Mural das Celebrações
2009-11-26 10:54:53

Por Nicole Roitberg

Acima, os guardiões do minhocário. Abaixo, guardiões do mural de notícias positivas.

O Mural das Celebrações, da Ecoformacao, tem o caráter de contribuir para a saúde e sustentabilidade do planeta, através de mudanças profundas no ser humano baseadas no trabalho que celebre a vida.

Os seminários vivenciais da Ecoformação fornecem ferramentas e estimulam o diálogo na busca de soluções apropriadas aos problemas do meio ambiente, com repercussão nas questões sociais, econômicas, políticas e espirituais. A metodologia da Ecoformação visa um novo paradigma de aprendizado, que inclui a educação para a vida, com um currículo voltado ao aprendizado com significado. Nesse paradigma, o aprendiz é encarado como ator e responsável pela construção de seu conhecimento e de suas escolhas. O aprendiz é valorizado também como produtor de conhecimento. Os educadores são facilitadores de curiosidades e caminhos e servem como guias ou pontes para ligar os saberes à vida.

O trajeto da Ecoformação inclui acordos de convivência e cuidado, onde são co-construídos e designados aos alunos, responsabilidades com a comunidade do curso, assim facilitando a compreensão e prática da cidadania. Algumas das responsabilidades incluem: os guardiões do tempo, guardiões da cultura, guardiões do minhocário (sistema de compostagem do lixo orgânico), e guardiões do mural de notícias positivas (o Mural das Celebrações), trabalho que ocorre durante todo o percurso da Ecoformação e que estimula os aprendizes a trazerem, a cada encontro mensal, pelo menos uma notícia positiva que esteja contribuindo para a saúde e sustentabilidade do planeta  tarefa que é entregue à eles no começo do curso.

Existem várias formas de trabalhar a educação ambiental e a conscientização sobre questões de sustentabilidade. Muitos processos pedagógicos ainda focam conscientizar o indivíduo com informações e conteúdo sobre a crise e a problemática humana, muitas vezes de maneira simplória e fragmentada, carregada de tons acusatórios e tragédias. O estudante ou aprendiz é então mobilizado pela força da culpa, da emergência, ou então pior, congela no seu desespero frente ao tamanho problema que lhe é apresentado. As mudanças são pontuadas e a compreensão da crise e da problemática é fragmentada, freqüentemente movida por uma questão de obrigação, como uma lista de supermercado: gastar menos água, não usar sacos plásticos, reciclar, limpar o meio, preservar as matas... Me lembra as frases de um grande psicólogo, James Hillman que coloca:

 

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“Os problemas ambientais e de poluição tem fundamentos que não são exclusivamente ecológicos, baseados não apenas em considerações sobre a biosfera, mas também tem profundas bases estéticas na necessidade de beleza que tem a alma. Queremos o mundo porque ele é bonito...Por baixo da crise ecológica esta a crise mais profunda do amor: que nosso amor tenha abandonado o mundo, que o mundo esteja desamado, é o resultado direto da repressão da beleza, de sua beleza e de nossa sensibilidade para ela”.

A exposição da crise é necessária, para que haja uma compreensão da totalidade e complexidade do problema que estamos vivenciando, mas não se deve parar aí. Em minha experiência de vida e trabalho, venho notando que a ampliação da consciência em relação aos eixos de ecologia (pessoal, social e ambiental), e o começo da transformação humana, se dá através do resgate do encanto e do amor com o mundo, das relações de cuidado, do vivenciar experiências na natureza, através de uma educação transdisciplinar, que valoriza a intuição, o imaginário, a sensibilidade e o corpo na transmissão dos conhecimentos e que reconhece que, em cada ser há um centro sagrado intangível.

É necessário facilitar a capacidade do aprendiz a desenvolver soluções criativas, a responder com resiliência nos ambientes de estresse e aos problemas, a perceber o mundo e suas conexões com um olhar que possa integrar a totalidade do ser. As práticas e dinâmicas servem como “rituais”, que nos ajudam a vivenciar algo que está além de propósitos fixos e conhecimentos visíveis. Há uma dedicação ao desenvolvimento de outras inteligências e formas de conhecer e perceber o mundo, estimulando aquelas áreas esquecidas ou ignoradas, como a dimensão do sentimento e do mythos, que lida com a questão do mistério.

Lembrando do Manifesto Ao Resgate do Otimismo, “Uma boa notícia pode acender uma nova atitude”, e inspirando-me nas palavras de Pierre Levý, pautamos o caminhar da Ecoformação acolhendo uma visão celebrativa da vida e surgindo como “um canto de amor ao mundo contemporâneo e ao futuro que ele traz em seu seio”.

Bom querida, acho que já escrevi demais! To enviando um link de um curto vídeo clipe que fiz de uma pequena parcela do curso, e anexado ao documento dos murais, algumas fotos. Quis partilhar com vocês pois o processo trouxe muita alegria para todos e acho que podemos efetuar transformações mais profundas com o riso e com a leveza.

No youtube: http://www.youtube.com/watch?v=DwNlt6Vu_vE

 

 

 







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