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O que a Veja quer esconder
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Como a matriz intelectual da elite bufona transformou Fidel em pára-raios dos ACMs

Por Renato Rovai, da revista Fórum

A melhor maneira para esconder uma forte notícia é produzir outra que cause maior impacto. Não à toa que o panfleto semanal dos Civita traz na capa desta semana um Fidel de olhos arregalados substituindo Benjamin Franklin no verso de uma nota de cem dólares. Franklin é reconhecido pelo papel que desempenhou na independência norte-americana, principalmente por ter construído o tratado de paz assinado em 1783. Mas também foi o inventor do pára-raios. Como se sabe, o distinto invento serve para atrair as danosas descargas elétricas oriundas dos céus. A revista Veja bem sabia que nesta semana cairiam raios sobre líderes da oposição. Para neutralizá-los, nada mais fulminante do que atrair Fidel para o centro do esquema petista de captação de recursos ilegais.

Mas o que Veja quer esconder? Em primeiro lugar, busca tirar de cena o caso do senador mineiro Eduardo Azeredo, revelado na semana passada (21/10) pela concorrente Isto É. A revista provou que Marcos Valério pagou o silêncio do ex-tesoureiro da campanha de Azeredo, Marcos Mourão, com um cheque de 700 mil. A denúncia da Isto É, que derrubou o senador da cadeira de presidente nacional do PSDB, ainda trazia revelações que ficaram sem explicações.

A ver: “Embora os caciques do PSDB argumentem que o dinheiro que abasteceu o caixa 2 de Azeredo não tinha origem em corrupção nem em verbas públicas, as provas indicam o contrário: boa parte dos recursos da campanha mineira teve origem em empresas estatais, como as Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig).

Em 21 de outubro de 1998, por exemplo, saiu R$ 1,6 milhão dos cofres da Cemig como pagamento à SMP&B, uma das agências de Marcos Valério. O pretexto para o pagamento era a produção de uma campanha publicitária da estatal para convencer os mineiros a gastar menos energia. Segundo a investigação do MP, o dinheiro teve outro destino. No dia seguinte, R$ 1,2 milhão foi parar nas contas de políticos aliados de Azeredo.”



Jornalismo "inconveniente"
ACMinho e a ACMão se incomodam com Carta Capital. O reinado dos "neo moralistas" cada dia mais perto do chão. Sem pudores para retornar ao poder.

Mas não era só aos amigos tucanos que a capa com Fidel na nota de cem dólares interessava. Desde o fim de semana passado comentava-se em Salvador que a revista Carta Capital desta semana (28/10) traria fortes revelações sobre o esquema da Bahiatursa, estatal de turismo local subordinada a Secretaria de Cultura e Turismo do governo do Estado. E trouxe. Mas a operação pára-raios de Veja parece ter dado resultado. O midiático poder ignorou a descarga elétrica que, se bem investigada, pode aniquilar com o esquema de ACM.

A denúncia publicada por Carta Capital tem origem em um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) assinado pelo conselheiro Pedro Lino. São 200 páginas que revelam como funciona um caixa 2 operado a partir de contratos do governo do Estado com a agência de publicidade Propeg e ONGs formadas por funcionários públicos do esquema carlista. O relatório de Pedro Lino fala de uma movimentação, entre janeiro de 2003 a abril de 2005, de R$ 101 milhões em uma conta bancária não registrada no sistema de controle do caixa oficial do Estado. Para se ter uma idéia da grandeza dos números é praticamente o dobro dos R$ 55 milhões movimentados pelo PT via Marcos Valério. Os 55 milhões que, segundo o deputado federal ACM Neto, um dos mais escandalosos acusadores, produziu o maior escândalo da história da República.

ACMinho sabia que a matéria seria capa de Carta Capital. Seu painho-avô também. E tudo indica que já tinham trabalhado para que a denúncia deixasse de circular em semanas anteriores. Carta Capital mostra que a revista Época trouxe destaque no índice para o caso por duas vezes. Na edição do dia 10/10, apontava que a denúncia contra o esquema carlista circularia na página 43. Nenhuma linha. Na edição de 17/10, a página anunciada era a 37. Outra vez, nada. O leitor que achar um caso como esse na história do jornalismo deve enviá-lo para redação da revista Fórum. Uma matéria por duas vezes anunciada em um índice e que ficou sem publicação. Com a Carta Capital, os carlistas sabiam que seria diferente. A matéria sairia. E dessa conclusão pode ter nascido a solução Fidel.

