http://www.novae.inf.br/site/images/top1.jpg


http://www.novae.inf.br/site/images/menu.jpg
NovaE inesquecível
| Share

Perto de completar 10 anos no ar, em outubro de 2009, a NovaE conclama os seus leitores, colaboradores e amigos a contar algum episódio, pessoal ou não,  que tenha marcado o relacionamento com a revista.

Vale a lembrança de um artigo, de uma situação, de uma história, de uma registro, de uma amizade,  de como conheceu a publicação, de uma edição histórica, de uma capa, de uma ação editorial. Toda e qualquer memória que possa colaborar com este espaço.

Além de ilustrar a seção Manifeste-se, sob o slogan "10 anos - A história é para ser contada", o objetivo é, também,  levantar mais dados para o livro em preparo sobre a revista, coordenado pelo jornalista Manoel Fernandes Neto.

1999/2009. Colabore. Você faz parte destes 10 anos.

 

 *Fabio A. Dalonso*
fabio.dalonso@ideiaagil.com.br
Inserido em: 2009-10-27 21:57:52

Qual a lembrança que marca a NovaE ? Nossa quanto tempo se passou. Acho que fui um dos previlegiados em ser um dos primeiros a saber e ler alguma coisa da NovaE !!! Lembro como se fosse hj o brilho nos olhos do vosso Editor me contando sobre a entrevista pelo telefone com o Lobão ! (rs). Acho que o início de tudo me marcou no geral e fico feliz que o periódico chegou até aqui. Parabéns pela dedicação e principalmente pelo empenho que foi colocado aqui na revista. Eu sei muito bem como foi a 10 anos atrás...
Abraços,
Fabio A. Dalonso




*Carlos Alberto Neves Albergaria Barreto*
albergariabarreto@terra.com.br
Inserido em: 2009-07-12 03:25:03

Este é o primeiro contato com a

NovaE

e a proposta muito me agrada. Como posso recebê-la ? Qual é o valor da assinatura ?




*Ângelo Cavalcante*
angelocavalcante@yahoo.com.br
Inserido em: 2009-04-12 21:31:49

Ihhhhhh... Minha história com a

NOVAE

começa exatamente no seu nascedouro.


No ano da Graça de Nosso Senhor de 1999 estava cursando Economia na Universidade Católica de Goiás e, sinceramente, nada era fácil pra mim... Tinha que trabalhar o dia todo, correr feito um louco dentro de ônibus, ouvir uns chefes "nada a ver" encher o saco de todo mundo e não poder dizer nada... Muita pauleira mesmo!


Bom, achavámos sob o desafortunado governo da tucanalha. Privatização correndo frouxo, desemprego aos milhões, exclusão de tudo o que é sorte, desequilíbrio das contas públicas, redução dos investimentos e, o duro, em meu curso, um mundareú de neoliberais falando em equilíbrio fiscal, no peso do Estado na economia, na importância de liberalizar integralmente e de uma vez por todas as transações econômicas para, por fim, adentrarmos no "paraíso" da globalização neoliberal.



Putz... Era demais pra minha cabeça!



Eu fazia um estágio na Secretaria de Planejamento do Estado de Goiás e, à época, governava a província, um outro tucano. Bom... Meu negócio no estágio era fazer contas e mais contas dos chamados PPA's (Planos Plurianuais) para que o governo do estado, se assim o quisesse, implementasse suas deliberações. Por muitas vezes ouvi os técnicos tucanos afirmarem "não, essa obra não, porque esse governo não é do nosso lado"; "não, deixa esse povo sem hospital, esse prefeito aí, é de oposição" ou "Não... Essa turma aí, é do PT" e por aí sairam várias e várias desse tipo.


A imprensa tradicional, como sempre, em seu silêncio oportuno e conveniente. De verdade, sentia que faltava uma crítica diferente. Não era só bater na cambada... Isso era fácil, afinal, o país estava caindo aos pedaços. Era preciso uma abordagem nova, com novos enfoques e olhares. Que envolvesse arte, dialogos, comportamentos e inovações e... Não é de se crer que, em uma das minhas buriladas pela internet (não me perguntem por onde!!) encontrei um link e que leva para um site cheio de outros links e outros sites e outros links e... Como num passe de mágicas... Me aparece a

NOVAE

.


