O Irã que eu conheci
2010-05-21 22:27:12

Por Sonia Bonzi

Depois de ter morado no Irã, minha maneira de ver o mundo mudou bastante. Não acredito em mais nada do que diz a grande mídia.

Quando soube que ia morar em Teerã senti um certo medo, mas aceitei o desafio. Comecei uma busca voraz por informações sobre o país, a cidade, a história, o povo. Depois de tudo que li, decidi que viveria em casa, reclusa, lendo, escrevendo, fazendo crochet, inventando moda...

Parti de Londres pronta para o sacrifício. Teria que conviver com os xiitas radicais, terroristas cruéis, apedrejadores de mulheres, exterminadores de homossexuais, homens-bomba, mulheres oprimidas, cobertas com véus...

Eu estava submetida às leis locais e me seria vedado mostrar cabelos, pernas e braços. Ficar em casa era o que mais me atraia. Vestir um chador para sair me parecia um pouco demais. A caminho de Teerã eu depositava o sucesso da minha estadia nos jardins da casa onde fui morar. Ter aquele espaço me bastaria.

Logo ao sair do aeroporto comecei a ter uma imagem diferente de tudo aquilo que eu tinha lido. Tudo tão bonito, belas estradas, muita luz, viadutos com mosaicos, jardins bem cuidados, gente vendendo flores nos sinais, um engarrafamento sem buzinas, pedestres poderosos cruzando entre os carros, rapaziada de cabelo espetado, mocinhos com camisetas apertadinhas, moças lindas, super produzidas e também muitas mulheres de chador. Parques cheios de gente. Muita criança. Muito pic nic.

Dizem que a primeira impressão é a que vale. Gostei da chegada. Não tive medo. Não vi tanques, cadafalsos, escoltas armadas... Gostei das caras, das montanhas, das casas, das árvores, dos muros, do alfabeto que me tornava analfabeta.
Logo no segundo dia eu já tinha entendido que minha leitura sobre o cotidiano não tinha nada de realidade. Eu não precisava usar chador. Podia sair vestida com uma calça comprida, um camisão de mangas compridas e um lenço na cabeça. Senti-me nos anos 70, quando eu não dispensava um lencinho.

Deixei o jardim de casa e fui conhecer Teerã.

A imprensa e os meios de comunicação do ocidente me deixavam confusa. O que eu lia e ouvia não correspondi ao que eu vivia e via.

Encontro um povo é acolhedor, educado, culto, simpático, que gosta de fazer amigos, que abre as portas de casa para os estrangeiros, gosta de música, de dança, de declamar poesia... Não encontrei os problemas de abastecimento que me informaram haveria. Comprava-se de tudo, inclusive uísque e vodka. Bastava um telefonema.

Os temíveis homens-bomba nunca passaram por lá. Ninguém se explodia. Foi horrível constatar que enforcamentos aconteciam de vez em quando. Apedrejamento de mulher adúltera já não acontecia há 14 anos.

Fiquei amiga de muitos gays, fiz e fui a festas espetaculares, tomei vinho feito em casa, viajei sem escoltas pelo país, visitei amigos em suas casas de campo, de praia, de montanha...

Apaixonei-me pela culinária refinadíssima, morro de saudades das nozes, pistaches, castanhas, avelãs, frutas secas. Não me esqueço dos pães, do iogurte, do suco de romã puro ou com vodka...

Conheci a Pérsia profunda: lagos salgados, desertos salgados, as antigas capitais, segui a "rota da seda", dormi em caravanserais... Sempre assessorada por amigos locais.

Não conheci um iraniano, de nenhuma classe social, que fosse favorável ao regime teocrático instalado no país. Só uma coisa aproxima o povo do governo: o direito à tecnologia nuclear.