Se não fosse isso, Veja poderia apurar melhor o material coletado. A própria reportagem se justifica dizendo que há contradições nos números apresentados pelas duas testemunhas vivas e que a única pessoa que teria conhecimento total do caso está morta.

Mas não pense, leitor, que Veja faz isso tudo só porque não gosta da barba quase branca do presidente Lula.

Os laços entre os Civita e a família tucano-pefelê são sanguíneos e os interesses comerciais comuns. O atual vice-presidente de Finanças do grupo Abril foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo FHC. Emílio Carrazai ficou na CEF até 2002. De lá saiu para ajudar a Abril a enfrentar a campanha presidencial vindoura. Deixou a presidência de um banco público, para dirigir o caixa de uma revista de banca.

Há outros irmãos de sangue tucano-pefelê na turma dos Civita. Claudia Costin, secretária de Cultura do governo Alckmin até maio deste ano, é a vice-presidente da Fundação Victor Civita. Costin foi também ministra de Administração Federal e Reforma do Estado nos tempos FHC. Lembram-se da reforma de Estado na era FHC?

Em Veja nada é por acaso. A revista é a matriz intelectual da elite bufona. Seus petardos têm objetivo claro, criminalizar a esquerda. E defender seus interesses políticos e econômicos. Agora, Lula e o PT que se expliquem. É assim que funciona. A revista sabe que para ela é difícil comprovar a veracidade da história. Para os acusados é tão ou mais difícil desmenti-la. Imaginem Palloci reconstituindo um caso de recebimento de garrafas de uísque ou de rum. Sendo assim, a reportagem ficará sempre ali, a postos, para ser tratada como algo sem explicação. O jornalismo de Veja é isso, covarde. E a elite brasileira, nojenta. Pena que Lula e o hoje chantageado Palloci tenham sido tão dóceis com esses escroques.

11.2005

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*cristiane*
cristiane457@hotmail.com
Inserido em: 2008-05-18 15:25:18

eu quero falar que as verbas que vao para cursos de centro sociais estao sendo redusidas e esse corte vai direto no salario dos professores que vao ser demitidos e no lugar deles vao entrar pessoas menos capacitadas que por sua vez vai diminuir o aprendizado dos alunos e o desempenho nas aulas.o qu esta acontecendo e o descazo do governo com os jovens pois o que aprendemos nos cursos de capacitaçao como o curso profissionalizante henry ford,pode ser rebaixado para um nivel baixo teor de qualidade pois o que aprendemos parte principalmente dos educadores que nos ensinam muito mais do que o curso oferece.



*Reivan Franca*
reivan1972@ig.com.br
Inserido em: 2006-11-10 21:36:12

Assim como a Globo, o gupo Abril com as revistas Veja e Exame, trabalha contra o Brasil e a favor da chamada "elite branca".
A Veja e as novelas da Globo desconstroem a verdade, os bons costumes e principalmente, a sensatez.


*Fernando*
carneiro.bnu@terra.com.br
Inserido em: 2006-10-26 18:02:30

Sou assinante de VEJA e não estranhei as denuncias aqui expostas. Já havia comentado com amigos o jornalismo tendencioso desse periódico.
Afinal, quem nasceu às margens da constitucionalidade como essa revista espera-se os maiores absurdos. Veja, na sua fundação, pertencia a estrangeiros (Vitor Civita, etc...), ferindo a carta magna.


*josé francisco*
josefrancisco_20@msn.com
Inserido em: 2006-10-22 15:41:15

Interessante é que a VEJA só torna público as notícias desfavoráveis ao lula! O alckmin deu uma entrevista esta semana afirmando que não é o responsável pela carnificina que aconteceu em são paulo. ele acusa o governo lula de não repassar as verbas para segurança, e ao mesmo tempo, diz que o FHC repassava. Tem um ditado popular que diz o seguinte: o copo só transborda depois de cheio! Então vamos analizar o que disse o alckmin? Vamos admitir que seja verdade que o lula não repassou as verbas nestes 4 anos, mais o FHC repassou durante os 8 do seu governo. Fica aqui a pergunta: O que ele estava fazendo no governo de são paulo durante estes 8 anos, e o que fez com as verbas repassadas pelo seu compaheiro de partido que não melhorou em nada a segurança no estado, a ponto do copo encher, transbordar? Onde ele enfiou este dinheiro? Fala sério!!!


*EDSON PALMEIRA*
palmeirapt@bol.com.br
Inserido em: 2006-10-22 10:38:40

VAMOS CRIAR SLOGAN. É DA ABRIL TÔ FORA.
 Publicado em: 2006-10-08 por admin, última modificação em: 2006-10-09 por admin

 

 

     

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