Fui mergulhando naquele mundo novo, diferente e com um tanto de bons e excelentes textos e fui que fui. Rapidinho peguei os mails dos meus colegas e professores tucanos e os cadastrei na revista eletrônica. Pode uma vingança pior do que essa? Ainda hoje a

NOVAE

se faz presente em listas e mails tucanos.


Bom... É claro que não houve uma revolução, mas... Posso afirmar com muita sinceridade... Bons debates surgiram e foram muito bem subsidiados com os textos da

NOVAE

.


Lembro-me de uma vez que um professor ligado ao PSDB veio me falar de uma revista eletrônica bem diferente e interessante e que ele felizmente, estava recebendo... Perguntei pra ele, como era e a criatura desembestou a falar... Rsssssssss... Foi demais!



Bom... Saudo a todos vocês! Grande abraço, sorte e vida sempre e... Contem comigo, até o fim!


Ângelo Cavalcante


Goiânia/GO




*Evandro Vieira Ouriques*
evouriques@terra.com.br
Inserido em: 2009-03-23 07:52:13

Minha história com a

NovaE

é uma história de compaixão, de amor, de admiração e de gratidão.



Conheci a Cris e o Maneco, estas pessoas que são a

NovaE

, através de minha docemente querida amiga-irmã Rosa Alegria.



Digo ser uma história de compaixão, sim, e no sentido tibetano, ou seja:



1. por eles serem um exemplo vivo de pessoas que dedicam suas vidas a que o outro não sofra e não tenha as causas do sofrimento;



2. digo ser uma história de amor também no sentido tibetano, por eles serem igualmente um exemplo vivo de dedicação a que o outro seja feliz e tenha as causas da felicidade;



3. digo ser uma história de admiração por eles serem desta maneira, uma fonte de compaixão e de amor que jorra em sofisticada, democrática e complexa linguagem jornalística, na qual a criatividade, a perseverança e a alegria de viver-trabalhar são inesgotáveis.



Maneco e Cris, compreendam-me, são monges do Jornalismo, daquele tipo de monges que vivem no mundo e para o mundo e que só se sentem bem quando todos estiverem também se sentindo felizes: Cris e Maneco são delicados, amorosos, parceiros, vividos, exigentes, inclusivos, firmes, corajosíssimos, super competentes.



Minha história com a

NovaE

é uma história de alegria da gratidão, por eles serem sempre tão generosos também para comigo e para o que procuro fazer, sempre qualificando minhas ações em um grau de repercussão nacional que me surpreende, honra, me felicita, me estimula e me confere maior responsabilidade ainda pelos meus atos.



A

NovaE

é um raro exemplo de Mídia Livre, portanto feita por pessoas de Mente Livre, que se trabalham continuamente, que procuram limpar de suas sequências mentais o regime de servidão não se limitando portanto a responsabilizar os outros pela situação que se vive.



O que dizer da

NovaE

, da Cris, do Maneco?



Grato, grato, grato, grato, grato, grato, pela bondade para comigo!



Grato, grato, grato, grato pela bondade pelo Jornalismo Brasileiro, pelo exemplo que dão de como é possível se fazer Jornalismo com caixa alta.



E como não agradecer aqui também à Rosa Alegria, esta pessoa linda e bondosa, que entre tantos e tantos presentes contínuos que me dá, desde que nos conhecemos, deu-me a alegria e a honra da possibilidade de tornar-me amigo destas pessoas extraordinárias que são Maneco e Cris!!!!



Emocionado, com ternos sentimentos também para Manuela, que completa e consolida esta família linda,


carinhosa-mente,


Evandro




*Rosa Alegria*
rosa.alegria@terra.com.br
Inserido em: 2009-03-21 12:24:16

A minha história com a NOVAE é daquelas que vão entrar num capítulo especial daquele livro biográfico, quando eu resolver escrevê-lo um dia. Nessa história tem tanto amor que fica dificil descrever em palavras. É sentimento que só se expressa em outros sentidos. As palavras em si, já reduzem a dimensão do que sinto pelo trabalho do Maneco e da Cris e o que eles representam em minha vida.