A pressão do ocidente fortalece e radicaliza os aiatolás. O povo do Irã não aceita esta interferência mundial. Quem são os ocidentais para dizer a eles o que fazer? Eles não vem o ocidente como um modelo a ser seguido. Eles não acreditam nos governos que já apoiaram Sadam Hussein numa guerra contra eles. Eles não tem razão para acreditar nas grandes potências. Isto incomoda. Melhor demonizá-los. Eles são acusados de não cumprirem acordos. Quem os acusa também não cumpre.
O domínio da tecnologia nuclear é considerado pelo povo do Irã como um direito deles, que sempre tiveram grandes cientistas, que sempre valorizaram o conhecimento, a medicina de ponta, que querem vender energia nuclear..

O povo iraniano não começa uma guerra há mais de 200 anos. Eles não são belicosos. São diferentes de seus vizinhos. A instabilidade no Oriente Médio não é causada pelo Irã. Apesar da força que a imprensa, os governos, as corporações fazem para denegrir a imagem do Irã, eu confesso que o Irã que eu conheci não é o que é descrito pela mídia ocidental.

Não há favelas em Teerã, não há miseráveis pelas ruas. Minorias tem seus representantes no Congresso, judeus tem seus negócios, suas sinagogas, zoroastrianos tem acesa a chama em seus templos. A família é uma instituição valorizada. Refugiados palestinos e iraquianos são mantidos pelo governo e pelo povo iraniano, que lhes oferece abrigo, alimento e escolas...
Não acredito que ameaças e o uso da força possam melhorar a situação na região. Os iranianos não são os iraquianos. Ser mártir para defender a religião ou a pátria é motivo de júbilo até para as mães.

A negociação, o respeito, a falta de arrogância, as informações corretas são as armas para defender a estabilidade no mundo. Pena que muitos interesses financeiros estejam acima dos sonhos de bem-estar e paz.

A escritora Sonia Bonzi é uma das mais antigas colaboradoras da NovaE, escrevendo do Irã e de vários países do mundo.







Este espaço é mediado, sua mensagem será liberada após a leitura da NovaE

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*ROBERTO*
Inserido em: 2010-09-30 21:26:42

OBRIGADO SONIA, EXATAMENTE RESPONDEU MINHA INDAGAÇÃO.


*Jack*
Inserido em: 2010-07-21 19:35:47

huahauhauahuahauahuahuahauahuahauhauahuahauhauahua
alguém acredito mesmo no que ela escreveu. Essa é vermelinha com certeza


*Eleonora*
Inserido em: 2010-07-15 12:02:37

Sonia,
Quanto e quem te paga paa fazer essa propaganda?
A mim, vc não engana!
Tudo mentira!


*Lygia Margarida*
Inserido em: 2010-06-25 19:00:54

A escritora Sonia Bonzi que descreveu de forma bem esclarescedora a sua estadia no Irã, deverá ter maravilhosas fotos e vídeos. Quem sabe ela possa partilhar conosco? Gostaria imensamente!
Conheço o Marrocos e apesar da diferença muito grande em relação a forma de governo bem mais aberta, lá também as mulheres usam a cabeça coberta e roupas bem comportadas.


*chico*
Inserido em: 2010-06-22 16:58:50

Uma outra visão do Irã, de quem viveu lá...


*Afonso Luiz*
Inserido em: 2010-06-21 10:43:44

Quem realmente tiver interesse em ter um entendimento melhor sobre a "desconfiança" no Ocidente (EUA), sugiro ler "TODOS OS HOMENS DO XÁ". Quanto a cabeca coberta das mulheres, atualmente só é exigido realmente isso, a cabeça coberta, seja por lenços, capas, chado, etc.


*Luciano Menezes*
Inserido em: 2010-06-11 17:41:07

Gostaria de um esclarecimento.

Hápoucos dias vi uma reportagem na Globo onde a reporter usava a cabeça coberta assim como todas as mulheres que passaram também. Será que é foi armação.

Creio que deveria colocara fotos ou vídeos para que fosse mostrada essa realidade.

Quanto ao programa nuclear, eu particularmente, acho que quem tem a bomba e quem a soltou apenas para provar que tinha não deveria avaliar ninguém.

