nação, e ridicularizado em suas maneiras e modo de vida. É, evidentemente uma imagem falsa, mas, que de tanto ser repetida durante décadas pela rede nacional da Globo, acabou por ser aceita como verdade, quebrando a auto-estima desse povo, que se ridiculariza a si próprio, e ri de si mesmo com as humilhantes alegorias feitas aos pobres por “Caco Antibes” no programa “Sai de baixo” dos domingos globais.

A questão da TV educativa diurna também ficou bem colocada e explícita, segundo o ponto 4 acima, e se tornou mais recentemente uma tarefa sistemática, com os programas de ensino supletivo, dirigidos pela Rede Globo, assumindo a função do Estado e por ele reconhecido oficialmente, assim como os novos meios de ensino à distância, a tele-escola, com programas de desenvolvimento escolar através de tele-salas, o ensino técnico, empresarial (“Pequenas Empresas Grandes Negócios”), etc.

Antes que aconteça a expansão da tele-educação a níveis mais abrangentes, a Rede Globo se antecipou no controle desse nicho formador de consciência, assumindo essa tarefa, imprescindível para a manutenção do seu domínio, da ideologia norte-americana imperialista e do Capitalismo Autoritário que se estabeleceu.

Ou seja, a Globo assume a orientação da educação, cria e financia os sistemas de divulgação, estabelece a programação e é reconhecida em todos os seus atos pelo Ministério da Educação. Fecha-se o círculo, e a formação da Consciência Nacional fica entregue aos objetivos da Rede Globo e de sua integração com o pensamento e ideologia norte-americana.

Hoje, a Rede Globo absorve metade da audiência televisiva e setenta e cinco por cento das verbas gastas com publicidade, segundo abalizada opinião do jornalista Paulo Henrique Amorim.É evidente, assim, o domínio total deste meio de comunicação sobre a formação da consciência do povo brasileiro, capaz de eleger presidentes e determinar o curso de nossa história, como era o objetivo central da Ditadura Militar e do Governo Norte-americano, mancomunados para a derrota histórica da Nação Brasileira em 1964, quando lançaram os esteios sobre os quais se ergueria o Capitalismo Autoritário.

À mesma época se instalaram no Brasil dois outros grupos editoriais importantes: o grupo Visão, com matriz em Nova York, cujas publicações eram dirigidas à orientação da classe empresarial, assim como a editora Mc Graw Hill, que destinava suas publicações técnicas ao meio empresarial e que depois se associou ao grupo Visão. Além desses, o grupo Civita, da Editora Abril, também começou suas atividades, com dezenove revistas, o mesmo número que, na mesma época, começava a publicar na Argentina e no México.Victor Civita, seu presidente, italiano de nascimento, mas naturalizado norte-americano, havia sido empregado do grupo Time-Life e veio para a América do Sul com seu irmão, ele ficando no Brasil e o irmão indo para Argentina.

Assim, ficou formado o quadro de propriedade dos meios de comunicação brasileiros e latino-americanos, onde o grupo Time-Life aparecia como maior parceiro, ditando os investimentos financeiros, tanto na televisão, como no rádio e nas revistas. Mesmo alguns jornais, como O Globo, especialmente, já eram porta-vozes das posições norte-americanas pela afinidade ideológica que possuía e ainda possui com este país.

Evidentemente, a estratégia foi coroada de êxito, pois, nas décadas seguintes:

1. O Brasil passou a receber a influência cultural apenas dos Estados Unidos.

2. Foi estimulado o desenvolvimento de uma sub-cultura semelhante à norte-americana que dominou a consciência das massas.

3. A filmografia mostrada na Televisão concentrou-se na violência e no culto ao super-homem americano, que tudo resolve sozinho, seja ele homem, velho, moço, mulher ou criança, desprezando os esforços coletivos e o trabalho social.

4. Ao contrário do que ocorria nos Estados Unidos, nos países periféricos, como o Brasil, tentava-se quebrar a auto-estima desses povos, para permitir a dominação e a alienação a partir dos países centrais, Estados Unidos em primeiro lugar.

5. A mediocridade tomou conta das programações das estações (decidida em conjunto, “entre americanos e brasileiros”, segundo o Sr. Pullen).

6. A alienação cultural passou a ser a característica das novas gerações, contribuindo para o abandono do espírito crítico que ainda sobrevivia na “geração de 68”.

7. Os assuntos a serem ventilados e discutidos na Televisão passaram a ser os assuntos que interessavam aos norte-americanos e não aos brasileiros.

8. A metodologia educacional divulgada através da TV passou a privilegiar os resumos, as visões gerais, sem contribuir para a formação de conhecimentos sólidos, que levem ao pensamento crítico.

9. Surgiu, a partir da rede Globo, uma concentração desproporcional do mercado da televisão em mãos de uma única rede.

10. A formação da Consciência integrada, seguindo a ideologia norte-americana do Capitalismo Autoritário foi entregue oficialmente nas mãos da Rede Globo, com a parceria entre a Fundação Roberto Marinho e o Ministério da Educação.