Tudo começou em 1999, quando tantas coisas importantes para a transformação da mídia estavam acontecendo (o nascimento da novae, a criação do Movimento Mídia da Paz aqui no Brasil e do IVE Imagens e Vozes de Esperança lá nos EUA). Foi amor à primeira vista. Eu, querendo entrar no campo quase que insondável do futuro, preparada para viajar aos EUA e fazer o meu mestrado em Houston, e sentindo aquela ressonância em tudo aquilo que li e vi. Lgo pensei: "finalmente, algo novo na Internet. Gente olhando pra frente e querendo abrir novos caminhos para a sociedade!" O impacto foi grande ... e eu tentanto entrar em contato com os editores dessa revista que me impressionou tanto, e com aquela impaciência natural de uma apaixonada, e não conseguia. Estavam com problemas técnicos, naturais de um começo de jornada. Quando finalmente obtive uma resposta, a Cris, doce Cris, pediu para falarmos por telefone. Pela voz, pela energia que senti naquele contato, entrei numa profunda conexão que ia além de um contato profissional. Meses depois, nos encontramos pessoalmente em São Paulo, na Livraria da Vila. Desde então, somos uma familia, unida e aliada em momentos de altos e baixos. E devo à NOVAE todo o reconhecimento que tenho recebido no mundo da Web, pelos espaços que foram abertos, pela confiança e sintonia com o meu pensamento. Sem a NOVAE eu não seria a Rosa ALegria que tem recebido muitas manifestações de apoio e reconhecimento como futurista e agente de mudanças, sempre com a fé de que poderei contribuir com minha parte, de forma virtual ou presencial para a construção de um mundo melhor. Amo a NOVAE, amo a CRIS, amo o MANECO, meus eternos parceiros e irmãos.




*MIRABEAU BAINY LEAL*
mirabeau@brturbo.com.br
Inserido em: 2009-03-21 11:04:02

PELA ABORDAGEM INOVADORA E PELA PROFUNDIDADE DO TEMA, O ARTIGO "A morte do diploma e o nascimento de uma nova escola" DO Rodrigo Gurgel,


ABAIXO TRANSCRITO, FOI UM DOS TANTOS QUE ME ATRAÍRAM PARA A NOVAe, UMA DAS PRINCIPAIS ALTERNATIVAS DE MÍDIA DA ESQUERDA INTERNACIONAL.


PEÇO, INCLUSIVE, SE FOR POSSÍVEL, QUE DISPONIBILIZEM OS ARTIGOS ANTERIORES À MIGRAÇÃO PARA O NOVO SÍTIO DA NOVAe.



FELICITAÇÕES,



MIRABEAU BAINY LEAL


SÃO LOURENÇO DO SUL - RS



"A morte do diploma e o nascimento de uma nova escola"


*Rodrigo Gurgel


NOVAe 2003



"Dois artigos recentes comentam, por vias diversas, questões relacionadas à universidade brasileira e à conquista do diploma. José Lucas Alves Filho, economista e escritor, defende a abolição do vestibular como única forma de garantir a plena democratização do acesso à universidade, medida que superaria, em sua opinião, a necessidade de se estabelecer uma política de cotas para estudantes negros. Enquanto que o jornalista Daniel Piza defende a obrigatoriedade do diploma universitário para escritores, o que, segundo ele, resolveria o problema do baixo nível de qualidade da literatura nacional.


À parte o caráter de evidente bufonaria do texto assinado pelo colunista de O Estado de S. Paulo, sua idéia revela como o mal do bacharelismo insiste em se difundir entre nós.