Apoio todo o movimento em que as bomas atômicas e até mais radicalmente todas as bombas deveriam ter o impedimento de fabricação.

Luciano Menezes


*Raissa*
Inserido em: 2010-06-10 14:25:52

Nossa, me impressiono em ler tais informações que não chegam com clareza aqui em nosso país. A mídia faz questão de favorecer os grandes, e o poder que possuem nas mãos é tão grande, que conseguem deixar muitas pessoas cegas diante de fatos como os descritos no texto.
E o Irã tem todo direito de lutar a favor da tecnologia na qual investiu.
Parabéns pela matéria.


*Osvaldo Luiz Tuiche*
Inserido em: 2010-06-09 11:23:44

Gostaria de receber regularmente.


*flavio pacheco*
Inserido em: 2010-06-06 20:10:35

oi sonia ,li sua materia sobre a viagem ao ira . fiquei muito feliz pelas informaçoes sobre esse povo bonito e culto, temos que divulgar cada vez a vida dos povos que estao em luta. fora a midia facista


*Silvio*
Inserido em: 2010-05-30 21:21:42

Acredito que as pessoas que leram o artigo da Sonia não perceberam um detalhe: ela fala do povo iraniano e não do governo teocratico que lá vigora desde que derrubaram o Xa Reza Parlevi.
O povo iraniano é maravilhoso e a imprensa não o critica, mas sim as atitudes dos seus governantes. É como aconteceu aqui no nosso País entre 1964 a 1985. Algumas pessoas criticam o regime de governo daquela época, não o povo brasileiro. Concordo que eles tem direito ao uso da energia nuclear, como nós também temos. O problema é saber se podemos confiar em quem está dirigindo aquele país, como não confio em quem está dirigindo o nosso, atualmente.


*ROMAIN ROLAND PIRES LEAL*
Inserido em: 2010-05-26 23:06:12

1 - ESSA DOS GAYS É MEIO ATRAVESSADA PQ O PRÓPRIO AHMADINEJAD DISSE Ñ HAVER GAYS LÁ E JÁ VIMOS NA TV ENFOCAMENTOS DE GAYS E A EMBAIXADA Ñ NEGOU;

2 - AGORA: MESMO Q ELE TENHA DITO AQUILO SOBRE O HOLOCAUSTO, JÁ NEGOU INÚMERAS VEZES TER DITO. SERÁ Q V6 Ñ ASSISTEM TV?

3- TB CONCORDO C/ O AMIGO AÍ EMBAIXO: HÁ POBREZA + ELA Ñ VIU. HÁ UMA CERTA INGENUIDADE + O IMPORTANTE É O DIÁLOGO E ATÉ A MADELEINE ALBRIGHT, QUEM DIRIA, ELOGIOU O BRASIL E A TURQUIA.



*Abu Ali*
Inserido em: 2010-05-26 18:49:51

Prezada Sonia,

Também vivi um tempo no Irã. Não compartilhava dos preconceitos que vicejam no Ocidente sobre o país e a cultura persa, por ser muçulmano - mas de origem árabe. E fiquei positivamente surpreso com o que vi. Como você diz, um povo culto - livros são muito baratos lá - imprensa ativa, mulheres lindas e se dedicando às mais diversas atividades profissionais, templos maravilhosos, pessoas educadíssimas e cidades absolutamente limpas. O oposto do que a chamada "grande mídia", teleguiada por Washington e Tel Aviv, afirma.
Saudades...