Texto extraído do livro Capitalismo Autoritário, ainda não publicado, onde é abordado em determinado momento, o papel das comunicações, em especial da Rede Globo, para a implantação do poder do capital especulativo sobre o produtivo no Brasil.

José Lucas Alves Filho é Economista pernambucano, formado na Faculdade de Ciências Econômicas de Montevideo. É professor de Metodologia Dialética em cursos de ’pós-graduação’nas universidades de Pernambuco, Consultor de Empresas, escritor e dramaturgo, entre outras atividades.

          

Assista no YouTube NovaE

William Bonner chorando a morte de Roberto Marinho

 

    





Este espaço é mediado, sua mensagem será liberada após a leitura da NovaE

Nome:
E-mail(Não será publicado):
Manifeste-se:
Código:
Digite o código:


*adalto saraiva*
Inserido em: 2009-09-16 21:42:36

Nossa demais, e as maravilhas do mundo imaginário continua,em um só homem que faz isso acontecer....


*Leonilton*
Inserido em: 2007-03-09 11:45:04

Cada vez que pesquiso sobre a globo fico com me sentindo um ser liberto e pensante, porque sei que a maioria dos assuntos que falam da globo são verdades.


*claudia*
Inserido em: 2006-12-09 22:27:34

O texto além de interessante só vem demonstrar o quanto se faz urgente disseminar os pontos relevantes cada vez mais, uma vez que assuntos desse nível foram muito tempo relegados somente àqueles que tem a sua disposiçao a informaçao de longo alcance.

Se faz imperioso ressaltar que é urgente e necessária a discussão do tema em sociedade.


*patricia*
Inserido em: 2006-11-09 08:59:18

ACHEI UMA VERSÃO COMPLETA E DE BOA FONTE:

MUITO ALÉM DO CIDADÃO KANE

Vídeo BBC – história do Brasil !

PARTE 1
http://www.youtube.com/watch?v=JA9bPyd1RKQ&mode=user&search=

PARTE 2
http://www.youtube.com/watch?v=m0m1rmi-Ooc&mode=user&search=

PARTE 3
http://www.youtube.com/watch?v=mERhb-SDnMo&mode=related&search=

PARTE 4
http://www.youtube.com/watch?v=pAfAkTFs7wI&mode=user&search=



*BARBARA ELIZABETH RAMOS*
Inserido em: 2006-10-29 21:28:23

CONCORDO COM VOCE E ESTOU MUITO FELIZ,QUE A GRANDE MAIORIA DOS BRASILEIROS ESTAO SABENDO FILTRAR A TODA ESTA LAMA JORNALISTICA,ESTA IMPRENSA DISCARADAMENTE COMPRADA,E CABE A VOCES CONTINUAR FAZENDO AS DENUNCIAS E MUITO LAMA,E GRACAS A DEUS OS TEMPOS HOJE E MUITO MELHOR ESTA RELEICAO PROVOU ISTO NAO ADIANTA GRITAR TEM QUE TRABALHAR.


*Maira Begalli*
Inserido em: 2006-10-27 22:54:36

Eu, como profissional de comunicaçào vejo que é de nossa responsabilidade resgatar a TV Cultura, e fazer valer o nome que ela tem.

O mais chocante, no meu ponto de vista foi a fábrica de jornaglobistas que essa emissora forjou. Isso me dá medo. O jornalista não é um vendedor, é um instrumento 24 hs por dia. Ele não é show-man/girl. Ele nao precisa sair na Boa Forma, nem na Caras.

Ele é jornalista.

A função do jornalista como Cão-de-Guarda, um cidadão comum, que articula, pergunta, reflete desapareceu.

Não se forma essência em faculdade "produto" comandada por políticos. O MTB não pode depender disso. Gostaria de entender como esses "fantoches" podem se tornar as pessoas responsáveis pela comunicação do país...


*Igor Boni Freire*
Inserido em: 2006-10-24 17:08:15

O companheiro Marcos Antonio comenta o esclarecedor texto de José Lucas e tudo o que diz sobre a Rede Globo eu concordo e assino embaixo. Contudo, é preciso cuidado ao desejar vida longa à TV Cultura, pois é preciso perceber que "novos ares" sopram pelos corredores da TV estatal paulista. Cabe lembrar que os tucanos governam o Estado há algum tempo e impuseram diversas transformações tanto na grade de programação quanto na venda de espaço para comercial. Creio que a TV Cultura também precisa ser resgatada do bico aquiliano dos tucanos.


