Ele, de novo
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Por Urariano Mota em 2/12/2009

Na edição de quarta-feira (2/12) da Folha de S.Paulo, a pretexto de contexto, como no artigo anterior, César Benjamin faz a moldura de argumentos que atraem a simpatia do grande público, e dos "formadores de opinião" que lhe são caros. O recheio, onde e aonde ele vai, é que é o importante. Do artigo [ver íntegra abaixo] destaco alguns pontos.

1. "Embalado pelas pré-estreias, anunciou que `não há mais formadores de opinião no Brasil´. Compreendi que, doravante, ele (Lula) reserva para si, com exclusividade, esse papel. Os generais não ambicionaram tanto poder."

Cesinha defende os "formadores de opinião", a saber, a imprensa, a própria Folha, que o emprega (e o entrega). É um discurso que soa como música aos editores. Quanta independência!

2. "Porém os que me acusam estão preparando uma campanha milionária para o ano que vem, baseada em cabos eleitorais remunerados e financiada por grandes grupos econômicos. Em quase todos os Estados, estarão juntos com os esquemas mais retrógrados da política brasileira."

Ele se faz de cego e surdo. Os blogs que combateram a sua versão, aversão insultuosa, as pessoas alheias e até adversas ao PT, não estão ganhando dinheiro. Mas a lógica de Cesinha há muito está viciada. Os interesses políticos, as convicções, segundo ele, se movem por dinheiro, sempre. Ele está viciado. Atua como um jogador de roleta, com ideia fixa em determinados números. Deveria ler ou retomar a leitura de O jogador.

Nova versão

3. "Quem, afinal, mudou de lado? Aos que viram no texto uma agressão, peço desculpas. Nunca tive essa intenção. Meu artigo trata, antes de tudo, de relações humanas."

A quem ele quer convencer? À santa família? Ele se julga tão esperto, que nos julga a todos idiotas? Uma agressão baixa e vil, servida como um recheio da empada, tratou apenas de relações humanas... A vileza baixou no seu teclado como a chama do Pentecostes. "Não foi por querer", desculpa-se.

4. "Mas, se quiserem privilegiar uma leitura política, que também é legítima, vejam o texto como um alerta contra a banalização do culto à personalidade."

Perfeito. Para combater uma banalização, ele põe outra: a imagem do Cesinha. Em dúvida, leiam o contexto em que se inscreveu no artigo anterior. O santo é Cesinha.

Os fascistas não estão derrotados. Esgrimem argumentos de esquerda, de novos democratas, em sua nova versão.