*Mônica d"Oliveira*
Inserido em: 2010-05-26 12:44:08

Li seu artigo através da Rede Terceiro Setor e adorei. Parabéns pela leveza e coerência do texto. Eu não conheço o Irã, gostaria de um dia poder conhecer. Mas conheço bem a mídia. E de perto. Trabalhando com projetos sociais pude observar várias vezes os processos de formação e mudança de opinião. Já li e assisti várias versões de fatos que presenciei (nenhuma delas fiel aos acontecimentos), acompanhei a demonização de pessoas e entidades, e escrevi sobre a exploração sensacionalista da violência e do medo (um problema que aterroriza minha cidade natal). Acredito que muito disso vem de um comportamento etnocentrista adotado como normal no ocidente. Julgamos a cultura do "outro" a partir da comparação com a nossa própria cultura. Isso é injusto e vazio, nos afasta como humanos, não nos permite ver beleza e riqueza cultural em nada que não podemos reconhecer e entender de imediato. Por outro lado, como jornalista, gosto de pensar que existem colegas prontos a ver o "outro" sem as máscaras esteriotipadas tão bem divulgadas pela mídia. Sei que o espaço reservado a suas palavras ainda são os chamados alternativos propiciados pela internet, mas existe esperança já que por esses caminhos encontramos artigos como o seu. Parabéns!


*Gilberto K*
Inserido em: 2010-05-25 14:56:44

Passei 20 dias viajando pelo Irã no ano passado. País fantástico e maravilhoso.
Concordo em genêro, número e grau com a matéria.
Parabéns!


*Fê Costta*
Inserido em: 2010-05-25 13:25:49

Também fiquei estupefata ao longo dos dois últimos anos, desde que me mudei para os Emirados Árabes e pude conhecer mais a fundo a cultura, identidade, valores e o cotidiano do mundo "do lado de cá". Esta oportunidade me valeu experiências nos países da vizinhança, onde pude comprovar que não há nada das "bullshits" ditas pela mídia no ocidente. Exceto pela Faixa de Gaza (mas até lá desconfio que também haja exagero), os demais lugares tem uma vida normal e nem imaginam que são taxados como terroristas ou seja lá o que for. Tenho amigos iranianos, israelenses, jordanianos, palestinos, libaneses, sirios, iemenitas, pakistaneses e até afegãos. Pessoas de boa índole, que preservam a família, que cultivam sonhos, que vivem um cotidiano normal...

Só estando do lado de cá para sentir a verdadeira essência destes povos.


*Luis Henrique Zamarioli*
Inserido em: 2010-05-25 11:25:58

Roberto Cattani,

É óbvio que também há desigualdades, que não foi o interesse da autora em apontar. Da mesma forma que nunca vi a mídia geral ou especializada falando de qualquer tipo de normalidade existente no Irã. Isso se chama engenharia do consenso, bem antiguinha inclusive.

Ingenuidade, acredito eu, é a situação na qual é mantida a maior parte da opinião pública, bombardeada com informações parciais, partes de uma agenda política que SEQUER é interessante ao Brasil em matérias estratégicas, atendendo senão aos interesses de manutenção do hegemon ocidental (eua+europa ocidental+exceções - e aqui deixo claro que não os considero "malvados", eles somente sabem fazer tecnicamente bem o papel de mantenedores).

Também, acredito ser ingenuidade acreditar em matérias, como uma recente que li no NYTimes afirmando que as "atrocidades e atentados aos direitos humanos no Irã nunca foram tão grandes quanto atualmente". A Economist acabou de publicar uma sequência de quadrinhos mostrando a mesma coisa, como é degradante a condição do sistema carcerário iraniano (e no Brasil, países africanos, leste europeu, maior parte da África e restante da América Latina ele é bom??). Ora, então de repente, depois de décadas de "regima teocrático ditatorial", os aiatolás "acordaram" e resolveram se voltar contra seu próprio povo, simplesmente por sofrerem pressão dos Estados Unidos em uma questão pontual de política internacional? ISSO é ingenuidade.

E sobre a sua crítica ao "júbilo das mães iranianas", faço apenas uma citação do "júbilo das mães americanas" que tiveram seus filhos lutando pela pátria em guerras espúrias como do Vietnã. Isso é recorrente em qualquer filme americano, ou da Segunda Guerra, e visto pelos brasileiros sempre com concordância quase que religiosa. Isso se chama manutenção da mitologia nacional, não foi uma invenção do Irã.