*Cristiane Scarpat*
Inserido em: 2006-10-21 16:53:51

O documentário Muito Além de Cidadão Kane esta disponivél no You Tube, pra quem viu e não viu, vale a pena ver:
http://www.youtube.com/watch?v=xn3G2PK7-IQ&mode=related&search=



*Daniel Coronado Stambouli*
Inserido em: 2006-10-20 14:13:09

Agora poderemos voltar a saber o que realmente acontece!
Que tal vcs começarem a fazer matérias dobre como nos alienamos tanto musicalmente tb? Sou músico e acho nojento o cena musical brasileira atualmente! Com certeza isso vem da influência dos meios de comunicação!

Abraços!


*claudia de o liveira vaz*
Inserido em: 2006-10-20 11:27:18

eu acho muito legam de masso isso


*Maurício da Silva Junior*
Inserido em: 2006-10-20 07:39:07

É... muito além do Cidadão Kane...


*O.Cunha*
Inserido em: 2006-10-19 20:20:04

Parabéns, continue assim.


*JNascimento*
Inserido em: 2006-10-19 18:19:45

Enveredando pelos textos apresentados e ricamente escritos, noto o significativo avanço nas discussões sobre os grandes veículos de comunicação de massa do País, em especial a Rede Globo de Televisão.
As concessões são distribuidas de maneira absurda, levando em conta os mais obscuros interesses.
Notem a lei que regulamenta o serviço de radiodifusão? Completamente inconstitucional. Porque somente 25Watts? É manipulação é não permitir a democratização dos meios de comunicação. Vivam as rádios comunitárias! A voz do povo nos mais distantes rincões deste Brasil.


*José Celso Garcia*
Inserido em: 2006-10-19 13:04:28

Uma forma bastante eficaz de combate ao monopólio "global", talvez a melhor delas, e que, veja bem, logo quem, o ministro das comunicações do FHC - Sérgio Motta - propôs: disseminar por todos os municípios emissoras de rádio e TV, de baixa potência e abrangência local. O PT, por seu centralismo estatizante, pela sua desconfiança no povo brasileiro, nunca enveredou por este caminho. A melhor forma de brigar com a Globo é proporcionar a possibilidade de noticiários locais, assuntos locais, que dizem respeito ao dia-a-dia da população. Não há Time-Life, CIA, KGB, que consiga este feito. É um espaço que a Globo não pode atender e que tem grande audiência popular.
A Globo, nem precisaria de livro para dizer isto, cumpre funções de estado (só não temos certeza a qual estado ela serve...), como Hollywood cumpriu e cumpre esta função no EEUU: de dominação ideológica e de aculturação.
A Globo sabe que seu futuro está indissoluvelmente ligado ao do Brasil. Seu maior equivoco, entretanto, é achar que este futuro viria pelas palavras e mãos do Geraldo (Opus Dei) Alkimin.


*Marcos Antonio*
Inserido em: 2006-10-19 09:52:09

Assisti com perplexidade a euforia dos jornalistas da rede globo anunciarem que o estado de São Paulo seria o fiel da balança na eleição para presidente, temendo que houvesse uma vitória de LULA ainda no primeiro turno. Algo como se os eleitores de São Paulo tivessem em suas mãos o poder de se contrapor ao voto da maioria burra do Brasil capaz de reeleger LULA. Esse mesmo fiel da balança trouxe de volta ao cenário político o Sr. Paulo Maluf. Depois de ler essa matéria fico pensando no quão agonizante deve ser para a rede globo tentar de todas as formas minar, diariamente e de forma exaustiva, a candidatura de LULA e ver que o povão nordestino, pobres de todo Brasil, sem cultura, ridicularizados, não foram suficientemente manipulados para mudarem o curso dessa eleição.
Vida longa a Tv Cultura, única rede de televisão que dignifica o povo brasileiro com uma programação de qualidade.


*Sergey Lima*
Inserido em: 2006-10-19 09:04:47

Concordo plenamente. Se alguem tiver qualquer dúvida sobre a nefasta influência da rede do "plim plim" nos destinos da política brasileira, basta assistir ao documentário da BBC "Roberto Marinho: Muito além do cidadão Kane". Com certeza, tem muito mais "sujeira em baixo do tapete" do que o documentário mostra. Num futuro (espero que não muito distante)os anos de manipulação ideológica da era globo serão considerados como um período negro na história das telecomunicações do nosso país.


*Joel*
Inserido em: 2006-10-19 06:36:14

Cada vez mais no dia-a-dia ficam expostos os meandros do oculto formal e partilhado da infiltração e implantação massiva do chamado Consenso de Washington e claro do padrão American Way.


*Flavio Jhor*
Inserido em: 2006-10-18 23:23:35

Hum, bom texto.Quanto a Bonner e Marinho, gostaria de saber se você não se portaria do mesmo jeito. Afinal o poder
corrompe,né. Hehe...valeu


*Cristiane Scarpat*
Inserido em: 2006-10-18 11:39:37

Basta ver os jornalistas da Globo que vivem em Nova Iorque, como correspondentes, eles divulgam e exaltam a genocida politíca externa americana sem nenhuma análise critíca.