Na verdade, a obrigatoriedade do diploma é parte das bases de uma cultura nitidamente subdesenvolvida, ávida, por um lado, de uma mobilidade social burocratizada, na qual apenas alguns possam ascender socialmente; e, por outro, de uma reserva de mercado que assegure a poucos escolhidos determinados nichos profissionais, criando, dessa forma, supostas elites.


A idéia restringe-se a, em termos gerais, estabelecer um processo educacional que independa de qualidades e méritos, mas que privilegie a mesmice e seja capaz de, ao final, catapultar uma minoria obediente ao promontório dos diplomados, garantindo aos seus membros, como prêmio por sua submissão intelectual, algumas benesses exclusivas.


No entanto, a realidade produzida a partir do momento em que o bacharel escuta a porta da graduação se fechar às suas costas é bem outra. Todos os anos as faculdades (públicas e privadas) vomitam milhares de jovens diplomados, mas completamente despreparados. Jornalistas que não sabem escrever, médicos que diagnosticam às cegas e sentem até certo asco ao tocar seus pacientes, advogados em sua maioria barrados nos exames da OAB, professores que escolheram seus cursos porque a nota de corte do vestibular era a mais baixa, engenheiros que sofrem vertigens ao imaginar um exercício de cálculo. Mas todos, absolutamente todos, trazem sob o braço o canudo que os referenda, a chancela da instituição universitária, o certificado produzido em série e que, teoricamente, deveria escancarar a todos as portas do mercado de trabalho.


O que encontram, no entanto, são os índices de desemprego e subemprego - verificáveis com facilidade nos cadernos de economia dos jornais ou nas páginas da Web -, além de demandas profissionais para as quais não estão preparados.


São os frutos de um sistema educacional que ainda não encontrou soluções capazes de, ao menos, minimizar os nossos graves dilemas sociais. E não as encontrará, pois o modelo - fechado, nivelado, elitista e antidemocrático - apenas favorece a preservação das nossas profundas distorções, realimentando as injustiças da sociedade brasileira.


Milhares de intelectuais, estadistas, escritores e cientistas - em todas as partes do mundo - foram alunos medíocres, abandonaram a escola, optaram conscientemente pelo autodidatismo, reconheceram a instituição escolar como objeto de escárnio, denunciaram a obtusidade das regras acadêmicas, apontaram o preconceito da maioria dos mestres em relação ao novo, salientaram a mesmice da maior parte das pesquisas desenvolvidas nas universidades, comprovaram a ausência de fomento às Ciências Humanas e a tudo o que represente espírito crítico, e, mais recentemente, revelaram o servilismo de muitos institutos públicos de pesquisa às orientações da iniciativa privada.


Mais do que a eliminação do vestibular, portanto, devemos caminhar para a supressão da obsessiva obrigatoriedade do diploma. Ou seja, como afirmou o educador Lauro de Oliveira Lima em um pequeno livro visionário - Mutações em educação segundo Mc Luhan (Editora Vozes) -, cuja 1ª edição data de 1971, devemos buscar a "dessacralização da universidade".


O introdutor do pensamento de Jean Piaget no Brasil já questionava - muito antes do advento da Internet - a forma tradicional da escola, afirmando que "assim como a arte (...) impregna hoje o ambiente sócio-cultural inteiro, assim a informação (privilégio tradicional da escola) popularizou-se sem deixar recintos fechados (...). Ora, sem informação como sua especialização o que será a escola tradicional?" E apontava, com extrema lucidez, para os tempos que estamos vivendo: "É na vida 'exterior' que se irá buscar a matéria-prima da educação e o exterior será a própria galáxia."


Em um mundo interconectado pela rede mundial de computadores, as previsões de Lauro de Oliveira Lima transformam-se em profecias: "A velocidade de substituição do conhecimento eliminará a idéia de ensino e desafiará a pesquisa em todos os domínios (...)."



Se, antes, o diploma jamais significou a garantia de um profissional competente, nos dias de hoje ele perde completamente a sua função: "O diploma supõe a existência de um 'corpo de conhecimentos' estático. Como se sabe, é cada vez menor o período em que todos os conhecimentos são substituídos. O fenômeno da substituição atinge, inclusive, as profissões, que desaparecem e nascem diariamente. Se os 'ciclos de conhecimento' são cada vez mais rápidos, não se justifica o diploma. (...) Acelerando-se o processo, chegamos à 'educação permanente', incompatível com o diploma."