O fato é que a revolução da informação está ruindo a engenharia do consenso. Por isso gostei tanto desse texto, porque ele distoa da maior parte das publicações sem fundamento que apenas tomam "carona" acrítico no alinhamento político e dão a impressão de um pseudo "consenso" na sociedade sobre determinados temas.

Sugiro aos comunicadores reverem suas técnicas de persuasão.


*Fabrício Ribeiro*
Inserido em: 2010-05-25 09:35:23

Eu não acreditava ser possível uma descrição desta do Irã! Mas, pensando bem, qual é a minha fonte de informação? A mídia televisiva tão somente!
Eu fico meio temeroso ao ver Lula dando tanto apoio ao Irã. Agora com este artigo confesso que estou disposto a rever a minha postura!
Onde eu posso encontrar mais material sobre o Irã, além dos comumente disponibilizados pela mídia tradicional?
Obrigado


*Roberto Cattani*
Inserido em: 2010-05-24 17:31:53

Sou jornalista especilizado no Oriente Médio, com várias matérias publicadas sobre Irã. Achou a matéria lamentável. A Sonia parou de acreditar na mídia e passou a acreditar na propaganda do regime. Acreditar que há mães que possam ter 'júbilo' por ter filhos mártires é muita ingenuidade. Aliás, o problema da matéria é justamente a ingenuidade. É pura verdade que o povo iraniano é maravilhoso, bem diferente do regime no qual vive e que o oprime. Mas daí a afirmar que não há favelas, que está tudo bonitinho, etc., só se passear com guia do regime...


*Roland Scialom*
Inserido em: 2010-05-24 06:07:56

O artigo é bonitinho mas há muitas coisas esquisitas.

Não conheci um iraniano, de nenhuma classe social, que fosse
favorável ao regime teocrático instalado no país. Só uma coisa
aproxima o povo do governo: o direito à tecnologia nuclear.

Isto precisa ser revisto, pois O governo Iraniano repete que é
eleito. Mas a gente sabe em que circunstancias essas eleições são
realizadas.

E a história de que não houve Holocausto?

Porque este povo pacífico não encontra uma forma de costurar um
tratado de paz com Israel? Egito e Jordania conseguiram.

Como aconteceu a guerra Iran-Iraque?

E a influencia do governo Iraniano no tumulto do Iraque?

E os presos políticos sem direito a habeas corpus, cineastas,
intelectuais etc?

Enfim, o artigo parece ter sido escrito por uma socialité que
visitou por cima o Iran.


*Jacqueline Lessa*
Inserido em: 2010-05-23 12:33:34


É impressionante ler um depoimento desse, o que a mídia ocidental traduz em imagens e noticias é um Irâ onde não existe nenhum sentimento humano de amor, solidariedade e PAZ.
A lição que fica de um depoimento pessoal desse é que devemos cada vez mais procurar respeitar cada povo com sua cultura, com sua diversidade e o mais claro não devemos nos influênciar pela nossa midia que reproduz a ideologia política dominante.

Jak.


*Bernadette Siqueira Abrão*
Inserido em: 2010-05-23 00:22:05

Ahmadinejad nunca disse que queria varrer Israel da face da Terra. Como pouca gente conhece o persa, ninguém contesta a mídia corporativa e os asseclas dos sionistas de extrema direita, que vendem essa versão. Ahmadinejad disse que seria preciso tirar do poder os sionistas de Israel.
Agora, reflita: Israel varreu da face da Terra a Palestina ao apropriar-se dela, um processo que vem desde o início do século XX. E, no Ocidente, ninguém fala nada sobre esse roubo. Os governos israelenses praticam genocídio contra os árabes palestinos, não obedecem as convenções da ONU, fazem o que bem entendem e ninguém, no Ocidente, diz nada.
A AIPAC financia campanhas eleitorais nos EUA, estabelecem as diretrizes da política externa pró-Israel e ninguém denuncia.
Mas basta Ahmadinejad abrir a boca para choverem críticas. Caro Evandro, analise esses fatos. Varrer Israel -- o território e o governo, não o povo -- seria a única maneira de pacificar o Oriente Médio. Os belicosos são eles, que usaram e usam do terror para existir. Leia Brennan para saber como os sionistas revisionistas -- dos quais os atuais são seguidores -- participaram do extermínio de seus conterrâneos nos campos de concentração.


*Evandro cesar*
Inserido em: 2010-05-22 23:22:22

O Irã é tudo isso mesmo, civilizado, evoluído e avançado. Geopoliticamente ele é um país perigoso sim, quando tem um presidente com um comportamento duvidoso e nada confiável que quer varrer uma nação da face da terra...


*Marco Antônio Junger*
Inserido em: 2010-05-22 20:34:05

Sonia Bonzi, guerreira e revolucionária!


*edna*
Inserido em: 2010-05-22 18:44:14

O que o ocidente está tentando fazer contra o Irã é vergonhoso
Li um artigo na revista Les Temps Modernes que coincide com o escrito acima.
Muito bom.
Vamos divulgá-lo.


*ernane*
Inserido em: 2010-05-22 18:24:06


O texto sensível, ágil, de quem esteve "in loco" e pode narrar o real.


*Marcelo Lopes*
Inserido em: 2010-05-22 18:13:24

Antes de mais nada preciso confessar que tenho orgulho dos meus poucos amigos, e Sônia é uma delas. Pessoa do mundo que é, tem total autoridade para falar sobre o Irã, país em que mais gostou de morar, nessa vida cigana que leva, como ela mesma diz. E olha que já viveu em muitos! Seu depoimento aqui em NovaE tem a sua cara: sinceridade. Assim como é na sua vida, Sônia adotou seu estilo próprio nos livros e nos textos que produz. A verdade a acompanha. A justiça caminha ao lado também. Posso afiançar aos demais leitores que tudo, absolutamente tudo, que ela relatou neste seu excelente texto é a expressão da verdade, sem maquiagem, sem manipulação, pois ela me contou a mesma história, pessoalmente, alguns anos atrás, quando esteve em visita ao Brasil. Seu artigo merece a maior divulgação possível para que os brasileiros comecem a ver o Irã com seus próprios olhos e não com os olhos da mídia em geral. Parabéns Soninha! Hoje, estou ainda mais orgulhoso de você!


*Guilherme Scalzilli*
Inserido em: 2010-05-22 14:13:09

Os EUA sabotam a paz

O acordo com o Irã é uma vitória histórica da diplomacia brasileira, quaisquer que sejam seus desdobramentos. A mídia oposicionista sempre repetirá os jargões colonizados de sua antiga revolta contra o destaque internacional de Lula.
O governo de Barack Obama atua nos bastidores para destruir essa conquista. É uma questão de prestígio pessoal para Obama e Hillary Clinton, que foram desafiados pela teimosia de Lula. Mas trata-se também de uma necessidade estratégica: num planeta multipolarizado e estável, com vários focos de influência, Washington perde poder. E a arrogante independência do brasileiro não pode se transformar num exemplo para que outros líderes regionais dispensem a tutela da Casa Branca.
Em outras palavras, a paz não interessa aos EUA. E, convenhamos, ninguém leva a sério os discursos pacifistas do maior agressor militar do planeta. Será fácil para os EUA bloquear a iniciativa brasileira, utilizando a submissão das potências aliadas na ONU ou atiçando os muitos radicais de variadas bandeiras, ávidos por um punhado de dólares. Mas alguma coisa rachou na hegemonia estadunidense, que já não era lá essas coisas.
http://guilhermescalzilli.blogspot.com/



*Luiz Brasileiro*
Inserido em: 2010-05-22 10:21:36

Obrigado!

Só tenho a agradecer e divulgar essa matéria.

Parabens!