As conseqüências do esvaziamento do diploma e do modelo educacional de nível superior também ganham a atenção do educador: "Isto implica no fim da 'era dos bacharéis', espécie de casta que dominou, durante séculos, a administração pública das nações. Ora, sem diplomas não há escolas... pelo menos, o tipo de escola com que nos acostumamos nos últimos séculos." De fato, a disseminação da Internet e dos, cada vez mais aperfeiçoados, programas de inclusão digital permitirão dispensarmos a instituição escolar nos moldes como a conhecemos hoje.


Lauro de Oliveira Lima vai ainda mais longe: "A escola até hoje só se justifica pelas regalias que traz aos portadores de seus diplomas, uma espécie de 'carta régia' que concede privilégios a seus portadores. A 'regulamentação da profissão' é a contrapartida da posse do diploma: sem ela o diploma ficaria reduzido a um papel com iluminuras." O educador, como vemos, antecipou-se ao enterro da instituição escolar que conhecemos, mostrando qual a verdadeira finalidade - elitista e nada democrática - dos diplomas.


A escola sobreviverá, no entanto, mas como um centro agregador de novas teorias e de discussões - ou um pólo difusor de idéias. Iremos a esses centros para dizer o que pensamos, a fim de discutir entre iguais, e para colocar à prova o fruto de nossas pesquisas, e não mais para decorarmos o que é certo e o que é errado. Ela perderá completamente seu poder punitivo e castrador. Deixará de domesticar as consciências, tornando-se um espaço de interlocução. As linhas mestras do pensamento continuarão sendo produzidas de maneira disseminada, independente da orientação dos professores ou de uma chancela institucional. O templo do saber não será mais a universidade, mas cada residência - e em cada residência, a consciência de cada pessoa. O estudo se transformará em um acontecimento inusitado, uma descoberta diária, livre das formalizações escolares, que só o banalizam. E avançaremos por ele ao sabor da nossa intuição, da nossa vontade e do nosso prazer.


Os escritores continuarão, sim, sem necessitar de diplomas para serem respeitados. E essa maneira de aprender e de exercer diferentes profissões se estenderá a todos, libertando a sociedade do jugo das corporações, dos vestibulares excludentes, da censura camuflada sob a forma de currículos escolares, da disciplina que idiotiza, das regras que nivelam por baixo, dos professores - não todos, é verdade - que apenas sabem descarregar suas frustrações sobre os alunos e dos grupos que transformaram o acesso ao saber em nada mais que uma maneira de obter lucro."



* Rodrigo Gurgel é editor e escreve ensaios, artigos e crônicas. Presta serviços de consultoria editorial, além de preparar originais para várias editoras. Colunista do La Insignia e de Novae, onde também participa como membro do núcleo de redação. Saiba mais no site

http://www.rodrigo.gurgel.nom.br/

e no blog do escritor.


www.novae.inf.br

2003





*Cris*
tamoscomraiva@hotmail.com
Inserido em: 2009-03-18 19:47:22

Conheci a NovaE há cerca de seis ou sete anos. Eu havia escrito um artigo sobre o círculo das drogas, ainda no colégio, e enviei para cá.



O Manoel e a Cris Fernandes, super atenciosos, publicaram e me telefonaram para agradecer. Conquistaram uma leitora e uma futura colaboradora constante.



Um dos artigos publicados aqui – e apenas aqui – que mais me marcaram foi sobre a história de Austregésilo Carrano, que inspirou o personagem principal do filme "Bicho de Sete Cabeças" e levou adiante, com muita coragem, a luta antimanicomial (ainda incipiente) no Brasil.



Na época, corria na NovaE um abaixo-assinado para ser encaminhado ao TJ do Paraná em favor de uma ação que Carrano movia contra seus "torturadores" (com ou sem aspas?).



Imprimi o texto do abaixo-assinado e saí recolhendo assinaturas nos corredores da faculdade, na qual eu tinha recém-ingressado. Colhi poucos, porque a luta antimanicomial era tão fraca quanto hoje e ninguém queria saber de nada. Aliás, foi o primeiro e único abaixo-assinado do qual participei, que eu me lembre.



Fui ao Correio, esperançosa, oferecer aquelas assinaturas ao Austregésilo. Não tive notícias de que tivessem surtido algum efeito.



Anos mais tarde, recebi a notícia de sua morte, pela mesma NovaE (

http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1031

). Fiquei emocionanda. Foi a NovaE que me apresentou essa história e essa luta emocionantes e nunca me esquecerei de nome tão forte quando o ouvir de novo.



Naquela mesma época, meu blog, o Tamos com Raiva, começava a engatinhar. Divulguei esta e outras histórias da NovaE no meu blog, que se tornou parceiro desta revista eletrônica. Figurou, inclusive – para meu grande orgulho e honra –, na sessão "rede" da NovaE.



Uma outra história que só a NovaE soube divulgar, e que reproduzi lá e passei a acompanhar atentamente, foi a da privatização das águas de São Lourenço pela Nestlé. A NovaE foi minha mestra em aprendizado sobre o meio ambiente e os crimes de que ele é vítima, nas mãos de mineradoras e grandes empresas. Esse é um dos meus motes atualmente, como jornalista profissional.



Quando meu blog tinha uns quatro anos de vida, o Manoel me convidou para ser colaboradora fixa da NovaE, reproduzindo os artigos que eu quisesse por aqui, meus e do meu pai, com direito a um diretório exclusivo. A NovaE reproduziu, por exemplo, nossa cobertura do mensalão mineiro (

http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=813

) e o livro sobre o judiciário que meu pai escreveu (

http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=719

).



Não preciso nem dizer: muita honra para nós.



Enfim, a NovaE é parte da minha vida de internauta, de jornalista e de leitora e ajudou a me formar em vários sentidos. Definitivamente faço parte desses dez anos, assim como ela faz parte dos meus 23 :)




*Marcelo*
marsvelo@gmail.com
Inserido em: 2009-03-18 14:56:04

Felicito pelos 10 anos da novaE. A minha melhor experiência com a revista foi adquirir através dela o material sobre a revista Veja. A partir daí fiz uma apresentação na Agenda21 do município de São Paulo falando sobre a mídia venal.



Com o audititório lotado foi aplaudido de pé... muita gente deixo de assinar a Veja, Folha, Estadão etc.. Fiquei muito feliz.



Desde então me dedico a atividade de desmascarar a mentira corporativa.



Abri um blog que trata apenas de documentários nesse âmbito.



Um grande abraço,


Marcelo


Documentários de Verdade


www.docverdade.blogspot.com

Fortaleça a imprensa independente do Brasil e a Livre Expressão ao disseminar este artigo para sua rede de relacionamento. Imprima ou envie por e-mail.

Trincheira da Livre Expressão:

     

Receba no seu e-mail boletim com novos links para novos artigos
 Cadastre-se agora

Mas o que é a Novae?
Novae: uma história de amor ao copyleft                                



Manifeste-se!

Nome:
E-mail:
Dê sua opinião:
Código:
Digite o código:
 Publicado em: 2009-03-16 por admin, última modificação em: 2010-01-04 por admin

 

 

     

NovaE.inf.br é uma revista pluralista na divulgação de idéias e conceitos a respeito de Internet, nova economia, cibercultura, política, cultura, literatura, mídia, comportamento, filosofia e cidadania. Portanto, as opiniões emitidas em colunas e em artigos assinados não correspondem, necessariamente, à opinião dos editores.
Conteúdo autorizadoSaiba mais sobre o projeto.

Desenvolvido com tecnologia PHP-Nuke, liberado sob licença GNU/GPL.

Desenvolvimento de sites em Santa Catarina: CMM Interativa.

Para visualizar melhor a NovaE utilize a configuração de tela 1024 x 768